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O Cofre Do Adhemar - A Iniciação Política De Dilma Rousseff E Outros Segredos Da Luta Armada (Cód: 3662335)

Solnik,Alex

Sextante / Gmt

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O Cofre Do Adhemar - A Iniciação Política De Dilma Rousseff E Outros Segredos Da Luta Armada

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Descrição

No dia 18 de julho de 1969 houve um dos mais ousados assaltos da história do Brasil. Um cofre contendo US$ 2,5 milhões foi roubado da casa da amante do falecido governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Os dólares eram frutos das negociatas do governador. Um dinheiro ilícito, misterioso. Os autores do crime: jovens de 16 a 20 anos, integrantes da VAR-Palmares, revolucionários de esquerda lutando contra a “repressão da ditadura militar e a hegemonia norte-americana”. Mas quem eram os jovens que planejaram e executaram esse golpe? Como é que eles viviam? Será que eles imaginavam que algum dia seriam membros do alto escalão do governo brasileiro, incluindo a primeira mulher a ser presidente da República? 'O cofre do Adhemar' conta a vida por vezes atrapalhada, por vezes extraordinária, mas sempre inacreditável desses idealistas que, embora extremamente determinados, eram também confusos e se viam muitas vezes assoberbados por uma tarefa romântica, que ia muito além de suas forças.

“Agora, afinal de contas, pode-se dizer que a VAR acabou produzindo um presidente da República. Bem ou mal, essa foi a escola da Dilma. Claro que ela não é presidente porque foi da VAR, mas sim do PT e, na hora certa,estava próxima do Lula. Mas, muitas das condutas que ela tem são de alguém que passou por uma escola de política num momento determinado. Não sei se isso a tornou madura ou se ela ficou madura depois, mas isso contribuiu para o seu amadurecimento político.”

Antonio Roberto Espinosa

Características

Peso 0.34 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
I.S.B.N. 9788575427002
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 2.00 cm
Número de Páginas 272
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788575427002
Número da edição 1
Ano da edição 2011
AutorSolnik,Alex

