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O Demônio e A Srta. Prym (Cód: 5836448)

Coelho,Paulo

Sextante / Gmt

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Descrição

Um estrangeiro sem mais nada a perder resolve propor um teste moral aos 281 habitantes da pequena comunidade de Viscos. Ele escolhe a jovem Chantal para servir de intermediária e dar ao povo a escolha de se tornar ou não cúmplice em uma trama perversa. A tranquilidade de todos será abalada quando se virem divididos pela cobiça, pela covardia e pelo medo. “O Demônio e a Srta. Prym” é uma história emocionante, um drama carregado de tensão que levanta questões essenciais sobre a força do destino e o papel de cada um de nós no teatro da vida.
“Sempre acreditei que as profundas transformações ocorrem em períodos de tempo muito reduzidos. Quando menos esperamos, a vida coloca diante de nós um desafio para testar nossa coragem e nossa vontade de mudança. O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo mais que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não o nosso destino.” – Paulo Coelho

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575429839
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788575429839
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 176
Peso 0.27 Kg
Largura 14.00 cm
AutorCoelho,Paulo

Leia um trecho

Há quase quinze anos, a velha Berta sentava-se todos os dias diante da porta de casa. Os habitantes de Viscos sabiam que as pessoas idosas normalmente agem assim: sonham com o passado e a juventude, contemplam um mundo do qual não fazem mais parte, procuram assunto para conversar com os vizinhos. Berta, porém, tinha uma razão para estar ali. E sua espera terminou naquela manhã, quando viu o estrangeiro subir a ladeira íngreme e dirigir-se lentamente em direção ao único hotel da aldeia. Não era como o havia imaginado tantas vezes; sua roupa estava gasta pelo uso, tinha o cabelo mais comprido do que o habitual e a barba por fazer. Mas vinha com sua companhia: o demônio. “Meu marido tem razão”, disse para si mesma. “Se eu não estivesse aqui, ninguém teria percebido.” Era péssima para calcular idades, por isso estimou que tivesse entre 40 e 50 anos. “Um jovem”, pensou, usando este referencial que só os velhos conseguem entender. Perguntou silenciosamente quanto tempo ele ficaria por ali, e não chegou a nenhuma conclusão; talvez pouco tempo, já que só trazia uma pequena mochila. Era mais provável que permanecesse apenas uma noite, antes de seguir adiante, para um destino que ela não sabia e não lhe interessava. Mesmo assim, valeram todos os anos em que ficou sentada diante da porta de sua casa aguardando sua chegada, pois lhe en14 sinaram a contemplar a beleza das montanhas – coisa que nunca notara, pelo simples fato de ter nascido ali e estar acostumada à paisagem. Ele entrou no hotel, como era de esperar. Berta considerou a possibilidade de falar com o padre a respeito daquela presença indesejável: mas ele não lhe daria ouvidos, dizendo que aquilo era coisa de gente idosa. Bem, agora restava ver o que acontecia. Um demônio não precisa de tempo para causar estragos – assim como as tempestades, os furacões e as avalanches que conseguem destruir, em algumas horas, árvores que foram plantadas há duzentos anos. De repente, dava-se conta de que o simples conhecimento de que o Mal acabava de entrar em Viscos em nada mudava a situação; demônios chegam e partem, sempre, sem que necessariamente algo seja afetado pela presença deles. Estão constantemente caminhando pelo mundo, às vezes apenas para saber o que está acontecendo, outras vezes para testar esta ou aquela alma, mas são inconstantes e mudam de alvo sem qualquer lógica, guiados apenas pelo prazer de uma batalha que valha a pena. Berta achava que Viscos não tinha nada de interessante ou especial para atrair a atenção de quem quer que fosse por mais de um dia – quanto mais alguém tão importante e ocupado como um mensageiro das trevas. Tentou concentrar-se em outra coisa, mas a imagem do estrangeiro não lhe saía da cabeça. O céu, antes ensolarado, começou a ficar carregado de nuvens. “Isso é normal, sempre acontece nesta época do ano”, pensou. Nenhuma relação com a chegada do estrangeiro, apenas uma coincidência. Então ouviu o ruído longínquo de um trovão, seguido de mais outros três. De um lado, isso queria dizer que a chuva estava a caminho; por outro lado, se resolvesse acreditar nas antigas tra15 dições do lugarejo, poderia interpretar aquele som como a voz de um Deus irado, reclamando que os homens haviam se tornado indiferentes à Sua presença. “Talvez eu deva fazer alguma coisa. Afinal, o que eu estava esperando acaba de chegar.” Ficou alguns minutos prestando atenção a tudo que se passava à sua volta; as nuvens continuaram a descer sobre a cidade, mas não tornou a escutar nenhum ruído. Como boa ex-católica, não acreditava em tradições e superstições, principalmente as de Viscos, que tinham suas raízes na antiga civilização celta que um dia habitara o local. “Um trovão é apenas um fenômeno da natureza. Se Deus quisesse falar com os homens, não iria usar meios tão indiretos.” Foi pensar nisso e escutar de novo o barulho de um raio – dessa vez, bem mais próximo. Berta levantou-se, recolheu a cadeira e entrou antes que a chuva começasse a cair – mas agora seu coração estava apertado, com um medo que não conseguia definir. “O que devo fazer?” Tornou a desejar que o estrangeiro partisse logo; estava velha demais para poder ajudar a si mesma, à sua aldeia, ou – principalmente – ao Senhor Todo-Poderoso, que, no caso de precisar de apoio, teria certamente escolhido alguém mais jovem. Tudo aquilo não passava de um delírio; na falta do que fazer, seu marido ficava tentando inventar coisas para ajudá-la a passar o tempo. Mas que havia visto o demônio – ah, disso ela não tinha a menor dúvida. Em carne e osso, vestido de peregrino.