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O Mais Louco do Bando (Cód: 4066401)

Sanchez,Andrés; Sanchez,Tadeo

G7 Cinema Ltda

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Descrição

Desde que jogava nas categorias de base do Corinthians, Andrés Sanchez pensava no que poderia fazer como presidente do clube para melhorá-lo. O sonho pessoal, porém, foi acontecer durante o pesadelo coletivo: logo depois da sua posse, o Timão não conseguiu escapar do rebaixamento. Andrés assumia um clube sem dinheiro, com a imagem manchada por investigações policiais e um time na segundona. Deixou-o com muitos títulos, o sonhado estádio próprio em construção, Ronaldo Fenômeno como parceiro e um novo estatuto que dá à famosa torcida que tem um time o direito de escolher seus dirigentes pelo voto direto. Nestas páginas, Andrés revela os detalhes e bastidores dessa trajetória incrível, sem papas na língua. Pela primeira vez o dirigente de um dos maiores clubes de futebol do planeta conta o que o torcedor quer saber.

Características

Peso 0.20 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora G7 Cinema Ltda
I.S.B.N. 9788581740102
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 224
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788581740102
Número da edição 1
Ano da edição 2012
País de Origem Brasil
AutorSanchez,Andrés; Sanchez,Tadeo

Leia um trecho

Do zero Coisa de outro mundo. Em 28 de novembro de 2007, o Corinthians perdeu para o Vasco da Gama por 1 a 0 em pleno Pacaembu, gol de Alan Kardec. Sobrenatural. Chegamos ao fundo do poço: o último lugar na tabela. Lembro do meu sentimento de impotência, vendo o céu carregado daquela noite. A tragédia se aproximava. Devo ter fumado uns dois maços de cigarros só durante o jogo, que foi horroroso. O time era um desastre. Não conseguíamos ficar de pé nem contra o relaxado time do Vasco – que já não esperava ganhar nada no campeonato, mal tinha treinado e, cheio de reservas na escalação, tinha até chegado atrasado para a partida. Como sempre fazia desde que comecei a presidir o time, antes e também ao final dos jogos tinha passado pelos vestiários pra levar uma palavra de otimismo. Só que, quando o juiz apitou o fim da partida, reconhecia que meu repertório de levantar ou consolar ânimos tinha se esgotado. Estava mudo, oco. Nossa nova obrigação seria vencer o Grêmio em pleno Olímpico, em Porto Alegre, e ainda torcer para que o Internacional ganhasse seu jogo contra o Goiás. Esperança eu ainda tinha, mas no íntimo sentia todo mundo pra baixo. Era difícil reverter. Claro que conversamos bastante com cada atleta. Mas no avião pra lá já rolava um clima de velório. No sábado, véspera do jogo, o SporTV transmitiu o treino do Corinthians ao vivo – acho que foi a primeira vez que isso aconteceu. A pressão da torcida era imensa. E no treino você notava que o time não tinha forças. Então, como sentia, na tarde de 2 de dezembro de 2007 nada deu certo. Era um time limitado. O pé de cada um pesava uma tonelada. E o clima estava muito tenso. O Grêmio não tinha nada a ganhar no campeonato com a sua vitória – mas, logo no primeiro minuto, o tricolor Jonas fez um gol. Conseguimos, a muito custo, empatar no segundo tempo, com Clodoaldo. E ficamos martelando a defesa gaúcha, mas sem padrão de jogo. Os jogadores do Grêmio mal entravam na nossa área... pareciam que nem queriam jogar. Mas o nervosismo nos fazia errar até lateral. Estávamos perdendo para nós mesmos. Quando se confirmou o placar de 2 a 1 do Goiás sobre o Inter e o juiz apontou o centro, decretando o fim do nosso jogo, caímos. No precipício. Pela primeira vez em 97 anos de história, estávamos na segunda divisão do futebol brasileiro. Naquela hora, sofri como todo corintiano. Como até então nunca tinha perdido