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O Confidente (Cód: 9144727)

Grémillon , Héléne

Aeroplano

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Descrição

Paris, 1975. Depois da morte de sua mãe, Camille recebe mensagens de pêsames pelo correio e, dentre elas, uma carta estranha, escrita à mão, sem remetente e sem assinatura, lhe contando a história de um menino chamado Louis, apaixonado por Annie, dois anos mais nova que ele. Annie e Louis crescem juntos no mesmo vilarejo e se separam ainda adolescentes, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, quando a menina começa a frequentar a casa de um jovem casal rico e sem filhos, e acaba fazendo parte de uma trama implacável. O confidente é um romance magnífico e inesquecível, que mistura história de amor, suspense psicológico e relato histórico, e mantém os leitores fascinados da primeira à última linha.
Para os leitores de O caçador de pipas, A culpa é das estrelas, O tempo entre costuras e O menino do pijama listrado, chega finalmente ao Brasil, o livro de maior sucesso na Europa nos últimos anos.

“Escrito de forma elegante e arrebatadora, romântica e ousada ao mesmo tempo, e cheio de suspense e reviravoltas, este romance mantém os leitores hipnotizados até o fim. “
- Publishers Weekly
“Fascinante e imperdível. “
- The New York Times
“O leitor é arrebatado por este romance do começo ao fim. Uma mistura envolvente de suspense, relato histórico e história de amor.
- Le Figaro Lettéraire.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Aeroplano
Cód. Barras 9788578201203
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788578201203
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2015
Idioma Português
Número de Páginas 256
Peso 0.28 Kg
Largura 14.00 cm
AutorGrémillon , Héléne

