Artboard 33 Artboard 16 Artboard 18 Artboard 15 Artboard 21 Artboard 1 Artboard 2 Artboard 5 Artboard 45 Artboard 45 Artboard 22 Artboard 9 Artboard 23 Artboard 17? Artboard 28 Artboard 43 Artboard 49 Artboard 47 Artboard 38 Artboard 32 Artboard 8 Artboard 22 Artboard 5 Artboard 25 Artboard 1 Artboard 42 Artboard 11 Artboard 41 Artboard 13 Artboard 23 Artboard 10 Artboard 4 Artboard 9 Artboard 20 Artboard 6 Artboard 11 Artboard 7 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 12 Artboard 25 Artboard 34 Artboard 39 Artboard 24 Artboard 13 Artboard 19 Artboard 7 Artboard 24 Artboard 31 Artboard 4 Artboard 14 Artboard 27 Artboard 30 Artboard 36 Artboard 44 Artboard 12 Artboard 17 Artboard 17 Artboard 6 Artboard 27 Artboard 19 Artboard 30 Artboard 29 Artboard 29 Artboard 26 Artboard 18 Artboard 2 Artboard 20 Artboard 35 Artboard 15 Artboard 14 Artboard 48 Artboard 50 Artboard 26 Artboard 16 Artboard 40 Artboard 21 Artboard 29 Artboard 10 Artboard 37 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 46 Artboard 8

O Estilo 80 / 20 - Como Obter 80% Dos Resultados Focando 20% Das Tarefas (Cód: 2633589)

Koch, Richard

Sextante / Gmt

Ooopss! Este produto está temporariamente indisponível.
Mas não se preocupe, nós avisamos quando ele chegar.

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 24,90
Cartão Saraiva R$ 23,66 (-5%) em até 1x no cartão

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 1x sem juros de R$ 0,00


O Estilo 80 / 20 - Como Obter 80% Dos Resultados Focando 20% Das Tarefas

R$24,90

Descrição

Segundo Richard Koch, o segredo para aproveitarmos a vida está em fazermos menos de modo geral, e não em nos esforçarmos mais. Ele defende essa idéia com base no Princípio 80/20, segundo o qual um pequeno número de causas cria a maioria dos resultados. Por exemplo, 80% dos alimentos são gerados em 20% da terra e 80% dos negócios têm origem em 20% dos clientes. 'O Estilo 80/20' mostra como empregar o Princípio 80/20 na vida pessoal.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575424575
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788575424575
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2009
MÊS MARÇO
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 209
Peso 0.25 Kg
Largura 14.00 cm
AutorKoch, Richard

