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O Horror Em Red Hook - Col. 64 Páginas - Pocket (Cód: 4069886)

Lovecraft,H, P,

L&PM

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O Horror Em Red Hook - Col. 64 Páginas - Pocket

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Descrição

A loucura e o horror em três histórias arrepiantes

Por trás do mundo visível há labirintos tenebrosos que escondem horrores desconhecidos. Feitiçarias antigas e rituais dos mais sinistros se misturam num caldeirão que exala o odor pútrido do mal. Esse é o universo de H. P. Lovecraft. Conhecido como o inventor da moderna tradição da literatura de horror, o autor imprimiu sua marca no gênero nas primeiras décadas do século XX, deixando de lado fantasmas e bruxas e imaginando a humanidade se curvando a um universo caótico e sombrio. Desenvolvendo uma mitologia própria, criou histórias nas quais a realidade e o pesadelo são separados por um fio tênue. Este volume reúne “O horror em Red Hook”, “Ele” e “A tumba” – um de seus contos mais famosos –, relatos nos quais a experiência do medo está próxima de uma fascinação temerosa.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora L&PM
Cód. Barras 9788525426529
Altura 17.80 cm
I.S.B.N. 9788525426529
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Jorge Ritter
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 64
Peso 0.44 Kg
Largura 10.70 cm
AutorLovecraft,H, P,

