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O Invisível (Cód: 2600587)

Wahl,Mats

Butterfly Editora

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O Invisível

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Descrição

Um fenômeno inexplicável aconteceu com Hilmer Eriksson. De repente, ele ficou invisível! Ninguém consegue enxergá-lo! Na sala de aula, seus colegas não notam sua presença. Hilmer escuta as conversas, movimenta-se entre as pessoas, mas elas não percebem que ele está no ambiente... O detetive Harald Fors está à sua procura: Hilmer foi considerado desaparecido! Aproveitando-se de sua invisibilidade, o jovem resolve desvendar o mistério na companhia do policial. Fors suspeita que a cruz suástica, símbolo de triste recordação - a qual mãos anônimas grafitaram em alguns lugares -, tem relação com o sumiço de Hilmer, que não agüenta mais viver sem ser notado...

Características

Peso 0.28 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Butterfly Editora
I.S.B.N. 9788588477780
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.40 cm
Número de Páginas 231
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788588477780
Número da edição 1
Ano da edição 2008
AutorWahl,Mats

Leia um trecho

.Naquela manhã de segunda-feira, no mês de maio, Hilmer Eriksson descobriu que tinha se tornado invisível. Chegou cedo à escola Lugnet, localizada na área rural do norte da Suécia. Foi direto para a sala de aula, a 9A. Ninguém havia chegado. Pendurou o casaco no encosto da cadeira, sentou-se e abriu a mochila. Gostava de ler e, naquele dia, pretendia passar na biblioteca para devolver alguns livros que havia retirado na semana anterior. Tirou um deles da mochila (Huckleberry Finn), abriu em seu capítulo predileto (o capítulo 7) e mergulhou na leitura. Estava tão concentrado que nem mesmo percebeu quando Henrik Malmsten e Lars-Erik Bulterman entraram. Somente quando ouviu Malmsten rir foi que se virou para ele e cumprimentou-o rapidamente. Mas Malmsten e Bulterman não pareceram notar sua presença. Malmsten sentou-se em sua carteira, num canto próximo à janela, e Bulterman acomodou-se na carteira ao lado. Os dois esticaram as pernas. Usavam o mesmo tipo de roupa: bota preta de cano alto, do tipo militar, amarrada com cadarço, calça e camiseta pretas. Bulterman deslizou as mãos pelo cabelo cortado à escovinha. Suas orelhas eram enormes. Antes usava cabelo longo e as orelhas não pareciam tão proeminentes. – Devíamos pôr fogo nas barracas daquela escória – murmurou. – Sim – concordou Malmsten com um sorriso. – Alguém precisa mesmo incendiar aquelas parracas. Bulterman franziu a testa. – Não é parracas, idiota. É barracas. Malmsten ficou ruborizado. – Foi o que eu disse. – Tenho certeza de que ouvi parracas – insistiu Bulterman. – Sei muito bem o que eu disse – respondeu Malmsten. – É claro que sabe. Mas, voltando ao assunto, alguém deveria mesmo jogar gasolina em todas aquelas barracas imundas. Malmsten riu. – Já imaginou? Todos eles indo pelos ares. – Parracas queimadas – disse Bulterman. Malmsten deu um tapa no braço de Bulterman. Ele riu. – Temos que nos livrar daquela corja de imigrantes. Os dois ficaram em silêncio por alguns instantes. Hilmer imaginou que eles se referissem às casas que estavam sendo construídas em Sållan, onde viviam mais de cem “trabalhadores convidados” de outros países. As construções atarracadas lembravam mesmo barracas do Exército. Observou quando Malmsten levou o dedo à boca e começou a roer a unha. Chegou a ouvir os estalos. – Idiota – disse Bulterman. Malmsten continuou a roer as unhas. – É importante termos a mesma história para contar depois – comentou Bulterman. Malmsten começou a roer a unha de outro dedo. – Está me ouvindo? – perguntou Bulterman. – Claro que estou. Malmsten passou para a unha do dedo mínimo. – Chega! – gritou Bulterman, dando um pontapé na perna de Malmsten. – Por que você fez isso? – Esta sua mania de roer as unhas é nojenta! – Mas não precisa me dar um chute! – Vou chutar muito mais se você não parar! – Experimente para ver – respondeu Malmsten, roendo a unha do polegar. Bulterman chutou-o novamente. – Seu filho da mãe! – Vou lhe dar uma lição! Bulterman tentou chutar mais uma vez a perna de Malmsten, que a tirou do caminho. Hilmer observava tudo com o canto do olho. Surpreendeu-se ao perceber que Malmsten não o vira e disse, como sempre: – O que está olhando, seu maluco idiota? Endireitou-se na cadeira e concentrou-se de novo no livro. Geralmente não costumava abusar da sorte como dessa vez. Ninguém naquela escola queria ser pego olhando para Bulterman e Malmsten. Fosse quem fosse, acabaria apanhando. Alguns dias antes a professora Nyman interrompera a aula e olhara para Bulterman. Isso o deixara enfurecido. – O que está olhando? – perguntara em tom agressivo. – Você pode guardar a revista para ler depois? – a professora pedira. – Também posso enfiá-la em sua goela. Que tal? – As orelhas dele ficaram vermelhas. A professora também corara, porém na região do pescoço. – Tudo bem. Vejo que preciso ter uma conversinha com seu pai. Bulterman rira debochadamente. Malmsten balançara a cabeça e batera na perna, achando graça. – Experimente fazer isso e vai se dar mal – ameaçara Bulterman. Ela não se incomodara com a ameaça e chamara o pai do garoto à escola para conversar. Dois dias depois alguém pintou a frase “Nyman é uma prostituta” na parede da entrada principal. Malmsten e Bulterman não fizeram segredo de sua arte. Riram bem alto, para todos ouvirem.