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O Imaginário em as Crônicas de Nárnia (Cód: 194540)

Magalhães Filho, Glauco Barreira

Mundo Cristão

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O Imaginário em as Crônicas de Nárnia

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Descrição

É impossível assistir a boa parte das cenas da superprodução 'O Leão', 'A Feiticeira' e o 'Guarda-roupa', lançado nos cinemas do mundo todo em 2005, sem se impressionar com os personagens fantásticos, os efeitos especiais e as imagens maravilhosas geradas por computador. Mas existe algo mais nessa grande aventura, especialmente para o público cristão: um desafio intelectual e espiritual que 'O Imaginário em as crônicas de Nárnia', de Glauco Barreira Magalhães Filho, ajuda a desvendar.
Fascinado pó mitologias, Lewis, tal como o amigo de academia, também cristão, J.R.R. Tolkien (autor da trilogia O senhor dos anéis), quebrou os últimos grilhões da imaginação ao criar o universo metafórico de Nárnia, na década de 1950. Feiticeiras, ogros, crianças, animais falantes, Lewis lançou mão de elementos que se vêem com freqüência nos livros de fábulas, mas agora para falar dos valores cristãos. Ele sabia do papel fundamental do imaginário para compreender o que não podemos assimilar apenas pela razão.
E é isso que Glauco Magalhães Filho nos mostra: a imaginação nos ajuda a compreender a obra sobrenatural - mágica, fantástica - que Deus vem fazendo na História.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Mundo Cristão
Cód. Barras 9788573254211
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 8573254211
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2005
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 176
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorMagalhães Filho, Glauco Barreira