Leia um trecho

O horror em Red Hook e outras históriaso Horror em red hook Existem tantos sacramentos do mal como do bem ao nosso redor, e vivemos e nos movemos, a meu ver, num mundo desconhecido, um lugar onde existem cavernas e sombras e habitantes na penumbra. É possível que o homem às vezes possa voltar atrás no caminho da evolução, e acredito que um conhecimento terrível ainda não está morto. – Arthur Machen Há poucas semanas, numa esquina do vilarejo de Pascoag, Rhode Island, um pedestre alto, de compleição sólida e boa aparência, causou muitas especulações devido a um lapso extraordinário de comportamento. Ao que parece, ele descia a colina pela estrada que vem de Chepachet e, chegando na região central, dobrou à esquerda na via principal onde vários quarteirões de negócios modestos transmitem uma atmosfera urbana. Nesse ponto, sem uma provocação visível, cometeu o seu lapso espantoso. Por um segundo ficou encarando estranhamente o prédio mais alto à sua frente e, em seguida, dando uma série de gritos histéricos e aterrorizados, disparou numa corrida desesperada que terminou num tropeção e num tombo no cruzamento seguinte. Levantado do chão e limpo do pó por mãos prestativas, viu-se que estava consciente, orgânica mente incólume e evidentemente curado do seu ataque nervoso repentino. Então murmurou algumas explicações envergonhadas envolvendo um período de tensão que passara e, com o olhar cabisbaixo, voltou pela estrada de Chepachet, afastando-se penosamente sem olhar nem uma vez para trás. Foi um incidente estranho para acontecer com um homem tão robusto, de aspecto normal e capaz, e essa estranheza não foi mitigada pelas observações de um curioso que o havia reconhecido como sendo hóspede de um popular leiteiro nos arredores de Chepachet. Então ficaram sabendo que ele fora um detetive da polícia de Nova York chamado Thomas F. Malone, agora numa longa licença médica após um trabalho extraordinariamente duro num caso local terrível e que se tornou dramático por um acidente. Pois o que ocorreu foi um desabamento de vários prédios velhos de tijolos durante uma batida em que ele estava junto, e algo a respeito da perda de vidas em grande escala, tanto dos prisioneiros quanto dos seus colegas, o havia chocado especialmente. Em consequência disso, ele adquirira um horror agudo e anômalo de qualquer prédio que sugerisse, mesmo remotamente, os prédios que haviam desabado, de maneira que, no fim, os especialistas em doenças mentais o proibiram de ver esse tipo de construção por um período indefinido. Um cirurgião da polícia com parentes em Chepachet sugeriu aquele povoado pequeno e gracioso de casas colo niais de madeira como um lugar ideal para a sua recuperação psicológica; e para lá se foi o sofredor, prometendo não se aventurar em meio às ruas cheias de construções dos vilarejos maiores, a não ser se devidamente aconselhado pelo especialista de Woonsocket com quem fora colocado em contato. Essa caminhada até Pascoag atrás de revistas fora um erro, e o paciente pagara em medo, machucados e humilhação por sua desobediência. Até aí as fofocas de Chepachet e Pascoag sabiam; e até aí também os especialistas mais cultos acreditavam. Mas num primeiro momento Malone havia contado muito mais, parando somente quando viu que só o que lhe restava era a incredulidade absoluta dos outros. Daí em diante se manteve calado e nem protestou quando todos concordaram que o colapso de algumas casas miseráveis de tijolos na região de Red Hook, no Brooklyn, e a mor- te em consequência disso de vários policiais valentes, haviam perturbado o seu equilíbrio nervoso. Ele trabalhara com afinco, todos disseram, tentando limpar aqueles ninhos de desordem e violência. Mesmo em sã consciência alguns aspectos eram suficientemente chocantes, e a tragédia inesperada fora a gota d’água. Essa era uma explicação simples que todos podiam entender, e Malone, sendo mais sensível, percebeu que era melhor deixar que isso bastasse. Sugerir para pessoas destituídas de imaginação um horror além de qualquer concepção humana – um horror de casas, quarteirões e cidades leprosas e cancerosas, com o mal arrastando-se de mundos mais antigos – seria meramente pedir por uma cela acolchoada em vez do descanso no campo, e Malone era um homem sensato apesar do seu misticismo. Ele tinha a visão celta profunda para coisas misteriosas e ocultas, mas o olho rápido de um lógico para os visivelmente céticos; um amálgama que o levara longe nos seus 42 anos de vida e o colocara em lugares estranhos para um homem da Universidade de Dublin nascido numa vila georgiana próxima de Phoenix Park. E agora, enquanto recapitulava as coisas que vira, sentira e percebera, Malone sentia-se satisfeito em manter só para ele o segredo que poderia reduzir um lutador destemido a um neurótico trêmulo, que poderia tornar cortiços velhos de tijolos e mares de rostos misteriosos enigmáticos num pesadelo e em algo de um estranho agouro. Não seria a primeira vez que as suas emoções teriam de esperar para serem consideradas – pois não fora o seu próprio ato de mergulhar no abismo poliglota do submundo de Nova York uma anomalia além de uma explicação sensata? O que ele poderia contar para as pessoas comuns sobre feitiçarias antigas e prodígios grotescos discer níveis aos olhos sensíveis em meio ao caldeirão venenoso onde todos os refugos variados de eras perniciosas misturam a sua male- volência e perpetuam os seus terrores obscenos? Ele vira a chama verde infernal de assombro secreto nessa confusão ruidosa e ambígua de ganância externa e blasfêmia interior e sorrira ternamente quando todos os nova-iorquinos que ele conhecia zombaram da sua experiência no trabalho policial. Eles haviam sido muito espirituosos e cínicos, escarnecendo da sua busca fantástica por mistérios impenetráveis e assegurando-lhe que, nos dias de hoje, Nova York não tinha nada a não ser baixeza e vulgaridade. Um deles apostou com ele que não conseguiria – apesar de ter em seu crédito muitos relatos picantes no Dublin Review – nem escrever uma história verdadeiramente interessante sobre a vida na pobreza de Nova York; e agora, olhando para trás, ele percebia que a ironia cósmica havia justificado as palavras do profeta enquanto secretamente refutando o seu significado leviano. O horror, como visto de relance por fim, não podia dar uma história – pois, como o livro citado pela autoridade alemã de Poe, “es lasst sich nicht lesen”, “isto não se deixa ler”.