um familiar ou amigo próximo, posso dizer que foi a maior dor que senti na minha vida. Quando parei de chorar, sem exagero, parecia que eu ia ficar seco pra sempre. Além da dor, tinha a vergonha. Com apenas dois meses de gestão, via meu time no buraco. Consegue pensar em algo pior? Desci pro vestiário, todo mundo no chororô. O zagueiro Betão, corintiano, prata da casa, era o mais abalado. É a imagem que me fica desse dia: aquele homem enorme chorando feito nenê. Muito jogador chegou me pedindo pra mudar o voo de volta, porque queria sair direto de férias, ou voltar direto para sua cidade natal. Qualquer coisa pra não ter de encarar a fúria da Fiel. Eu não deixei: mandei todo mundo voltar junto pra São Paulo, em voo de carreira, com torcedor falando na orelha. Falei: “Vocês vão ouvir todas as merdas junto comigo. Agora, se alguém relar a mão em vocês, vai ter”. Ainda no hotel em que estava com a delegação corintiana – ironicamente chamado Holiday Inn –, devo ter recebido centenas de consolos, por celular, torpedos, e-mails. Tudo bem que a maioria das pessoas sabia que a culpa não era só minha. Acontece que, desde que cheguei à presidência, tudo o que dava certo ou errado era debitado na minha conta. Não dava para fugir. A fogueira era minha. Naquele dezembro horrível, a situação era tão calamitosa que minha única consolação era pensar que, se existisse inferno, eu já estava nele. Na saída do hotel, o segurança do ônibus, distraído, deixou entrar o torcedor Metaleiro, um dos diretores da Gaviões da Fiel. Ele se escondeu no banheiro do ônibus e, quando todo mundo entrou, saiu de lá xingando todo mundo. Mas não teve briga, nem violência, a gente parou e ele saiu do ônibus. Era só o começo. Quando chegamos no aeroporto, estranhamente estava tudo calmo. Mas, conforme o previsto, na manhã seguinte, assim que pisei no Parque São Jorge, às 8h30, encontrei o caos. Uns 200 torcedores, os mesmos que tinham ido pra Porto Alegre de ônibus, se concentraram em frente às portas de acesso, ameaçando invadir. O pessoal da segurança me instruiu que eu não parasse ali. Mas não consegui ficar indiferente vendo aquela confusão. Fui tentar dialogar, acalmar – e até transformar aquela roda de ânimos exaltados em um ato de descarrego coletivo de energias negativas. Tentar curar as dores da queda para pôr fim à fase baixo-astral. O clima não podia estar mais tenso. Teve um torcedor que me deu cusparada na cara. Na hora foi difícil encarar esse tipo de reação e manter a frieza. Escutei muita coisa; era meu papel ficar ali como para raio daquela raiva toda. E, afinal, pacificamos o ambiente no Parque. Depois da raiva pela morte, veio a resignação no velório. Tirando esse lance da cusparada e das cobranças mais pesadas, não teve violência nem comigo nem com jogador. Mas foi difícil escutar tudo aquilo. Ainda mais porque eu tinha tanta raiva e tristeza quanto qualquer torcedor. Porque antes de mais nada eu sou um torcedor, eu sei o que a torcida pensa e sente. Naqueles dias, eu tive aulas e mais aulas de humildade e de contenção do meu jeito explosivo. Em cima de mim, tiroteio de todo lado, sem trégua. Da torcida, dos rivais, da imprensa, do próprio clube – e, acima de todos, de mim mesmo. Numa das muitas entrevistas que dei naqueles dias terríveis, cansado de tanta gozação, soltei, com raiva: – Quer gozar, goza! Com a gente, não tem tempo ruim. Agora, podem escrever: quem riu do Corinthians, tudo bem, mas é melhor se despedir. A partir de hoje, ninguém nunca mais vai gozar do Timão. Começaria aí, nessa lama, nesse zero absoluto, e nessa declaração que muitos chamaram de fanfarronada, o meu capítulo na história gloriosa no Corinthians. Se bem que a história de verdade começa mais de meio século antes. Do outro lado do Atlântico...