Leia um trecho

Introdução Quando criança, costumava brincar sozinho, por ser o único menino da casa. Meus companheiros de brincadeiras eram criados pela imaginação. Muitos eram personagens bíblicos, pois comecei a ler a Bíblia aos oito anos de idade. Certa vez, na época de Natal, tive a oportunidade de assistir pela televisão ao desenho O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Eu ainda não era cristão evangélico, nem muito menos sabia que o autor da obra em que o desenho se baseara era cristão. Aquela história, entretanto, ficou-me tão profundamente gravada na memória, que acabou entrando em minhas aventuras imaginárias. Acredito que a mensagem cristã subliminar ali presente entrou-me no inconsciente e passou a integrar o conjunto de fatores implícitos que contribuíram para conduzir-me a Cristo. Aos quatorze anos, converti-me ao evangelho. Ao ingressar mais tarde na Universidade como aluno e, depois, como professor, deparei com aqueles que procuravam refutar as doutrinas cristãs com argumentos que presumiam ser racionais. Voltei-me, então, para o estudo da apologética cristã e descobri que poderia argumentar de dois modos. O primeiro consistia em apontar as contradições dos argumentos levantados contra o cristianismo para demonstrar, em seguida, a razoabilidade de verdades evangélicas. O segundo, seria mostrar que aqueles anseios existenciais que passaram a integrar o ser humano após a queda encontram resposta na mensagem cristã. A realidade é que as necessidades mais profundas do ser humano não podem ser traduzidas em linguagem científica. As respostas que estão ao alcance da razão não são satisfató- rias. A Bíblia traz promessas que devem ser recebidas por fé. Elas falam de um suprimento espiritual que só pode ser comunicado por figuras e metáforas, ou seja, pela transposição do sentido literal de uma palavra para o sentido figurado. Tanto as figuras como as metáforas podem ser vistas nas mensagens de Jesus e nas descrições que a Escritura faz do céu. Nesse escopo, portanto, a pregação precisa ser acompanhada mais pela imaginação do ouvinte que pela razão. Assim, é necessário que mostremos o valor da imaginação como meio para expressar nossos anseios superiores e para interpretar o suprimento que preencherá o vácuo existente em nosso ser. A descoberta que fiz da importância do imaginário me trouxe à lembrança meus dias de infância. Mostrou-me ainda que pregar o evangelho envolve também a tentativa de despertar a criança adormecida em cada pessoa. Afinal, foi o próprio Jesus quem disse que aquele que não compreender seu Reino como uma criança o faz, dele não poderá participar.1 Logo percebi que combater argumentos "racionais" contra o evangelho não era o bastante. Era preciso combater o 1V. Lucas 18:17. racionalismo, um movimento que tratou com muito desprezo a imaginação humana em nome de uma razão técnica, fria e mórbida. No entanto, essa razão mostrou-se incapaz de captar o âmago da realidade, o qual transcende as categorias da razão e pode ser desvendado apenas por intuição emocional pura. O cerne da realidade que a intuição atinge, por sua vez, só pode ser anunciado por metáforas. É nesse momento que percebemos a utilidade da imaginação para o conhecimento da verdade. C. S. Lewis explica que o valor do mito2 - tomado no sentido de construir uma representação mental do inefável - restaura o significado mais profundo do conhecimento que se manteve despercebido por excesso de familiaridade. A criança que reencontra gosto por um frio pedaço de carne, ao lembrar que se trata de um búfalo morto em uma caçada, mostra-se sábia. O verdadeiro sabor da carne será restituído ao ser inserido em uma história.3 Assim, o mito revela o não dito pelo dito. É tentando mostrar isso que Lewis, em seu livro O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, pertencente a uma de suas obras mais famosas denominada As crônicas de Nárnia,4 refere-se a um guarda-roupa mágico cujo lado interno é maior que o externo. 2Entre as definições de "mito", o Dicionário Houaiss menciona: "Relato simbólico, passado de geração em geração dentro de um grupo, que narra e explica a origem de determinado fenômeno, ser vivo, acidente geográfico, instituição, costume social etc.". Nesta acepção, por exemplo, podemos chamar de "mito" o relato da Criação, passado de geração em geração entre o povo judeu primitivo. 3C. S. Lewis. On stories, p. 90. 4A coleção é publicada no Brasil pela editora Martins Fontes. C. S. Lewis foi poeta, filósofo, apologista cristão, escritor, professor e crítico literário. Embora polígrafo - escreveu sobre filosofia, poesia, crítica literária, literatura fantástica e ficção científica -, foi sua produção no campo da literatura fantástica que mais ganhou destaque. Através de figuras tradicionais dos contos infantis, o evangelho pôde ser apresentado às crianças. Utilizando-se de imagens oriundas da mitologia grega e nórdica, e dos contos de fadas, Lewis sempre procurou transmitir os valores cristãos em seus escritos. Foi grandemente influenciado pelas obras de George MacDonald, que escreveu sobre a importância da fantasia, e G. K. Chesterton, que destacou a influência moral positiva dos contos de fada. Tanto MacDonald como Chesterton sempre professaram a fé cristã em suas obras. Lewis foi ainda amigo pessoal de J. R. R. Tolkien, autor da conhecida obra O senhor dos anéis, adaptada também para o cinema. Tolkien pertencia aos Inklings, um grupo