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O Cavalo Amarelo - Col. L&pm Pocket (Cód: 4925246)

Agatha Christie

L&PM

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Descrição

Um padre assassinado de maneira brutal. Pessoas que adoecem misteriosamente. Mulheres que dizem ter poderes paranormais. Esses são alguns dos enigmas que assombram um vilarejo na zona rural inglesa. A chave deste segredo está relacionada a uma lista de nomes. Para desvendar essa trama, Mark Easterbrook, um escritor em busca de inspiração, conta com a ajuda de seus amigos, entre eles, a famosa autora de romances de mistério Ariadne Oliver, numa aventura que pode ser fatal.

Características

Peso 0.20 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora L&PM
I.S.B.N. 9788525428202
Altura 17.80 cm
Largura 10.70 cm
Profundidade 1.30 cm
Número de Páginas 256
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Rogério Bettoni
Cód. Barras 9788525428202
Número da edição 1
Ano da edição 2013
AutorAgatha Christie

Leia um trecho

Capítulo 1
Narrativa de Mark Easterbrook

A máquina de expresso atrás de mim sibilou como uma serpente ameaçada. O barulho que fez trazia essa impressão sinistra, para não dizer diabólica. Pensei que talvez a maioria dos sons que fazemos carregue um significado: o grito assustador e raivoso dos aviões a jato enquanto rasgam o céu; o estrondo aterrador do metrô quando se aproxima da saída de um túnel; as carretas que passam pela estrada e chacoalham os alicerces das casas... até os mínimos ruídos domésticos da vida moderna, por mais benéficos que sejam, trazem consigo uma espécie de alerta: lavadoras de louça, geladeiras, panelas de pressão, aspiradores de pó. “Cuidado” parecem dizer. “Sou um gênio ao seu dispor, mas se não conseguir me controlar...”
Um mundo perigoso, nada mais. Mexi a xícara espumante e senti o aroma agradável.
– Deseja mais alguma coisa? Um sanduíche de bacon com banana?
Me pareceu uma combinação estranha. Bananas eu associava à minha infância, ou flambadas com açúcar e rum. Bacon, na minha cabeça, tinha uma ligação muito forte com ovos. Mas, quando em Chelsea, faça como os chelseanos. Resolvi aceitar o sanduíche de banana com bacon. Apesar de morar havia três meses em Chelsea, continuava sendo um estranho no bairro. Eu estava escrevendo um livro sobre certos aspectos da arquitetura mongol, e para isso não faria diferença morar em Hampstead, Bloomsbury, Streatham ou Chelsea. Eu não precisava conhecer muito do que me cercava, exceto o necessário para exercer o ofício; além disso, não tinha interesse em conhecer a vizinhança. Vivia em um mundo só meu. Nessa noite em especial, no entanto, senti aquela repulsa que os escritores bem conhecem. A arquitetura mongol, os imperadores mongóis, o estilo de vida mongol e todos os problemas fascinantes que ele suscitava; de repente tudo virou um monte de cinzas. O que significavam? O que eu queria escrever sobre tudo isso? Voltei várias páginas, reli o que tinha escrito. Tudo me parecia discrepante e ruim, uma escrita pobre, desprovida de interesse. Estava certo o sujeito (Henry Ford?) que disse que a “história é uma grande mentira”. Empurrei o manuscrito com certa repulsa, levantei-me e olhei o relógio: quase onze horas da noite. Tentei lembrar se eu tinha jantado... pelos sinais do meu corpo, achei que não. Sim, lembrei-me de ter almoçado no Athenaeum. Mas já fazia algum tempo. Fui até a geladeira e encontrei um resto de bife ressecado, que não me despertou o menor apetite. Foi então que caminhei até a King’s Road, acabei entrando em uma cafeteria chamada Luigi, cujo letreiro escrito em neon vermelho brilhava do lado de fora da janela, e agora apreciava um sanduíche de banana com bacon enquanto pensava nos sinistros significados dos ruídos da vida moderna e seus efeitos. Os barulhos