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O Lugar do Público - Sobre o Uso de Estudos e Pesquisas Pelos Museus (Cód: 8135186)

Eidelman,Jacqueline; Roustan,Mélanie; Goldstein,Bernardette

Iluminuras

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Descrição

O lugar do público não é uma questão nova em cultura e arte. Desde sempre, artistas e os que pagavam para que existisse arte (a cultura existe por si mesma, quase) queriam saber se uma obra iria agradar alcançar seus objetivos. As respostas que encontravam eram mais imediatas e intuitivas, menos sofisticadas (lembrar que “sofisticado” quer dizer também falso, enganoso, artificioso) que as de hoje. Mais tarde, por um lado, deixou-se de acreditar no valor intrínseco da arte e da cultura, que não mais comovem por si mesmos os que decidem sobre ela; por outro, os instrumentos de investigação tornaram-se mais complexos e sofisticados (ou “sofisticados”); terceiro, a ideia de democratização da cultura e da arte deslocou para o foco do público uma reflexão (ou política) antes voltada para o produtor, o artista. E quarto, mais relevante, transformações tecnológicas alteraram radicalmente cultura e arte – bem como seu público, seus criadores e seu lugar na sociedade.
Este livro oferece uma visão de conjunto dos rumos desta disciplina que responde pelo nome de “estudos de público”, do que se fazer para desenvolvê-la e, também, de modo indireto, de como evitar os excessos visíveis no interior desse território de investigação que corre o risco de tornar-se autônomo e desligado das preocupações reais dos criadores e dos destinatários da cultura e da arte.
As linhas de pesquisa propositivas e positivas emergem aqui ao redor de cinco eixos: 1) a cultura como componente de uma economia e uma sociedade “em movimento”, sem referentes fixos; 2) a mudança nos modos de consumo de cultura e arte; 3) o novo papel simbólico da cultura e da arte; 4) os novos rumos da produção, difusão e mercado da cultura; 5) as possibilidades de planejamento da cultura e da arte.
E ao lado delas, como marcas d’água de sinal contrário, as ideias que configuram as armadilhas criadas pelos “estudos de público” para si mesmos, a cultura e a arte: 1) a tecnocratização da política cultural e, portanto, da cultura e da arte; 2) a ideia de que o consumo da cultura e da arte pode ser medido por índices; 3) a ideia de que mais estudos estatísticos e sociológicos levarão ao perfeito equacionamento do “problema da cultura”; 4) a utopia de que uma instituição cultural pode ser orientada a cumprir “mais democraticamente” seu papel graças ao seccionamento dos conjuntos da cultura e da arte e, em especial, de seus públicos (o local, o regional, o nacional, o de “gênero”, o das crenças religiosas, o das etnias...); 5) a crença de que as pessoas procuram coisas específicas em cultura e arte e que essas coisas podem ser identificadas, quantificadas e fornecidas. A noção de um resto cultural imponderável, essencial à cultura e mais ainda à arte, virou anátema.
Há no ar uma clara ansiedade diante da cultura e da arte manifesta na pergunta “o que fazer com ela?”. A leitura deste livro na sua mão (naquilo para o que aponta) e na sua contramão (naquilo que corre por baixo dele e em sentido contrário) pode abreviar caminhos e contornar equívocos.
Teixeira Coelho

Características

Peso 0.50 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora Iluminuras
I.S.B.N. 9788573214505
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 2.00 cm
Número de Páginas 367
Idioma Português
Tradutor Ana Goldberger
Cód. Barras 9788573214505
Ano da edição 2014
AutorEidelman,Jacqueline; Roustan,Mélanie; Goldstein,Bernardette