de catedráticos que discutia filosofia, literatura e mitologia, ao qual Lewis também se associou, em 1939. Ele costumava confessar que seu lado "imaginativo" era o mais amadurecido: O homem imaginativo em mim é mais velho, mais continuamente ativo e, nesse sentido, mais fundamental que qualquer um dos outros, o religioso e o crítico. Ele me fez, pela primeira vez, aventurar-me como poeta. Ele é que, numa réplica à poesia dos outros, tornou-me um crítico e, em defesa a essa réplica, tornou-me muitas vezes um crítico paradoxal. Foi ele que, após a minha conversão, levou-me a encarnar a fé religiosa do modo simbólico ou mitopoético de um screwtape, até um tipo de ficção científica teológica. Também é claro que foi ele quem me levou, nos últimos anos, a escrever a série de contos narnianos, destinados às crianças; não porque eu estivesse preocupado com o que elas queriam ouvir, ou que me comprometeria a fazer adaptações [...], mas porque o conto de fadas foi o melhor gênero literário que encontrei para expressar o que pretendia dizer.5 Clive Staples Lewis ou Jack, como gostava de ser chamado pelos amigos, nasceu em Belfast, Irlanda do Norte, em 29 de novembro 1898, numa família protestante (presbiteriana). Cresceu em meio a uma atmosfera de fértil imaginação e criatividade, compartilhando com o irmão, Warren, a leitura de livros clássicos obtidos na seleta biblioteca da família. Lewis perdeu a mãe aos dez anos de idade, o que o levou a um relativo isolamento - estimulado pelas muitas dificuldades do pai para recuperar-se do trauma advindo da prematura viuvez - e a buscar refúgio nas histórias infantis. Ao tornar-se adulto, perdeu a fé em Deus e viu-se à procura da alegria que usufruíra na infância. Tal busca levou-o a aprofundar-se no estudo de várias filosofias, o que o con- duziu de volta a Deus. No início, sentiu dificuldade em crer num Deus pessoal e na encarnação de Cristo, mas acabou vencido pelo cristianismo e vinculou-se à igreja anglicana.6 Lewis ensinou no Magdalen College, de 1925 a 1954, também foi professor de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge. Muitos de seus trabalhos foram significativamente premiados, como A alegoria do amor e A última batalha. Tornou-se popular pelas palestras transmitidas pela bbc de Londres. 5W. Hooper, Letters of C. S. Lewis, p. 444. 6Para mais detalhes sobre sua autobiografia, ver o livro Surpreendido pela alegria. Este famoso escritor irlandês morreu em 23 de novembro de 1963,7 no mesmo dia de John Kennedy e Aldous Huxley,8 mas deixou um grande legado. Seus trinta e oito livros, traduzidos para mais de trinta idiomas, venderam mais de duzentos milhões de exemplares. O imaginário, tão celebrado na obra de "Jack", é também objeto de análise neste livro. A primeira parte examina a importância da imaginação humana - confrontando-a com o desprezo injusto que lhe concedeu o racionalismo, hoje em decadência - e o elo existente entre ela, a verdade e os valores ético-políticos. A segunda parte ressalta a relevância do imaginário na religiosidade, em especial no cristianismo, e a manifestação do pensamento cristão através da criação literária de C. S. Lewis, particularmente em seu livro O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Sobre a associação de Aslam, o leão, à figura de Cristo, Lewis comenta:Não é claro que não foi inconsciente, mas, até onde consigo recordar, nem mesmo foi, a princípio, intencional. Isto é, quando comecei O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, não creio que tenha previsto o que Aslam iria fazer ou sofrer. Acredito que ele apenas insistiu em comportar-se de seu próprio jeito, como Jesus. É claro que compreendi isso, e toda a série de crônicas [Nárnia] tornou-se cristã.9 7A vida de C. S. Lewis com sua esposa Joy Gresham foi retratada no filme Shadowlands, no qual o escritor é representado por Anthony Hopkins. Sua vida também foi tema de outro filme intitulado The life of C. S. Lewis: through joy and beyond. 8John Fitzgerald Kennedy foi presidente dos Estados Unidos de 1961 a 1963, ano em que foi assassinado, em Dallas, Texas. Aldous Leonard Huxley (1894-1963), escritor e ensaísta inglês, é autor de Admirável mundo novo (1932) e A ilha (1962), entre outros. 9Hooper, op. cit., p. 486. Um breve resumo desse conto de Lewis integra o anexo da obra, visando a oferecer, àquele que ainda não teve oportunidade de lê-lo, elementos que lhe permitam compreender melhor a argumentação desenvolvida. Devemos, pois, cingir os lombos com a verdade. Na Bíblia a palavra lombo simboliza a fertilidade e, nessa citação, ela remete à fertilidade da mente. Deus não condena, portanto, a imaginação criativa no campo religioso, afinal ela consiste num dos traços da imagem e semelhança que temos com aquele que fez o céu e a terra. Enquanto Deus cria do nada, nós criamos a partir das imagens armazenadas na mente. O importante é que nossa imaginação esteja cingida com a verdade, isto é, comprometida com o evangelho. Se você que lê este livro compreender que a importância da imaginação transcende o prazer dos momentos de diversão e lazer, então terei alcançado meu objetivo. Há uma dimensão da realidade que será revelada na visão beatífica, mas que, agora, só podemos dela nos aproximar por representações e figuras. A imaginação é, portanto, uma faculdade que faz parte do tudo que há em nós que deve glorificar e bendizer ao Senhor.

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