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O Correspondente Estrangeiro (Cód: 1914415)

Furst, Alan

Suma De Letras

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Descrição

Inverno de 1938 em Paris. Num discreto hotel para amantes ocorre um assassinato seguido de suicídio. Trata-se de uma ação da OVRA, a polícia secreta fascista de Mussolini, orquestrada para eliminar o editor do Liberazione, um jornal clandestino de intelectuais emigrados. Carlo Weisz, que fugira de Trieste e conseguira trabalho como correspondente da agência de notícias Reuters, torna-se seu novo editor.
Weisz - um homem obrigado a agir em diversos fronts e determinado a salvar a amada, espiã na Alemanha de Hitler - passa a ser perseguido pela Sûreté (a polícia de segurança nacional francesa), pelos espiões da OVRA e pelos agentes do Serviço Secreto Britânico. Em meio ao confuso ambiente político da Europa à beira da guerra, o correspondente se torna uma peça importante no intrincado tabuleiro dos bastidores do conflito.
Considerado pelo New York Times 'o mais proeminente romancista de espionagem da América' e comparado a mestres do gênero, como Graham Greene e John Le Carré, Alan Furst atribui parte de seu sucesso à composição de seus personagens.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Suma De Letras
Cód. Barras 9788560280124
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788560280124
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2007
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 271
Peso 0.48 Kg
Largura 16.00 cm
AutorFurst, Alan

Leia um trecho

Dentro da Resistenza Paris, últimos dias do outono; um céu cinzento e turbulento ao amanhecer, a chegada do crepúsculo ao meio-dia, seguido, às sete e meia, por chuvas oblíquas e guarda-chuvas negros enquanto o povo da cidade corria para casa diante das árvores desfolhadas. Em 3 de dezembro, 1938, no coração do Sétimo Arrondissement, um Lancia sedan de cor champanhe virou a esquina da rue Saint Dominique e estacionou junto à calçada na rue Augereau. Em seguida, o homem no banco traseiro inclinou-se à frente por um instante, e o chofer avançou alguns metros mais e parou novamente, desta vez na sombra entre dois postes de luz. O homem no banco traseiro do Lancia chamava-se Ettore, il conte Amandola – o décimo nono Ettore, Heitor, na linhagem Amandola, sendo conde apenas o mais ilustre de seus títulos. Mais perto dos sessenta que dos cinqüenta, ele tinha olhos escuros e levemente protuberantes, como se a vida o tivesse surpreendido (embora ela nunca tivesse ousado fazê-lo), e um rubor nas faces que sugeria uma garrafa de vinho com o almoço, ou a excitação da expectativa por um evento planejado para o cair da noite. Na verdade, tratava-se de ambos. Quanto ao resto de suas cores, era um tipo bastante prateado: seus cabelos cor de prata, reluzindo com brilhantina, eram penteados para trás até chegar a uma superfície lustrosa, e seu fino bigode prata, aparado diariamente com uma tesoura, delineava seu lábio superior. Sob um branco sobretudo de lã, na lapela do terno de seda cinza, usava uma fita da qual pendia uma cruz de Malta com um fundo de esmalte azul, o que significava que possuía o título de cavaliere da Ordem da Coroa da Itália. Na outra lapela, a medalha de prata do partido fascista italiano; um quadrado inclinado com fasces – um feixe de varas de bétula atadas a um machado por um cordão vermelho – na diagonal. Simbolizava o poder dos cônsules do Império Romano, que traziam consigo as verdadeiras varas de bétula e o machado e tinham a autoridade para surrar com as varas, ou decapitar com o machado. O conde Amandola olhou para o seu relógio, baixou a janela traseira e, através da chuva, fixou o olhar numa curta ruela, a rue du Gros Caillou, transversal à rue Augereau. Daquele ponto de observação – e mandara averiguar duas vezes naquela semana – podia ver a entrada do Hotel Colbert; uma entrada bastante sutil, apenas o nome em letras douradas na porta de vidro e um jorro de luz do saguão que brilhava no pavimento molhado. O Colbert, um hotel bastante sutil, silencioso, discreto, que atendia aos affaires cinq-à-sept; aventuras amorosas administradas entre as cinco e as sete, aquelas horas flexíveis do começo da noite. Mas, pensou Amandola, para você, um gostinho de fama amanhã. O commissionaire do hotel, segurando um amplo guarda-chuva, deixou a entrada e caminhou energicamente para o fim da rua, em direção à rue Saint-Dominique. Mais uma vez, Amandola olhou para o relógio. 7h32, marcava. Não, pensou ele, são 19h32. Para esta ocasião, o horário de 24 horas, a hora militar, era obviamente a forma apropriada. Afinal, ele era um major, recebera a patente em 1914, servira na Grande Guerra e tinha as medalhas e sete uniformes pomposamente confeccionados como prova. Servira com distinção – oficialmente reconhecido – no departamento de finanças do Ministério da Guerra, em Roma, onde dava ordens, mantinha a disciplina, lia e assinava formulários e cartas, e recebia e dava telefonemas, seu escrupuloso decoro militar em todos os sentidos. E assim permaneceu, desde 1927, em seu mandato como oficial superior na Pubblica Sicurezza, o departamento de Segurança Pública do Ministério do Interior, instituído no ano anterior pelo chefe da polícia nacional de Mussolini. O trabalho não era muito diferente de seu emprego durante a guerra; os formulários, as cartas, os telefonemas e a manutenção da disciplina – sua equipe se mantinha a postos em suas mesas, e a formalidade era a regra em todas as conversações. 19h44. A chuva tamborilava regularmente no teto do Lancia e Amandola apertou o casaco mais firmemente, contra o frio. Na calçada do lado de fora, uma criada – sob a capa de chuva aberta um uniforme cinza e branco – era puxada por um bassê que vestia um suéter. Enquanto o cão farejava na calçada e começava a andar em círculos, a criada estreitou os olhos para ver Amandola através do vidro. Grosseiros, os parisienses. Ele não se deu ao trabalho de virar o rosto, simplesmente olhou através dela, ela não existia. Alguns minutos depois, um táxi negro de formas quadradas encostou à entrada do Colbert. O commissionaire saltou para fora, deixando a porta aberta, enquanto um casal emergia do saguão: ele, cabelos brancos, alto e encurvado; ela, mais nova, usando um chapéu com um véu. Postaram-se juntos sob o guarda-chuva do commissionaire, ela ergueu o véu, e eles se beijaram apaixonadamente – até a próxima terça, meu querido. Em seguida a mulher entrou no táxi, o homem deu uma gorjeta ao commissionaire, ergueu seu próprio guarda-chuva e virou a esquina a passos largos. 19h50. Ecco, Bottini! O chofer observava o retrovisor lateral. “Il galletto”, disse. Sim, o frangote, assim o chamavam, pois ele realmente se emproava. Rumando pela rue Augereau em direção ao Colbert, ele era o clássico baixinho que se recusava a ser baixo: postura ereta, as costas rijas, queixo erguido, peito para fora. Bottini era um advogado de Turim que emigrara para Paris em 1935, insatisfeito com as políticas fascistas de seu país natal. Insatisfação indubitavelmente aguçada por uma boa surra em público e meia garrafa de óleo de rícino, administrada por um esquadrão de Camisas Negras enquanto uma multidão atônita se reunia e observava em silêncio. Sempre um liberal, provavelmente um socialista, possivelmente um comunista em segredo, presumia Amandola – escorregadios como enguias, estes tipos –, Bottini era um compatriota a ser oprimido, e proeminente na comunidade de compatriotas-a-serem-oprimidos.

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