Leia um trecho

Um dia, recebi uma carta, uma longa carta sem assinatura. Era um acontecimento, pois nunca recebi muita correspondência na vida. E como a minha caixa de correio quase que só estava habituada a receber panfletos turísticos, que se limitavam a me comunicar que o mar estava quente ali ou que a neve estava boa acolá, não a abria com frequência. Uma vez por semana ou duas, nas semanas mais sombrias, quando esperava dela, como esperava do telefone, das viagens de metrô ou de fechar os olhos e, em seguida, voltar a abri-los, que algo viesse dar uma chacoalhada na minha vida. E, depois, a minha mãe morreu. Tive, então, tudo de que precisava. Nada melhor para dar uma chacoalhada na vida que a morte de uma mãe. Nunca tinha lido cartas de pêsames. Quando o meu pai morreu, a minha mãe me poupou dessa leitura fúnebre. Tudo que me mostrou foi a convocação para a entrega da condecoração. Ainda me lembro da tal cerimônia. Tinha feito treze anos três dias antes. Um sujeito alto aperta a minha mão. Sorri para mim, mas o que vejo é uma careta. Ele tem a cara meio deformada e, quando fala, fica ainda pior. — É absolutamente lamentável que a morte tenha sido o desfecho de semelhante ato de bravura. O seu pai, senhorita, era um homem corajoso. — O senhor diz isso a todos os órfãos dessa sua guerra? Acha que um sentimento de orgulho pode diminuir a tristeza que eles sentem. É uma atitude muito caridosa de sua parte, mas não precisa se incomodar, não estou triste. E, ainda por cima, o meu pai não era um homem corajoso. Nem a grande quantidade de álcool que ele ingeria todos os dias era capaz de ajudá-lo nesse sentido. Então, digamos que o senhor está se referindo ao homem errado e não se fala mais nisso. — Por mais que isso a surpreenda, senhorita Werner, insisto que é ao sargento Werner, o seu pai, que estou me referindo. Ele se apresentou como voluntário para abrir caminho. Sabia perfeitamente que o campo estava minado. O seu pai se destacou e a senhorita tem que receber esta medalha, querendo ou não. — O meu pai não “se destacou”, seu imbecil de cara torta; ele se suicidou e o senhor precisa dizer isso à minha mãe. Não quero ser a única a saber o que aconteceu; quero poder falar a esse respeito com ela e também com Pierre. O suicídio de um pai não pode ser um segredo. É comum eu inventar conversas para dizer o que penso. Agora é tarde, mas isso me dá certo alívio. Na verdade, não fui à tal cerimônia em memória dos soldados da guerra da Indochina e, na verdade, só disse uma única vez, fora da minha própria cabeça, que o meu pai tinha se suicidado. Foi para a minha mãe, na cozinha, num sábado. Sábado era dia de batatas fritas e eu estava ajudando a minha mãe a descascar as batatas. Antes, era papai quem a ajudava. Ele adorava fazer aquilo e eu adorava vê-lo naquela tarefa. Não falava mais quando estava descascando batatas do que quando não estava, mas, pelo menos, havia um som que vinha dele e aquilo me fazia bem. Você sabe que amo você, não sabe, Camille? Eu botava sempre as mesmas palavras em cada movimento da faca: você sabe que amo você, não sabe, Camille? Naquele sábado, porém, encaixei outras palavras aos movimentos que eu mesma fazia com a faca: “Papai se suicidou. Você sabe disso, não sabe, mamãe?” A frigideira caiu, lascando os ladrilhos do chão, e o óleo se espalhou por entre as pernas imobilizadas da minha mãe. Por mais que eu tenha limpado freneticamente, os nossos pés continuaram grudando no piso durante vários dias, fazendo a minha frase ranger nos nossos ouvidos: “Papai se suicidou. Você sabe disso, não sabe, mamãe?” Para deixar de ouvi-la, Pierre e eu começamos a falar mais alto. Talvez também para encobrir o silêncio de mamãe que, a partir daquele sábado, praticamente não falava mais. Hoje, os ladrilhos da cozinha continuam lascados. Reparei nisso na semana passada, quando fui mostrar a casa de mamãe a um casal interessado. Sempre que olhar para essa grande fissura no chão, esse casal interessado, se vier a ser um casal comprador, vai lamentar o descaso dos proprietários anteriores. O piso será a primeira etapa de qualquer reforma, e os dois carão felizes em se dedicar a isso. Pelo menos, o meu terrível desabafo terá servido para alguma coisa. É fundamental que eles comprem a casa. Ou eles ou outra pessoa qualquer, pouco importa. Mas alguém tem que comprá-la. Não quero aquela casa e Pierre também não. Um lugar onde as mínimas lembranças evocam os mortos não é um lugar para se viver. Quando voltou da cerimônia em homenagem a papai, mamãe me mostrou a medalha. Disse que o sujeito que lhe entregara a condecoração tinha a cara meio deformada e procurou imitá-lo, tentando rir. Desde a morte de papai, era só o que sabia fazer: tentar. Depois, me entregou a medalha apertando as minhas mãos com toda força, dizendo que era minha e, então, começou a chorar. Isso era algo que ela conseguia fazer perfeitamente. Ao abrir as primeiras cartas de pêsames, as minhas próprias lágrimas nas minhas mãos me fizeram lembrar daquelas lágrimas de mamãe e deixei que caíssem para ver onde tinham ido parar as daquela mulher que eu tanto amava. Sabia o que diziam as cartas: que mamãe era uma mulher extraordinária, que a perda de um ente querido é terrível, que nenhum luto é mais violento que esse etc. etc. Nem precisava lê-las. Por isso, toda noite dividia os envelopes em duas pilhas: à direita, as cartas que traziam o nome do remetente; à esquerda, as que não traziam, e me contentava em abrir as desta última e ir direto à assinatura para saber quem tinha me escrito e a quem eu devia agradecer. Acabei não agradecendo a muita gente e ninguém me censurou por isso. A morte aceita todos os deslizes em termos de educação. A primeira carta que recebi de Louis estava na pilha da esquerda. O envelope chamou a minha atenção antes mesmo que eu o abrisse: era muito mais volumoso e pesado que os outros. O formato não parecia o de uma carta de pêsames. Eram várias páginas manuscritas, sem assinatura. O Confidente_14x21_F10.indd 15 18/09/15 17:31 Annie sempre fez parte da minha vida. Tinha dois anos quando ela nasceu; na verdade, faltavam alguns dias para eu fazer dois anos. Morávamos no mesmo vilarejo — N. — e estávamos sempre cruzando um com outro involuntariamente, na escola, nos passeios, na missa. A missa, aquela hora terrível na qual aconteciam sempre as mesmas coisas que eu tinha invariavelmente que aguentar, espremido entre o meu pai e a minha mãe. Os lugares que ocupávamos na igreja eram sinal de nosso temperamento: os mais dóceis, cercados pelos irmãos; os mais rebeldes, pelos pais. Nesse esquema, adotado de forma