Leia um trecho

CAPÍTULO 1 Qual é a Grande Idéia? “Não precisamos fazer coisas extraordinárias para obtermos resultados extraordinários.” – Warren Buffett A vida moderna é um equívoco. Não estou me referindo ao maravilhoso progresso nas áreas de ciência e tecnologia e no mundo empresarial, pois isso nos tem permitido comer melhor, rejuvenescer, viver mais, debelar doenças, viajar com facilidade e dispor de maior conforto do que no passado. O que é um erro é o modo como organizamos nossa vida pessoal e social. Em vez de trabalharmos para viver, vivemos para trabalhar. Se tivéssemos mais autoconfi ança e seguíssemos a fi losofi a certa, alcançaríamos mais objetivos do que agora e curtiríamos mais nossa atividade profi ssional – ainda que trabalhando muito menos horas e dedicando uma parte maior da energia para a família e a vida social. Isso seria uma mudança importante na maneira como vivemos. Hoje, o progresso corre às avessas. Antes, adotávamos um ritmo mais relaxado, tínhamos mais tempo livre, o compromisso com a família e os amigos era maior, havia mais igualdade e fraternidade social e também mais civilidade com os estranhos. Além disso, o estresse e a depressão eram menos freqüentes, não existia tanta dependência do álcool e das drogas nem de dinheiro e poder. Agora, temos mais consciência de nós mesmos e da nossa individualidade, porém muitas pessoas estão aterrorizadas com a nova liberdade. Vivemos muito mais preocupados em meio a uma busca desesperada pela ilusão de segurança, que, apesar do nosso esforço frenético, se torna cada vez mais distante. A vida hoje em dia se divide em pista rápida e pista lenta. Ambas são menos agradáveis do que a pista ampla do passado. Para muitos, a pista lenta corresponde à insegurança fi nanceira: ganhos insufi cientes, situação social insatisfatória, medo do desemprego e privação das crescentes comodidades materiais acessíveis apenas aos que estão na outra pista. Mas a pista rápida também tem seus riscos. Para um grande número de pessoas, ela signifi ca uma obsessão única em avançar, um compromisso total com o trabalho à custa das relações pessoais, além de um estilo de vida frenético em que a atividade profi ssional se sobrepõe a todo o resto. A pista rápida também causa ansiedade e pobreza, embora seja pobreza de tempo e amor, e não de dinheiro. Caso essa análise de vantagens materiais e desvantagens pessoais da vida moderna leve você a refl etir, tenho uma grande notícia. Se aceitarmos que a vida moderna funciona nos níveis material, científi co e tecnológico, mas freqüentemente prejudica nossa vida pessoal, posso declarar que há uma nova saída para esse impasse. Refi ro-me ao Princípio 80/20, a observação de que, em geral, 80% dos resultados se originam de 20% ou menos das causas. Mais adiante neste capítulo, explicarei como esse preceito funciona e darei uma série de exemplos de sua utilização. No momento, porém, direi apenas que, embora o Princípio 80/20 tenha sido usado com êxito nas empresas e na economia, proporcionando progresso ao mundo moderno, ele ainda não foi aplicado, na mesma escala, à vida das pessoas. Se isso acontecesse, poderíamos aproveitar muito mais os nossos dias, trabalhar menos e alcançar mais objetivos. Na verdade, o melhor modo de obter mais é fazer menos. Menos é mais quando nos concentramos nas poucas coisas realmente importantes e que proporcionarão felicidade a nós mesmos e àqueles a quem amamos. “Que vida é essa se, com tanto a fazer, não temos tempo de parar e contemplar.” – William Henry Davies Nos capítulos 2 e 3, explicarei de que maneira usar o Princípio 80/20 e por que ele pode promover uma mudança fundamental no modo como lidamos com as questões da vida. Mas quero dar um passo de cada vez. Primeiro, apresentarei esse princípio, que é uma das descobertas mais revolucionárias, surpreendentes e abrangentes dos últimos 200 anos. Se usássemos 100 pessoas para formar uma equipe de 80 integrantes e outra de 20, seria de se esperar que a de 80 realizasse quatro vezes mais. E, se escolhêssemos as pessoas ao acaso, algo semelhante provavelmente aconteceria. Contudo, imagine um mundo esquisito onde as 20 pessoas obtêm mais resultados do que as outras 80. Faça o mundo esquisito fi car mais estranho. Su ponha que as 20 pessoas não apenas obtêm mais resultados do que as 80, mas que alcançam quatro vezes mais. Isso contraria totalmente