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O Olho do Mundo - Col. A Roda do Tempo - Livro 1 (Cód: 5272980)

Jordan, Robert

Intrinseca

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O Olho do Mundo - Col. A Roda do Tempo - Livro 1

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Descrição

Um dia houve uma guerra tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e, de novo, tudo se fragmentará.

Nesse cenário em que trevas e redenção são igualmente temidas, vive Rand al’Thor, um jovem de uma vila pacata na região dos Dois Rios. É a época dos festejos de final de inverno — o mais rigoroso das últimas décadas —, e mesmo na agitação que antecipa o festival, chama a atenção a chegada de uma misteriosa forasteira.

Quando a vila é invadida por bestas que para a maioria dos homens pertenciam apenas ao universo das lendas, a mulher não só ajuda Rand e seus amigos a escapar dali, como os conduz àquela que será a maior de todas as jornadas. A desconhecida é uma Aes Sedai, artífice do poder que move a Roda do Tempo, e acredita que Rand seja o profético Dragão Renascido — aquele que poderá salvar ou destruir o mundo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580573619
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580573619
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Fábio Fernandes
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Peso 0.92 Kg
Largura 16.00 cm
AutorJordan, Robert

Leia um trecho

Capítulo 1

Uma Estrada Deserta
A Roda do Tempo gira, e Eras vêm e vão, deixando memórias que se transfor- mam em lendas. As lendas desvanecem em mitos, e até o mito já está há muito esquecido quando a Era que o viu nascer retorna. Em uma Era, chamada por alguns de a Terceira Era, uma Era ainda por vir, uma Era há muito passada, um vento se ergueu nas Montanhas da Névoa. O vento não era o início. O girar da Roda do Tempo não tem inícios nem fins. Mas era um início. Nascido abaixo dos picos eternamente cobertos por nuvens que davam à montanha seu nome, o vento soprava para leste, atravessando as Colinas de Areia, outrora as margens de um grande oceano, antes da Ruptura do Mundo. Ele desceu e fustigou os Dois Rios, penetrando na mata densa chamada de Floresta do Oeste, e flagelou dois homens que seguiam com uma carroça e um cavalo por uma via estreita e pedregosa chamada de Estrada da Pedreira. Ainda que a primavera devesse ter chegado um bom mês antes, o vento trazia consigo um arrepio gelado, como se preferisse trazer a neve. Rajadas colavam o manto de Rand al’Thor às suas costas, chicoteavam a lã cor de terra ao redor de suas pernas e depois a faziam tremular atrás dele. Rand desejou que seu casaco fosse mais pesado ou que tivesse vestido uma camisa extra. Metade das vezes em que tentava puxar o manto, trazendo-o de volta à frente do corpo, ele se prendia na aljava que balançava em seus quadris. Tentar segurar o manto com uma das mãos não ajudava muito; na outra mão ele segu- rava o arco, a flecha encaixada, pronta para disparar. Quando uma rajada particularmente forte arrancou o manto de sua mão, ele olhou de relance para o pai por cima do dorso da égua marrom peluda. Sentia-se um tanto tolo por querer se assegurar de que Tam ainda estava ali, mas era um daqueles dias. O vento uivava, mas, tirando isso, o silêncio na terra era pesado. Comparado a ele, o suave rangido do eixo da carroça soava alto. Nenhum pássaro cantava na floresta, nenhum esquilo se agitava nos galhos das árvores. Não que ele esperasse ouvi-los, de fato; não naquela primavera. Somente as árvores que não perdiam suas folhas ou agulhas durante o inverno tinham algum vestígio de verde. Restos dos espinheiros do ano anterior espalha- vam teias marrons sobre as pedras embaixo das copas. As urtigas eram maioria entre as poucas ervas; o resto era do tipo que tinha carrapichos afiados, espinhos ou trombeteiras, que deixavam um cheiro rançoso na bota descuidada que as es- magasse. Trechos brancos e dispersos de neve ainda pontilhavam o chão onde as árvores se adensavam e conservavam uma sombra mais sólida. O sol fraco pairava acima da vegetação a leste, mas sua luz era fria e apagada, como se misturada à sombra. Era uma manhã estranha, própria para se ter pensamentos desagradáveis. Sem pensar, ele tocou a rabeira