tácita por todo o vilarejo, Annie era uma exceção, coitada: era filha única. Digo “coitada” porque ela se queixava disso o tempo todo. Os seus pais já eram velhos quando ela nasceu e, para eles, a sua chegada foi um milagre tão incrível que não havia um dia em que não dissessem “nós três”, assim, sob qualquer pretexto, ao passo que a menina lamentava não ouvir “nós quatro”, “nós cinco”, “nós seis”... Cada missa fazia com que encarasse aquela constatação tão difícil: ficava sozinha no seu banco. Quanto a mim, se hoje acho que o tédio é o terreno mais propício para a imaginação, naquela época havia decretado que a missa era o terreno mais propício para o tédio. Nunca pensei que pudesse me acontecer o que quer que fosse numa missa. Até aquele domingo. Senti um profundo mal-estar desde o cântico de abertura. Tudo parecia desequilibrado, o altar, o órgão, o Cristo na sua cruz. — Pare de suspirar desse jeito, Louis. Só estamos ouvindo você! A repreensão da minha mãe, somada ao mal-estar que não passava, despertou em mim uma frase escondida. Uma frase que o meu pai havia murmurado certa noite: “O velho Fantin soltou o último suspiro.” O meu pai era médico e conhecia todas as expressões usadas para anunciar a morte de alguém. Costumava variar, sussurrando ao ouvido da minha mãe. Mas, como toda criança, eu tinha o dom de perceber o que os adultos cochichavam entre si e entendia todas elas: “abotoar o paletó”, “bater as botas”, “entregar a alma a Deus”, “passar desta para melhor” — gostava muito desta última; imaginava que era menos sofrida. E se eu estivesse morrendo? Afinal, nunca sabemos como é morrer até morrermos de verdade. E se o meu próximo suspiro fosse o último? Apavorado, prendi a respiração e me virei para a estátua de são Roque, suplicando. Ele tinha curado leprosos, bem poderia me salvar. No domingo seguinte, não queria ir à missa de jeito nenhum. Tinha certeza de que, dessa vez, a morte ia me pegar. Mas, quando me vi, junto com a minha família, no banco em que nos sentávamos toda semana, o mal-estar que eu tanto temia não deu sinal de vida. Pelo contrário, me senti invadido por uma certa doçura. Voltei a sentir com prazer o cheiro de madeira tão característico daquela igreja. Tudo estava no seu devido lugar. O meu olhar voltava a encontrar a sua base: ele se apoiava em Annie, nos seus cabelos espalhados pelo rosto. De repente, entendi tudo: foi a sua ausência que me deixara tão transtornado na semana anterior. Com certeza, ela tinha ficado deitada, com um paninho na testa para acalmar os espasmos, ou ficou pintando, evitando movimentos muito bruscos. Annie sofria violentas crises de asma, das quais todos tínhamos inveja, já que elas a dispensavam de várias coisas desagradáveis. A sua figura, ainda tossindo um pouco, dava a tudo que me cercava sua plenitude e sua coerência. Ela começou a cantar. Não era naturalmente alegre e sempre me espantava ao ver como ela se animava toda assim que o som do órgão se fazia ouvir. Eu ainda não sabia que a música é como o riso e que podemos depositar tudo neles, até mesmo a melancolia. A maioria de nós se apaixona por uma pessoa ao vê-la, mas o amor me pegou de forma traiçoeira. Annie não estava presente quando se instalou na minha vida. Eu ia fazer doze anos. Ela era dois anos mais moça, dois anos menos alguns dias. Comecei a amá-la como criança, ou seja, na frente dos outros. A ideia de ficar sozinho com ela nem me passava pela cabeça. Ainda não tinha chegado à idade das conversas. Amava por amar, não para ser amado. O simples fato de passar por ela era o bastante para me deixar feliz. Roubava as suas fitas só para ela sair correndo atrás de mim e puxá-las das minhas mãos secamente, antes de dar meia-volta secamente. Nada mais ríspido que uma menina zangada... Essas tiras de pano, que ela repunha meio sem jeito no cabelo, foram a primeira coisa que me fez pensar nas bonecas da loja. O armarinho da cidade era da minha mãe. Era para lá que íamos depois da escola: eu, para encontrar a minha mãe, Annie, para encontrar a dela, que passava metade da vida ali, a metade que não passava costurando. Um dia, quando Annie estava em frente da vitrine das bonecas, a semelhança entre elas logo me saltou aos olhos. Além das fitas, a menina tinha aquela mesma cor selvagemente branca e frágil. A minha cabeça juvenil se deixou levar e percebi que tudo que tinha visto da pele dela era apenas o que o pescoço, o rosto, os pés e as mãos me ofereciam. E-xa-ta-men-te como acontecia com as bonecas de porcelana! Às vezes, quando atravessava a sala de espera do consultório do meu pai, Annie estava lá. Vinha sempre sozinha às consultas e fi cava sentada, miúda, no meio daquele banco preto. A sua asma lhe roía o rosto. Era justamente nas horas em que tinha aquela maquiagem de acesso de tosse que ficava mais parecida com as bonecas. Já que toda semelhança é recíproca, as bonecas de porcelana me lembravam de Annie quando eu as roubava. Mas, protegido no meu quarto, ficava invariavelmente impressionado com aqueles cabelos cacheados demais ou lisos demais; com aqueles olhos redondos demais, verdes demais, e que nunca tinham aqueles longos cílios que Annie levantava com o indicador quando estava pensando. Como todo mundo, aquelas bonecas não tinham sido feitas para se parecer com ninguém, mas eu ficava com raiva delas. Ia então até o lago, amarrava uma pedra nos seus pés e ficava vendo elas afundarem sem dó nem piedade, perdido na ideia da próxima que eu ia pegar e que, esperava, seria mais parecida com ela. O lago era fundo. Só em alguns poucos locais podíamos tomar banho nele sem correr perigo. Naquele ano, no centro do mundo estávamos Annie e eu. À nossa volta, aconteciam milhares de coisas para as quais eu não dava a mínima bola. Na Alemanha, Hitler se tornava chanceler do Reich e o partido nazista, o partido único. Brecht e Einstein fugiam enquanto Dachau era construído. Que ingênua pretensão da infância, a de acreditar que estamos protegidos da história...

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: O Confidente

tatiane recomendou este produto.
27/09/2016

supreendente

amei o livro,principalmente no final,eu indico
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Fred recomendou este produto.
13/11/2015

Sensacional!

Vale a pena! Muito bom mesmo!
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Michele Lúcia recomendou este produto.
10/11/2015

Emocionante

Recomento. Valeu muito a pena.
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Marcos recomendou este produto.
28/10/2015

Muito bom

Muito bom!
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