a expectativa. Era de se esperar que os 80 indivíduos conseguissem um resultado quatro vezes maior do que os outros 20. No entanto, nesse mundo curioso e invertido, imaginamos o oposto: as 20 pessoas é que conquistam o resultado quatro vezes maior. Impossível? Improvável? De fato, esse mundo esquisito, embora não inconcebível, deve ser raro. Mas se um dia descobríssemos que, longe de ser incomum, o mundo esquisito fosse, na verdade, corriqueiro, isto é, que o mundo quase sempre se divide em poucas infl uências muito poderosas e uma massa de outras sem a mínima importância. Será que isso transformaria toda a nossa visão? É o que acontece quando entendemos o Princípio 80/20. Descobrimos que os 20% principais de quaisquer causas que possamos medir – como pessoas, forças naturais, dados econômicos – conduzem habitualmente a cerca de 80% dos resultados, conseqüências ou efeitos. Contando as principais cidades da Inglaterra, descobri que as 53 maiores entre elas tinham 25.793.036 habitantes e que as 210 seguintes tinham 6.539.772. Isso é uma relação 80/20 incrivelmente precisa: 20,2% das cidades têm 79,8% das pessoas.1 Vale a pena explicar o cálculo: . 53 das 263 cidades = 20,2% das pessoas . 25.793.036 das 32.332.808 pessoas = 79,8% O poder do Princípio 80/20 é o fato de que ele contraria a intuição, ou seja, não mostra o que esperamos. A impressão é que somos programados – talvez pela cultura liberal ou por um inato senso de justiça – a aguardar o quadro mostrado na fi gura 1, em que causas e resultados estão aproximadamente equilibrados: Figura 1 Causas e resultados: o que esperamos Causas Resultados Em vez disso, obtemos algo totalmente diferente, mais parecido com a situação na fi gura 2: Veja outros exemplos: . Cinco pessoas se reúnem para jogar pôquer. É provável que uma delas – 20% – ganhe pelo menos 80% das apostas. . Em qualquer grande loja de varejo, 20% dos vendedores ganharão mais de 80% de cada real vendido. . Estudos mostram que 20% dos clientes respondem por mais de 80% dos lucros de qualquer negócio. Por exemplo, o Royal Bank of Canada, com sede em Toronto, calculou o lucro que c ada um de seus clientes gera. Foi espantoso saber que 17% deles proporcionavam 93% dos lucros. . Menos de 20% das celebridades dominam mais de 80% da mídia, enquanto mais de 80% dos livros vendidos são de 20% dos autores. . Mais de 80% das descobertas científi cas são realizadas por 20% dos cientistas. Em cada época, são uns poucos especialistas célebres que fazem a maioria delas. . As estatísticas de crimes mostram com regularidade que cerca de 20% dos ladrões fogem com 80% do que encontram. Figura 2 Causas e resultados: o que realmente acontece Causas Resultados Quem se sai melhor no programa Encontro Rápido? A última moda entre os solteiros em Nova York e Londres – embora isso possa ter mudado quando você estiver lendo este livro – é participar do programa Encontro Rápido (Speed Dating). Vou explicar resumidamente como funciona. Os organizadores reúnem de 20 a 40 pessoas numa sala. As mulheres sentam-se às mesas. Os homens deslocam-se de cadeira em cadeira para falar com elas. Cada par dispõe de três a cinco minutos para conversar antes que o homem se dirija à próxima mulher. Todos os presentes exibem um crachá com um número exclusivo. As pessoas podem anotar o número de qualquer participante com quem queiram ter um encontro romântico. No fi m da noite, os organizadores recolhem os números que foram anotados e identifi cam as pessoas que manifestaram interesse recíproco. No dia seguinte, enviam e-mails com os nomes e os detalhes de contato. Um dos organizadores desses eventos nos Estados Unidos confi rma que um grupo relativamente pequeno de participantes costuma receber a maioria dos convites para os encontros. “Pelo menos 75% do interesse é dirigido a cerca de 25% das pessoas. Em geral, elas são as mais atraentes. Mas é verdade também que quase 50% das que se saem bem já haviam participado do programa, por isso se sentem mais confi antes”, diz ele. Parece que para se conseguir um grande número de encontros uma boa idéia é participar do programa no mínimo duas vezes. Observe que o Princípio 80/20 é a mera representação simbólica de uma relação muito desproporcional entre causas e efeitos. Não é necessário que a soma dos números seja 100. Alguns casos podem conter uma relação 70/20: 20% de causas leva a 70% dos