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O Palácio da Meia-noite (Cód: 4895682)

Zafón, Carlos Ruiz; Zafon, Carlos Ruiz

Suma De Letras

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Descrição

Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos.

Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história.
Uma idosa lhes fala do passado: um terrível acidente numa estação ferroviária, um pássaro de fogo e a maldição que ameaça destruí-los. Os meninos acabam chegando até as ruínas da velha estação ferroviária de Jheeter’s Gate, onde enfrentam o temível pássaro.

Cada um deles será marcado pela maior aventura de sua vida. Publicado originalmente em 1994, O Palácio da Meia-Noite – segundo romance do fenômeno espanhol Carlos Ruiz Zafón – traz uma narrativa repleta de fantasia e mistério sobre coragem e amizade.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Suma De Letras
Cód. Barras 9788581051598
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788581051598
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Eliana Aguiar
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 272
Peso 0.35 Kg
Largura 14.00 cm
AutorZafón, Carlos Ruiz; Zafon, Carlos Ruiz

Leia um trecho

O RETORNO DA ESCURIDÃO

Pouco depois da meia-noite, uma barca emergiu da neblina noturna que flutuava sobre a superfície do rio Hooghly como o cheiro fétido de uma maldição. Na proa, sob a fraca claridade projetada por um lampião agonizante pendurado no mastro, dava para adivinhar a figura de um homem enrolado numa capa remando com esforço para a margem distante. Mais adiante, a oeste, o perfil do Fort William, no meio do Maidán, erguia-se sob um manto de nuvens de cinzas à luz de um infinito sudário de faróis e fogueiras que se estendia até onde a vista alcançava. Calcutá. O homem parou alguns segundos para recuperar o fôlego e contemplar a silhueta da estação de Jheeter’s Gate, que se perdia inexoravelmente na escuridão que cobria a outra margem do rio. Quanto mais o barco mergulhava no breu, mais a estação de aço e vidro se confundia com os outros edifícios, também ancorados em esplendores esquecidos. Seus olhos vagaram por aquela selva de mausoléus de mármore escurecido por décadas de abandono e por suas paredes nuas, cuja pele ocre, azul e dourada tinha sido arrancada pela fúria dos ventos de monção, que apagaram tudo como se fossem aquarelas desbotando na água de um tanque. Apenas a certeza de que só lhe restavam algumas horas de vida, talvez alguns minutos, permitia que seguisse em frente, abandonando nas entranhas daquele lugar maldito a mulher a quem havia jurado proteger com sua própria vida. Naquela noite, enquanto o tenente Peake fazia sua última viagem a Calcutá a bordo daquela velha barca, cada segundo de sua vida se apagava sob a chuva que tinha chegado protegida pela madrugada. Enquanto lutava para arrastar a embarcação até a margem, Peake podia ouvir o choro das crianças escondidas no interior do porão. O tenente olhou para trás e verificou que as luzes da outra barca piscavam a uma centena de metros atrás dele, ganhando terreno. Podia imaginar o sorriso de seu perseguidor, saboreando a caçada, implacável. Ignorou as lágrimas de fome e frio das crianças e empregou todas as forças que lhe restavam para levar a barca até a margem do rio que morria na entrada do labirinto insondável e fantasmagórico das ruas de Calcutá. Duzentos anos foram suficientes para transformar a densa selva que crescia ao redor do Kaligath numa cidade onde Deus jamais se atreveu a entrar. Em poucos minutos, a tempestade despencou sobre a cidade com a cólera de um espírito destruidor. De meados de abril até meados do mês de junho, a cidade era consumida pelas garras do chamado verão indiano. Durante esses dias, a cidade suportava temperaturas de quarenta graus e um nível de umidade do ar que chegava quase à saturação. Mas de repente, sob o influxo de violentas tempestades elétricas que transformavam o céu num lençol de pólvora, os termômetros podiam descer até trinta graus em questão de segundos. O manto torrencial da chuva impedia a visão dos raquíticos cais de madeira podre que balançavam sobre o rio. Peake não diminuiu seus esforços até sentir o impacto do casco contra a madeira do cais de pescadores e só então enfiou a vara no fundo lamacento e se apressou a pegar as crianças, que jaziam enroladas numa manta. Quando pegou os bebês no colo, o choro deles cortou a noite como o rastro de sangue que guia o predador até sua presa. Peake apertou-os contra o peito e saltou em terra. Através da espessa cortina de água que caía com fúria, dava para ver a outra barca aproximando-se lentamente da margem como uma nave funerária. Sentindo um arrepio de pânico, Peake correu pelas ruas que bordejavam o Maidán na direção sul e desapareceu nas sombras daquela parte da cidade que seus habitantes privilegiados, europeus e britânicos em sua maioria, chamavam de cidade branca. Sua única esperança era salvar a vida dos bebês, mas ainda estava longe do coração da Zona Norte de Calcutá, onde ficava a casa de Aryami Bosé: no momento, a velha senhora era a única que podia ajudá-lo. Peake parou um instante e examinou a imensidão tenebrosa do Maidán em busca do brilho distante dos pequenos faróis que desenhavam um pisca-pisca de estrelas no norte da cidade. Suas ruas escuras e mascaradas pelo véu da tempestade seriam seu melhor esconderijo. O tenente apertou as crianças com força e se afastou novamente na direção leste, em busca do abrigo das sombras dos grandes edifícios palacianos do centro da cidade. Alguns instantes depois, a barca negra que o perseguia parou junto ao cais. Três homens saltaram em terra e amarraram a embarcação. A comporta da cabine abriu lentamente e uma silhueta escura, enrolada num manto negro, percorreu a passarela que os homens tinham instalado e começou a descer, ignorando a chuva. Uma vez no cais, estendeu a mão coberta por uma luva negra e, indicando o ponto onde Peake tinha desaparecido, esboçou um sorriso que nenhum de seus homens pôde ver sob o temporal.

Avaliações

Avaliação geral: 4.8

Você está revisando: O Palácio da Meia-noite

Alessandra P recomendou este produto.
05/10/2016

Viciante

O livro é viciante e com um escrita bem descritiva você se prende do início ao fim.
Nele você encontra vários sentimentos ao mesmo tempo, mas a união e o amor ao próximo acho que foram os sentimentos que mais mexeram comigo.
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Felipe recomendou este produto.
30/03/2016

Prende o leitor e o final surprendente

Li em 3 dias não largava
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Aline recomendou este produto.
04/06/2014

Muito bom!

Como é comum em seus livros, essa é mais uma história de suspense e mistério envolvendo um grupo de amigos, que prende o leitor até o fim e te faz ansiar pelo que vem a seguir. Gostei bastante e recomendo, bem como todos os demais do autor, principalmente, Marina.
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JordanaValadares recomendou este produto.
04/12/2013

Não tem melhor..

Li o livro não faz muito tempo, mas já toh pensando em ler outra vez. É um livro muito interessante, e completo. 
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Gabriel recomendou este produto.
04/10/2013

Muito bom.

Li o livro a pouco tempo, mas amei, assim como "A sombra do vento";"O prisioneiro do céu";"O jogo do anjo" e "Marina", não deixa a desejar, pena que é pequeno.
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