Leia um trecho

Introdução No auge da Guerra Fria, o mundo se dividia em dois: os capitalistas – cuja bandeira era carregada com alarde pelos Estados Unidos –, e os comunistas, liderados por russos, chineses e, na América Latina, pelos cubanos. Na década de 1960, o Brasil também “estava irremediavelmente dividido” entre essas duas correntes ideológicas: por um lado, os Estados Unidos ajudavam a criar em nosso país instituições como a Escola Superior de Guerra (ESG), que tinha por objetivo “preparar civis e militares para desempenhar funções executivas nos órgãos de política de Segurança Nacional. Entre 1948 e 1960, uma equipe de militares norte-americanos esteve no Brasil para ajudar na formação da ESG a pedido da Força Expedicionária Brasileira”, bem como do Ipes (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), coordenado pelo então coronel Golbery do Couto e Silva. Por outro: “Em 1961, manobrando pelo flanco esquerdo do PCB, Fidel hospedara em Havana o deputado Francisco Julião. Antes desse encontro, com olhar e cabeleira de profeta desarmado, Julião propunha uma reforma agrária convencional. Na volta de Cuba, defendia uma alternativa socialista, carregava o slogan “Reforma agrária na lei ou na marra” e acreditava na guerrilha como caminho para se chegar a ela. Julião e Júlio Prestes estiveram simultaneamente em Havana, no ano de 1963. Foram recebidos em separado por Castro. Um já enviara 12 militantes para um breve curso de capacitação militar e estava pronto para fazer a revolução. Durante uma viagem a Moscou, teria pedido mil submetralhadoras aos russos. O outro acabara de voltar da União Soviética”.3 Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou à presidência. Embora a constituição fosse clara – assumiria o vice em caso de renúncia do presidente –, os ministros militares se opuseram à posse de João Goulart, o Jango – que se encontrava em viagem diplomática na China –, pois viam nele uma ameaça ao país por seus vínculos com políticos do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB). O cunhado de Jango e governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, correu em sua defesa e começou, então, a Campanha da Legalidade. Depois de extensa campanha, e sem sinal de retrocesso por parte dos militares, o Congresso propôs uma conciliação. Jango, que aguardava o desenrolar da crise em Montevidéu, no Uruguai, voltaria ao Brasil como presidente, porém o governo adotaria um modelo parlamentarista, no qual parte do Poder Executivo se deslocaria para um primeiro-ministro. Esse modelo de governo durou até janeiro de 1963, quando, em plebiscito, o povo votou pela volta do presidencialismo, com quase dez milhões de votos. O Brasil da época era um país de sérios contrastes. Enquanto seu Produto Interno Bruto (PIB) crescia a impressionantes 6% ao ano, sua infraestrutura era precária. As medidas propostas pelo presidente João Goulart eram, entre outras, as reformas agrária, da educação, tributária e do sistema de habitação. Além disso, Jango propunha que, em nome da independência econômica brasileira, se atacasse o FMI e o Banco Mundial. À época, essas medidas eram vistas como comunistas. Não era de espantar, portanto, o descontentamento dos setores conservadores da sociedade – notadamente o alto escalão das Forças Armadas, o alto clero da Igreja Católica e algumas organizações da sociedade civil, apoiados fortemente pelos Estados Unidos –, que temiam a transformação do Brasil em uma ditadura socialista similar à praticada em Cuba. Um dos estopins do golpe militar foi a Revolta dos Marinheiros, de 25 de março de 1964: uma assembleia de mais de dois mil marinheiros, realizada no prédio do Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro. Os marinheiros exigiam melhores condições de trabalho e pediam apoio às reformas políticas de base propostas pelo presidente João Goulart. O então ministro da Marinha, Sílvio Motta, ordenou a prisão dos líderes do movimento, enviando um destacamento de fuzileiros navais, comandado pelo contra-almirante Cândido Aragão. Os fuzileiros, porém, juntaram-se ao movimento. No dia seguinte, 26 de março, o ministro do Trabalho, Amauri Silva, negociou um acordo. Logo em seguida, os líderes do movimento foram presos por militares, sob a acusação de motim. Horas depois, porém, o presidente anistiou os amotinados. 4 Para as Forças Armadas, aquela anistia representava uma subversão em dois de seus fundamentos: hierarquia e disciplina. “Alguns militares afirmam que se Goulart tivesse dado sinais claros de que não compactuaria com a quebra desses fundamentos, suas chances de continuar no governo seriam maiores e a correlação de forças não se definiria em favor dos golpistas. O golpe resultou de ações dispersas e isoladas, embaladas pelo clima de inquietação e incerteza que invadiu a corporação militar: em especial após o episódio da Revolta dos Marinheiros e o anúncio feito por Jango no Automóvel Clube defendendo a sindicalização de soldados e praças graduados.” Entre a madrugada do 31 de março e o 1º de abril de 1964, deu-se a renúncia do presidente e a tomada de poder dos