resultados. Essa divisão também pode ser 80/10, 90/10 e até 99/1. Com freqüência encontramos um quadro até mais extremo do que o da relação 80/20, em que muito menos do que 20% das causas – em alguns casos até 1% ou menos – produzem pelo menos 80% dos resultados. Veja a seguir alguns exemplos muito esquisitos. . A Betfair, a principal “bolsa de apostas” do mundo, em que as pessoas apostam entre si, diz que 90% do dinheiro movimentado ali vem de 10% dos clientes. . Na Indonésia em 1985, os residentes chineses totalizavam menos de 3% da população, mas eram donos de 70% da riqueza do país.2 Da mesma forma, os chineses correspondem apenas a 1/3 da população da Malásia, porém possuem 95% de sua riqueza.3 Nas Ilhas Maurício, embora as famílias francesas representem somente 5% da população, elas detêm 90% da riqueza local. . Dos 6.700 idiomas, 100 deles – que correspondem ao grupo principal de 1,5% – são usados por 90% da população mundial. . Numa experiência, o psicólogo Stanley Milgram escolheu ao acaso 160 cidadãos de Omaha, Nebraska, e lhes pediu que enviassem um pacote para um corretor de valores de Boston, mas não diretamente. Primeiro, tinham que mandar o pacote a alguém que conhecessem pessoalmente. Esse indivíduo encaminharia então a encomenda a um de seus contatos pessoais que pudesse conhecer alguém que conhecesse uma pessoa com acesso ao corretor, e assim por diante. A maioria dos pacotes passou no máximo por seis etapas até chegar ao destino, o que estabeleceu a idéia dos “seis graus de separação”. O fundamental para nós, no entanto, é que mais da metade dos pacotes entregues ao corretor foi mandada por apenas três indivíduos bem relacionados de Boston. Essas pessoas foram mais importantes para a obtenção do resultado desejado do que todos os outros habitantes da cidade.4 . As epidemias são causadas por uma quantidade ínfi ma de casos que produz um efeito totalmente desproporcional em relação ao seu número. Por exemplo, num surto de gonorréiA em Colorado Springs, os bairros que concentravam apenas 6% da população da cidade apresentaram 50% dos casos. A investigação revelou que 168 pessoas, que se encontravam em seis bares, haviam causado a epidemia. Assim, menos de 1% da população de Colorado Springs foi responsável por 100% de todas as ocorrências da doença.5 . Os americanos representam menos de 5% da população mundial, mas consomem 50% da cocaína do planeta. . Bem mais do que 80% da riqueza criada por novos negócios é gerada por menos de 20% das pessoas que os iniciam. Provavelmente apenas 1% dos empreendimentos lançados nos últimos 30 anos – inclusive a Microsoft, que vale mais de US$200 bilhões – respondem por 80% do valor que geram. Da mesma forma, 1% dos empresários – sobretudo Bill Gates, que tem mais de US$30 bilhões – produzem mais de 80% do dinheiro das novas empresas. . Arquivos históricos revelam que os espiões da polícia na Europa sabiam da existência de milhares de “revolucionários profi ssionais” entre 1847 e 1917. Mesmo assim, apenas um deles – Vladimir Ilitch Ulianov, ou Lenin – defl agrou de fato uma revolução duradoura. Portanto, um revolucionário em mais de 3 mil – ou 0,03% dos revolucionários – desencadeou 100% das revoluções de sucesso entre aquelas datas. Embora esse seja um exemplo extremo, a história está cheia de casos em que um pequeno número de pessoas a desviou do seu curso. Sem dúvida, os 20% das pessoas que respondem por 80% ou mais dos resultados, sejam estes últimos bons ou maus, não são escolhidos ao acaso. Esses indivíduos não são comuns. São interessantes porque produzem resultados pelo menos 10 ou 20 vezes maiores do que os gerados por outras pessoas. Como os grandes realizadores não são 10 nem 20% mais inteligentes do que os outros, seus métodos e recursos é que são extraordinariamente poderosos. Aplicação ilimitada O Princípio 80/20 se aplica não apenas a grupos de pessoas e seus comportamentos, mas virtualmente a todos os aspectos da vida. Existe sempre uma minoria de forças muito poderosas e uma grande massa de forças sem importância. Por exemplo: . Vinte por cento dos países, que concentram muito menos do que 20% da população mundial, consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da madeira de todo o planeta. . Muito menos do que 20% da superfície da Terra produz 80% de sua riqueza mineral. . Menos do que 20% das espécies causam mais de 80% da