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O Dia em que Matei Meu Pai (Cód: 147079)

Sabino,Mário

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Descrição

Mesclando suspense, tragédia e uma profunda reflexão sobre a alma humana, o romance 'O Dia em que Matei Meu Pai' assinala a estréia de Mario Sabino - editor-executivo de Artes e Espetáculos da revista Veja - na literatura. Partindo de uma trama aparentemente simples, a do narrador que conta à sua analista os motivos pelos quais matou o pai, o autor desenvolve uma obra na qual a psicanálise, a filosofia, a religião e a literatura se sobrepõem num discurso marcado pela dissimulação. Uma história de mistério em que o leitor deve descobrir não o crime ou o criminoso - explícitos desde o título - mas as motivações para o ato. O grande mérito de 'O Dia em que Matei Meu Pai' é ser um romance de idéias, algo raro em nossa literatura atual, sem as armadilhas dos jargões filosóficos ou psicanalíticos. O romance é uma bela e densa discussão sobre a natureza do Mal, que o leitor não consegue parar de ler. A abertura do livro é dramática e brutal, antológica. Com uma escrita vigorosa, o autor criou uma narrativa memorável em que cada episódio tem um significado que só entendemos ao final. Essa capacidade de abordar assuntos intrincados de forma simples, marca dos grandes autores, permite-nos afirmar que valeu a pena esperar o primeiro romance de Mario Sabino.

Características

Peso 0.32 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Record
I.S.B.N. 8501068926
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 224
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788501068927
Número da edição 1
Ano da edição 2004
País de Origem Brasil
AutorSabino,Mário

Leia um trecho

Primeiro capítulo: O dia em que matei meu pai era um dia claro, de uma claridade difusa, sem sombras, sem relevos. Ou talvez tenha sido cinzento, daquele cinza que tinge até as almas menos propensas à melancolia. É estranho que esse seja o único detalhe de que não me lembre, todos os outros ainda bem vívidos dentro de mim. E que importa? A moldura, ela foi só isso - moldura. Por que tentar tirar a natureza de sua indiferença em relação a nós, homens? Vamos ao fato, então. Matei meu pai co-mo quem mata um inseto. Não, a imagem é falsa, já que na maioria das vezes há irritação, quando não me-do, em ação tão ordinária. Divago, desculpe-me. Mais exato seria dizer que matei meu pai como quem respira. A respiração regular, que não exige grande esforço para levar o ar aos pulmões. Foi com uma paulada na nuca e outra no alto da cabeça. Ele estava sentado no sofá de sua sala, lendo o jornal, como fazia todas as manhãs, antes de ir ao clube onde nadava 1.500 metros em quarenta minutos. Homem atlético, meu pai, e sempre bronzeado, o bronzeado dos ricos, um dos sinais exteriores de sua prosperi-dade. Aproximei-me por trás, os passos abafados pelo carpete felpudo. À primeira pancada, seu tronco projetou-se para a frente, como o de uma pessoa que se inclina para amarrar os sapatos. Dobrado sobre si próprio, recebeu o segundo golpe - a crisma que confirma o batismo. O filete de sangue escorrendo pelo canto da boca, a mão direita tremendo por segundos, antes de pousar inerte sobre o chão, o rosto com a expressão de espanto congelada... A descrição da cena está satisfatória? Espero não ter sido muito desagradável, não era essa a intenção. Encostei o pedaço de pau na parte de trás do sofá, com um cuidado que hoje reconheço desmesurado (co-mo se aquela madeira fosse um objeto ritualístico). Dei a volta e, antes de recolocar meu pai sobre o sofá, espiei a página que estava lendo antes de morrer. Era a página de classificados eróticos. Com que sonhava ele no seu último momento? Com Aline, a gata dos lábios de mel? Com Milena, a safada sem frescura? Ou com as primas sádicas, que prometiam fazer tudo duas vezes? Sei que poderia ter omitido essa parte, mas sabê-lo interessado em anúncios de prostitutas lhe empresta uma humanidade que me enternece. Disse humanidade, mas melhor seria dizer fraqueza. Ele era conhecido, reverenciado mesmo, por seu poder de sedução. Meu pai, até o final decretado por mim, havia se mostrado capaz de encantar mulheres de qualquer idade e de qualquer condição. Impossível imaginá-lo tendo de pagar para se deitar com uma. As mulheres, todas as que teve, eram loucas por ele. Prostitutas são para homens como eu. Eram. Estendi o corpo de meu pai no sofá e me sentei na beirada, perto do seu rosto. Não sei quanto tempo permaneci olhando para ele, mas foi o suficiente para que guardasse na memória cada sulco de sua face. Depois que cerrei os seus olhos esbugalhados, a expressão de espan-to deu lugar a um sorriso. Mas pode ter sido impressão. Em seguida, telefonei para a polícia. "Venham me prender. Matei meu pai."