tinham algo em comum com as memórias da minha infância sobre pantomima. O senhor dos mares surgindo de repente envolto em nuvens de fumaça. Alçapões e janelas que exalavam os poderes malignos do inferno, desafiando e afrontando uma boa fada, que sacudia uma varinha esquisita e recitava, em um tom de voz monótono, palavras enfadonhas sobre o triunfo do bem. Em seguida, cantava a inevitável “canção do momento”, que nada tinha a ver com a história daquela pantomima. De repente veio-me a ideia de que o mal talvez fosse necessariamente mais comovente do que o bem. Ele tinha de aparecer, chocar, desafiar! Era a instabilidade atacando a estabilidade. E eu achava que a estabilidade sempre venceria no final. A estabilidade pode sobreviver à trivialidade da boa fada; a voz monótona, os versos rimados, até a irrelevância do refrão das canções do momento. Talvez parecessem armas fracas, mas elas sempre venciam no final. E a pantomima acabaria sempre da mesma forma: o elenco surge em ordem descendente de idade, sendo que a boa fada, exibindo a virtude cristã da humildade, procura não ser nem a primeira, nem a última, e sim estar lá pelo meio, caminhando lado a lado do seu último oponente, que já não aparenta ser o demônio que cospe fogo e cheira a enxofre, e sim um homem de calças vermelhas. Escutei a máquina de expresso sibilar de novo. Levantei a mão pedindo mais uma xícara e olhei ao redor. Minha irmã sempre me acusava de não observar nem perceber o que acontecia à minha volta. “Você vive num mundo próprio”, dizia ela, acusando-me. Agora, consciente do fato, comecei a observar o desenrolar das coisas. Era quase impossível não ler nos jornais, todos os dias, uma nota ou outra sobre a clientela das cafeterias de Chelsea; era a chance que eu tinha de fazer minha própria avaliação da vida contemporânea. Estava bem escuro na cafeteria, o que dificultava a visão. Quase todos os clientes eram jovens. A julgar pela aparência, diria que fazem parte de uma nova geração nada convencional. As garotas tinham a aparência suja, mas todas me parecem assim hoje. Também achei que estavam agasalhadas demais. Percebi isso algumas semanas antes quando saí para jantar com uns amigos. A garota sentada perto de mim devia ter uns vinte anos. O restaurante estava quente, mas ela usava uma blusa de lã amarela, saia e meias de lã pretas e o suor escorria pelo rosto e pingava no prato. Ela fedia a suor misturado com lã e cabelo sem lavar. Meus amigos a acharam muito atraente, mas eu não! Minha única reação foi a vontade de jogá-la em uma banheira de água quente e mandar que se esfregasse com um sabonete! Isso só mostra o quanto eu estava alheio ao momento. Talvez porque morei no exterior durante muito tempo. Lembro-me com prazer das mulheres indianas, do movimento ritmado de seus corpos enquanto caminhavam, da beleza e da graciosidade dos cabelos negros anelados, das cores vivas dos sáris... Fui tirado desses pensamentos agradáveis pelo barulho, que aumentou. Duas jovens sentadas na mesa ao lado começaram a discutir. Os rapazes que estavam com elas tentaram em vão apaziguar os ânimos. De repente, começaram os gritos. Uma delas deu um tapa no rosto da outra; esta puxou a primeira da cadeira e a briga se transformou em uma troca de insultos histérica. Uma era ruiva, de cabelos desgrenhados; a outra, loura de cabelos lisos.
Não entendi o motivo da briga, só as ofensas. As outras mesas gritavam e vaiavam.
– Isso mesmo! Acabe com ela, Lou! O proprietário do bar, acho que Luigi, um sujeito esguio, de costeletas e aparência italiana, veio separar a briga falando com um sotaque típico da periferia londrina.
– Chega, parem com isso! Já pra rua! A polícia está chegando, parem, já disse! Mas a loura pegou a ruiva pelos cabelos e puxou enquanto gritava com raiva:
– Sua puta, roubando homem dos outros!