degradação ecológica. Estima-se que apenas uma espécie entre os 30 milhões existentes – isto é, 0,00000003% – é responsável por 40% do dano. Não são concedidos prêmios a quem adivinha qual é a espécie. . Uma porcentagem muito pequena dos meteoritos que caem na Terra provoca mais de 80% dos estragos. . Menos de 20% das guerras produzem mais de 80% das vítimas. . No Alasca, a maioria dos fi lhotes de foca morre bem jovem – 80% dos sobreviventes são de 20% das mães. . Onde quer que você esteja, menos de 20% das nuvens darão origem a 80% das chuvas. . Menos de 20% de todas as músicas são tocadas mais de 80% do tempo. Se você for a um show de rock ou a um concerto de música erudita, verá que muitas das velhas composições – uma pequena porção do repertório total disponível – serão tocadas. . Na maioria dos museus de arte, menos de 20% dos tesouros dos acervos permanecem em exibição mais de 80% do tempo. . Menos de 20% das invenções exercem mais de 80% de impacto em nossa vida. No século XX, a energia nuclear e o computador tiveram, provavelmente, maior infl uência do que milhares de outras criações e novas tecnologias. . Mais de 80% dos alimentos têm origem em menos de 20% da terra. Além disso, a fruta costuma corresponder a muito menos de 20% da massa ou do peso da árvore. E a carne é a redução de grandes quantidades de grama ou grãos digeridos. . As bebidas também são uma demonstração extrema do Princípio 80/20. O que torna a Coca-Cola tão mais valiosa do que qualquer outro refrigerante do planeta? A fórmula sagrada para pequenas quantidades de um concentrado que, misturado a grandes volumes de água, produz a “Coca”. Ou o que há na cerveja que distingue as marcas dessa bebida umas das outras? Proporções minúsculas de lúpulo e outros sabores. . Na verdade, todo o processo da vida, da bolota ao carvalho, do grão de trigo a uma região produtora de trigo, é a expressão perfeita do Princípio 80/20 levado às últimas conseqüências. Causas diminutas, resultados imensos. . Finalmente, a evolução apresenta um impressionante exemplo de seletividade. Segundo a avaliação do biólogo Richard Dawkins, 1% das espécies que já viveram algum dia no planeta constituem 100% das espécies atuais. O Princípio 80/20 pode ser aplicado a tudo na vida. Isso é surpreendente e até espantoso. Não é o que esperamos. Há um grande desequilíbrio entre causas e efeitos. A maioria das causas produz um pequeno número de resultados, enquanto umas poucas causas transformam a vida. Muita gente acredita que o Princípio 80/20, com sua ênfase nos 20% principais, é essencialmente elitista. Mas isso é uma idéia errada. É uma falácia dizer que há algum tipo de restrição por parte de quem usa esse princípio ou que, para uma pessoa ganhar, outra precisa ter uma perda correspondente. Ser contrário ao aperfeiçoamento por considerá-lo elitista refl ete uma mentalidade equivocada: o progresso é desejável e ajuda a todos. A perfeição e a igualdade são ambas impossíveis – e, na minha opinião, também indesejáveis. O Princípio 80/20 não é mais elitista, por exemplo, do que dinheiro, propriedade privada e vacinas contra doenças. Recusar-se a usar qualquer um desses recursos sob o pretexto de que são discriminatórios é um comportamento tolo. Esses são meios que nos proporcionam benefícios. Qualquer um pode aprimorar a própria vida usando o Estilo 80/20, que é a aplicação do Princípio 80/20 no dia-adia, com o objetivo de diminuir o esforço e as preocupações e aumentar a felicidade e os resultados desejados. Empregamos esse estilo para seguir o padrão do universo e alcançar efeitos melhores com mais facilidade. Quando fazemos isso, outras pessoas também saem ganhando. O que aconteceria se todos nós usássemos o Estilo 80/20? Estaríamos numa situação mais confortável. Haveria ainda os 20% principais e os 80% da base em tudo? Certamente. Caso contrário, nenhum avanço seria possível. Somente se alcançássemos a utopia ou o nirvana (um mundo perfeito), o Princípio 80/20 deixaria de funcionar. Por sorte, isso não vai acontecer: sempre teremos algo para melhorar. Como sei por experiência própria – e como milhares de pessoas descobriram – a aplicação do Princípio 80/20 pode exercer uma enorme infl uência não apenas na economia e na sociedade como também na vida pessoal. Ele é capaz de nos proporcionar felicidade, realização e tranqüilidade. Começamos produzindo mais com menos...