militares. Em São Paulo, o governador Adhemar de Barros, numa entrevista extraordinária pela televisão, afirmou que o comandante do II Exército, general Amaury Kruel, que mobilizou as tropas do II Exército para a sublevação militar e o sítio ao Estado da Guanabara, “estava do lado da legalidade”. Isto é, o governador de São Paulo havia aderido aos golpistas. Na manhã do 1º de abril soube-se que o Forte de Copacabana havia sido tomado pelo general Montanha, “ao que se contava, sem disparar um único tiro, apenas com um empurrão na sentinela”. A maioria dos jornais de expressão nacional, à exceção do Última Hora de Samuel Wainer, apoiou o golpe. “A intenção de grande parte dos aliados civis, dos políticos e da imprensa, com relação ao golpe, era a implantação de um governo de transição que aniquilasse politicamente Goulart para em seguida devolver o poder aos políticos mais confiáveis.” Mas não foi isso o que aconteceu. O que vimos foi o estabelecimento de um governo autoritário, com cassações de mandatos parlamentares, expurgos de sindicalistas e prisões arbitrárias, que teve seu apogeu na decretação do famigerado AI-5, numa sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, com o qual o governo assumiria de uma vez por todas sua face ditatorial. Além de outras coisas, o Ato Institucional nº 5 oficializava a censura, suspendia a garantia de habeas corpus em todos os casos de crimes contra a Segurança Nacional e conferia ao Executivo o direito de suspender os direitos políticos e de cassar os mandatos eleitorais de membros dos poderes Legislativo e Executivo nos níveis federal, estadual e municipal, além de o presidente poder fechar o Congresso por tempo indeterminado. Não era apenas a clara postura ditatorial o que incomodava, mas também a questão do “tempo indeterminado”. Ou seja, o governo militar de caráter provisório havia se tornado permanente. “Para se manter no governo, os militares criaram um know-how para detecção dos supostos inimigos internos da nação, que passaram a ser vistos em todos os setores da sociedade. Uma das doutrinas ensinadas na Escola Superior de Guerra era a teoria da guerra interna, que considerava inimigos os habitantes do próprio país. Quem contestasse o regime era um inimigo e deveria ser combatido. A ameaça vinha principalmente de intelectuais, estudantes, professores de esquerda e de setores do clero e sindicatos de trabalhadores.” Quanto maior a repressão, maior a vontade de derrubar a ditadura. Os intelectuais se uniram aos sindicalistas e, por fim, a militares dissidentes para formar as chamadas vanguardas. Havia alguns adultos, mas em sua maioria eram jovens de 16, 18, vinte anos, que acreditavam, a exemplo das recentes revoluções cubana e argelina, que só se conseguiria tirar os militares do governo por meio da luta armada. O treinamento de guerrilheiros era feito ou em Cuba ou pelos próprios militares dissidentes. O grande desafio era obter armas e dinheiro (“numerário”), que eles conseguiam por meio de assaltos (“expropriações”). Todos andavam armados e se conheciam por nomes de guerra. Caso um fosse preso (“caísse”), não poderia entregar os outros, por não saber seus verdadeiros nomes. Eles se comunicavam por meio de encontros predeterminados (“pontos”) ao longo do dia. Caso seus nomes ainda não constassem da lista de procurados, viviam vidas duplas, cumprindo suas responsabilidades “normais” além daquelas da organização à qual se juntaram. Quando seus nomes entravam na lista, iam para a clandestinidade. Passavam a morar em apartamentos alugados pela organização (“aparelhos”) e a receber um salário mínimo. As expropriações de bancos muitas vezes rendiam pouquíssimo. A falta de numerário obrigava-os a gastar a maior parte de seu tempo elaborando golpes e expropriações, ao invés de organizar a revolução propriamente dita. Até que um dia, um jovem de nome Gustavo Benchimol procurou um dos líderes da organização Colina (Comando de Libertação Nacional), Juarez de Brito, também conhecido como “Juvenal”. Gustavo contou que morava na casa de sua tia, Ana Capriglione, braço direito e amante do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros – cujo slogan de campanha não assumido (inventado por um de seus adversários, mas que acabou por alavancar seus votos) era “Rouba mas faz”. Acusado de corrupção10 em diversas ocasiões, foi por fim cassado pelo regime militar em 1966. Segundo Gustavo, o ex-governador, que acabara de falecer no exílio, na França, teria deixado, além da fortuna de família, uma “herança clandestina” – fruto de suas negociatas no governo – estimada em US$ 25 milhões. Esse dinheiro estava guardado em dez cofres distribuídos pela cidade do Rio de Janeiro. Desses dez cofres, sabia-se que um estava num apartamento em Copacabana, e o outro na casa de Ana Capriglione, em Santa Teresa. O roubo de um desses cofres renderia uma fortuna suficiente para sustentar a revolução. Mas Juarez sabia que a Colina não tinha estrutura suficiente para levar adiante a ação. Foi quando entrou em contato com a VPR, outra organização, que tinha entre seus dirigentes o ilustre Carlos Lamarca...