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Macau (Cód: 2529794)

Britto, Paulo Henriques

Companhia Das Letras

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Descrição

O projeto poético de Paulo Henriques Britto ganha prosseguimento e renovação. Sua já conhecida predileção por formas fixas vem de novo acompanhada por imagens prosaicas e um bom humor folgado. O título do livro indica uma localização espacial ao mesmo tempo familiar e estrangeira: Macau é cidade chinesa onde se fala o português.
O autor dialoga com a tradição modernista - principalmente com Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade -, mas também com João Cabral de Melo Neto, como evidencia o poema 'Fisiologia da composição'. Ecos drummondianos podem ser sentidos em 'Bagatela para a mão esquerda'. Nesse poema, assim como em Trovar claro, seu livro anterior, o autor volta a fazer um elogio da mão gauche. Em sua fraqueza, a mão esquerda é aquela capaz de maior eloqüência.
Novidade neste 'Macau' é o forte acento biológico de certos poemas. O livro se abre com 'Biodiversidade', composição que define a poesia como uma fala 'esquisita' - '[...] palavras bestas estrebuchando inúteis, / cágados com as quatro patas viradas pro ar'. A necessidade orgânica do ato criativo é indissociável do ritmo diário, pois 'são as palavras que suportam o mundo', como registra 'De vulgari eloquentia', outro poema do livro.
A poesia revela-se, assim, tão vital quanto o repasto que atende à fome ou o líquido que aplaca a sede da existência.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
Cód. Barras 9788535906943
Altura 18.50 cm
I.S.B.N. 8535906940
Profundidade 0.60 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 2
Idioma Português
Número de Páginas 80
Peso 0.10 Kg
Largura 12.50 cm
AutorBritto, Paulo Henriques