da flecha; estava pronta para ser puxada até seu rosto em um único e suave movimento, do jeito que Tam lhe ensinara. O inverno havia sido bastante ruim nas fazendas, o pior de que até mesmo as pessoas mais velhas se lembravam, mas devia ter sido ainda mais duro nas monta- nhas, se o número de lobos levados a descer para os Dois Rios servia de indica- tivo. Eles atacavam os redis de ovelhas e invadiam os celeiros atrás do gado e dos cavalos. Os ursos também haviam atacado ovelhas, mesmo onde um urso não era visto havia anos. Já não era seguro andar por aí após o anoitecer. Homens se tornavam presas com a mesma frequência das ovelhas, e nem sempre era preci- so que o sol se tivesse posto. Tam caminhava a passo firme do outro lado de Bela, usando a lança como cajado, ignorando o vento que fazia seu manto marrom drapejar como um estandarte. De vez em quando tocava levemente o flanco da égua, para lembrá-la de seguir em frente. Com o peito forte e o rosto largo, ele era um pilar de rea- lidade naquela manhã, como uma pedra no meio de um sonho flutuante. A face marcada pelo sol podia ter suas rugas, e os cabelos, apenas uns poucos fios pre- tos, mas havia nele uma solidez, como se uma enchente pudesse passar por ele sem tirar seus pés do lugar. Agora seguia pela estrada, impassível. Lobos e ursos não eram um problema, dizia sua postura, criaturas a que qualquer pastor de ovelhas devia estar atento, mas era melhor que não tentassem impedir Tam al’Thor de chegar a Campo de Emond. Começando a se sentir culpado, Rand voltou a vigiar seu lado da estrada, a atitude simples e direta de Tam fazendo-o lembrar-se de sua tarefa. Ele era uma cabe-ça mais alto que o pai, mais alto que qualquer pessoa no distrito, e tinha pouco de Tam fisicamente, exceto talvez os ombros largos. Os olhos cinzentos e o tom avermelhado dos cabelos vinham da mãe, assim dizia Tam. Era estran geira, e, além de um rosto sorridente, Rand pouco se recordava dela embora pusesse flores em seu túmulo todos os anos, no Bel Tine, na primavera, e aos domingos, no verão. Dois barris pequenos do conhaque de maçã de Tam seguiam na carroça sacolejante e oito barris maiores de sidra, levemente forte depois de fermentar ao longo do inverno. Tam entregava a mesma carga todos os anos à Estalagem Fonte de Vinho, para uso durante o Bel Tine, e afirmara que seria preciso mais do que lobos ou um vento frio para impedi-lo nessa primavera. Mesmo assim, eles haviam passado semanas sem ir à aldeia. Nem Tam viajava muito naqueles dias. Mas dera a palavra a respeito do conhaque e da sidra, apesar de ter esperado até a véspera do Festival para fazer a entrega. Manter a palavra era algo importante para Tam. Rand estava simplesmente contente por sair da fazenda, quase tão contente quanto pela chegada do Bel Tine. Enquanto Rand vigiava seu lado da estrada, crescia nele a sensação de estar sendo observado. Durante algum tempo tentou ignorá-la. Nada se movia nem fazia qualquer ruído entre as árvores, a não ser o vento. Mas a sensação não ape- nas persistiu; ela aumentou. Os pelos dos braços se arrepiaram; a pele formigou, como se coçasse por dentro. Irritado, ele mudou o arco de posição para coçar os braços e disse a si mesmo que não deixasse se levar por fantasias. Não havia nada na floresta no seu lado da estrada, e Tam teria avisado se houvesse alguma coisa do outro. Ele olhou por cima do ombro… e piscou. A menos de vinte braças atrás deles na estrada uma figura a cavalo, coberta por um manto, os seguia, cavalo e cavaleiro negros, es- curos e sombrios. Foi mais o hábito do que qualquer outra coisa que o fez caminhar de costas ao lado da carroça enquanto olhava. O manto do cavaleiro o cobria até a ponta das botas, o capuz bem puxado à frente de modo a não mostrar nenhuma parte do rosto. Rand pensou vagamente que havia algo de estranho no cavaleiro, mas era a abertura ensombreada do capuz que o fascinava. Ele só conseguia ver traços vagos de um rosto, mas tinha a sensação de que estava olhando bem nos olhos do cavaleiro. E não conseguia desviar o olhar. Sentiu o estômago embrulhar. Só podia ver sombras sob o capuz, mas sentia um ódio tão agudo quanto se pudesse ver um rosto enfurecido, um ódio por todas as coisas vivas. Ódio por ele principalmente, por ele acima de todas as coisas.