Artboard 33 Artboard 16 Artboard 18 Artboard 15 Artboard 21 Artboard 1 Artboard 2 Artboard 5 Artboard 45 Artboard 45 Artboard 22 Artboard 9 Artboard 23 Artboard 17? Artboard 28 Artboard 43 Artboard 49 Artboard 47 Artboard 38 Artboard 32 Artboard 8 Artboard 22 Artboard 5 Artboard 25 Artboard 1 Artboard 42 Artboard 11 Artboard 41 Artboard 13 Artboard 23 Artboard 10 Artboard 4 Artboard 9 Artboard 20 Artboard 6 Artboard 11 Artboard 7 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 12 Artboard 25 Artboard 34 Artboard 39 Artboard 24 Artboard 13 Artboard 19 Artboard 7 Artboard 24 Artboard 31 Artboard 4 Artboard 14 Artboard 27 Artboard 30 Artboard 36 Artboard 44 Artboard 12 Artboard 17 Artboard 17 Artboard 6 Artboard 27 Artboard 19 Artboard 30 Artboard 29 Artboard 29 Artboard 26 Artboard 18 Artboard 2 Artboard 20 Artboard 35 Artboard 15 Artboard 14 Artboard 48 Artboard 50 Artboard 26 Artboard 16 Artboard 40 Artboard 21 Artboard 29 Artboard 10 Artboard 37 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 46 Artboard 8

Não Há Silêncio que Não Termine - Meus Anos de Cativeiro na Selva Colombiana (Cód: 3091658)

Betancourt,Ingrid

Companhia Das Letras

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 69,90 em até 2x de R$ 34,95 sem juros
Cartão Saraiva R$ 66,41 (-5%) em até 1x no cartão ou em até 3x de R$ 23,30 sem juros

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 2x sem juros de R$ 0,00


Não Há Silêncio que Não Termine - Meus Anos de Cativeiro na Selva Colombiana

R$69,90

Quer comprar em uma loja física? Veja a disponibilidade deste produto

Entregas internacionais: Consulte prazos e valores de entrega para regiões fora do Brasil na página do Carrinho.

ou receba na loja com frete grátis

X
Formas de envio Custo Entrega estimada

* Válido para compras efetuadas em dias úteis até às 15:00, horário de Brasília, com cartão de crédito e aprovadas na primeira tentativa.

X Consulte as lojas participantes

Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

Filha de uma tradicional família colombiana, educada na Europa, a autora resolveu abandonar a segurança de uma vida confortável para dedicar-se aos problemas de seu conturbado país. Elegendo-se sucessivamente deputada e senadora, Ingrid fundou em 1998 o partido Oxigênio Verde, com o objetivo de trazer novas esperanças à política colombiana, marcada pela violência sectária e pela corrupção. Interessada em promover o diálogo entre as diversas facções da guerra civil que há décadas dilacera a Colômbia, a jovem senadora resolveu em 2001 lançar sua candidatura às eleições presidenciais. No ano seguinte, durante uma viagem de campanha ao único município governado por um prefeito de seu partido, a candidata -então mal colocada nas pesquisas - foi sequestrada por um comando das Farc, junto com diversos assessores e seguranças, num episódio até hoje mal explicado. Levada para o interior da selva em inúmeras viagens de barco, caminhão e marchas a pé, Ingrid se viu repentinamente desligada do convívio dos amigos e da família, isolada do mundo exterior em meio a guerrilheiros fortemente armados.
A autora de 'Não há Silêncio que não Termine' passaria mais de seis anos em poder das Farc. Sua visível agonia, documentada por cartas e 'provas de vida' em vídeo, bem como sua libertação numa célebre e cinematográfica operação do Exército colombiano, em 2008, chamaria novamente as atenções do mundo para o conflito que atualmente ameaça a paz no continente sul-americano. Este livro é o relato contundente de sua experiência como prisioneira da guerrilha narcotraficante, em meio à fome, à doença e às humilhantes condições impostas pelos sequestradores.
Os momentos mais dramáticos de sua longa crônica de desventuras certamente são as desesperadas tentativas de fuga. Decidida a recuperar sua liberdade a qualquer custo, Ingrid tentou escapar diversas vezes, sendo invariavelmente recapturada pela guerrilha, faminta e perdida na selva. Obrigada ao convívio quase permanente com os companheiros de sequestro, a autora relembra a rotina tensa do cativeiro, em que a posição de um colchão ou uma suspeita de favorecimento na distribuição de comida geravam desentendimentos por vezes violentos. Ingrid revisita os diversos acampamentos, mais ou menos provisórios, em que foi mantida prisioneira, associando-os às figuras sinistras dos diversos captores e carcereiros que fizeram parte de seu cotidiano ao longo dos anos. A vítima retrata seus algozes sem rancor, descrevendo-os em sua miséria política e humana. O bem-sucedido fim do sequestro, em julho de 2008, encerra o livro num tom de cautelosa esperança, dedicado à preocupante situação dos reféns ainda em poder das Farc.

Características

Peso 0.83 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
I.S.B.N. 9788535917383
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 3.20 cm
Número de Páginas 556
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788535917383
Número da edição 1
País de Origem Brasil
AutorBetancourt,Ingrid

Leia um trecho

O acampamento entrava numa atividade febril. Uns checavam os nós de suas barracas, outros iam correndo recolher a roupa que secava num quadrado ensolarado, alguns, mais previdentes, iam aos chontos, para o caso de a tempestade se prolongar. Eu olhava para aquela agitação com um nó na barriga de tanta angústia, rezando para que Deus me desse forças para ir até o fim. “Esta noite estarei livre.” Repetia essa frase sem parar, para não pensar no medo que retesava meus músculos e os esvaziava de sangue, enquanto fazia a muito custo os gestos mil vezes previstos em minhas horas de insônia: esperar que anoitecesse para construir o boneco, dobrar o grande plástico preto e enfiá-lo dentro da bota, abrir o pequeno plástico cinza que me serviria de poncho impermeável, verificar se minha companheira estava pronta. Esperar que a tempestade caísse. [...] Levantei-me. Diante de mim, a mata cerrada e aquela chuva torrencial que viera atender a todas as minhas preces dos dias anteriores. Eu estava do lado de fora, não havia recuo possível. Precisava agir depressa. Assegurei-me de que o elástico que prendia meu cabelo estava no lugar. Não queria que a guerrilha encontrasse o menor indício do caminho que eu ia pegar. Devagar, contei: um... dois... No três, parti, em frente, para a selva. Eu corria, corria, tomada de um pânico incontrolável, esgueirando-me das árvores por reflexo, incapaz de ver, de esperar, de pensar, sempre em frente, até a exaustão. Enfim, parei e dei uma olhada para trás. Ainda conseguia ver a entrada da selva como uma claridade fosforescente entre as árvores. Quando meu cérebro voltou a funcionar, me dei conta de que estava recuando automaticamente, incapaz de me resignar a partir sem Clara. Relembrei, uma a uma, todas as nossas conversas, repassando as recomendações combinadas entre nós. Uma em particular me vinha à memória e a ela eu me agarrava com esperança: se nos perdêssemos na saída, nos encontraríamos nos chontos. Tínhamos falado disso uma vez, de passagem. Felizmente meu senso de orientação parecia funcionar bem. Podia me perder numa grande cidade quadriculada, mas na selva eu encontrava meu norte. Saí exatamente na altura dos chontos. O lugar, é claro, estava vazio. Olhei enojada para a nuvem de bichinhos acima das fossas, para minhas mãos sujas, minhas unhas pretas de lama e aquela chuva que não parava. Não sabia mais o que fazer, estava prestes a cair no desespero. Ouvi vozes e depressa me refugiei na densidade da mata. Tentei perceber o que estava acontecendo dos lados do acampamento e o rodeei para me aproximar da jaula, protegendo-me, bem no lugar de onde eu tinha saído. O temporal se transformou numa garoa persistente, que permitia que os sons se propagassem. Chegou-me a voz forte do comandante. Impossível entender o que dizia, mas o tom era ameaçador. Uma lanterna de bolso iluminou o interior da jaula, depois o feixe de luz entrou com violência pelo buraco das tábuas e percorreu a clareira da esquerda para a direita, passando a poucos centímetros de meu esconderijo. Dei um passo atrás, suando em bicas, com vontade de vomitar, o coração em disparada. Foi quando ouvi a voz de Clara. O calor que me sufocava deu lugar, sem transição, a um frio mortal. Todo o meu corpo começou a tremer. Eu não entendia o que poderia ter acontecido: por que ela fora capturada? Outras luzes apareceram, ordens circulavam, um grupo de homens munido de lanternas se dispersou: alguns inspecionavam as paredes da jaula, os cantos, o teto. Pararam perto do buraco, depois iluminaram a entrada da mata. Vi quando falaram entre si. [...] Sozinha, encharcada e trêmula, contemplei aquele mundo que já não me era acessível. Era tão tentador confessar-me vencida e voltar ao seco e ao calor! Contemplei aquele espaço iluminado, pensando que não podia me afligir com minha sorte, e repeti para mim mesma: “Tenho de ir embora, tenho de ir embora, tenho de ir embora!”.