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O Príncipe Das Sombras - Série Noites Em Florença (Cód: 8620363)

Reynard, Sylvain

Arqueiro

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Descrição

Um conjunto muito valioso de ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia, de Dante Alighieri, é exposto na Galleria degli Uffizi, em Florença. O dono das peças é o famoso professor de literatura Gabriel Emerson.
Quando se deixou persuadir por sua amada esposa, Julianne, concordando em dividir com o mundo a beleza daquelas obras de arte, Gabriel jamais poderia imaginar que estaria atraindo para si um poderoso inimigo.
Mais de um século antes, aquelas mesmas ilustrações foram roubadas de seu verdadeiro dono, o Príncipe de Florença, uma criatura sobrenatural e misteriosa que governa o submundo da cidade e há muito não sabe o que é o amor.
Agora um dos seres mais perigosos da Itália está disposto a recuperar o que lhe pertence e se vingar de Gabriel e Julianne. Mas logo seus planos são frustrados. Um atentado o obriga a deixar os Emersons de lado, afinal ele precisa resolver assuntos muito mais importantes. Tanto seu principado quanto sua própria vida parecem estar em risco.
Passado na cidade mais artística da Itália, ”O Príncipe das Sombras” é uma incrível introdução à nova série de Sylvain Reynard, Noites em Florença, e vai deixar os leitores com gostinho de quero mais.

Características

Peso 0.13 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
I.S.B.N. 9788580413649
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 128
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Fernanda Abreu
Cód. Barras 9788580413649
Número da edição 1
Ano da edição 2015
AutorReynard, Sylvain

Leia um trecho

Prólogo Junho de 1870 Florença, Itália Uma silhueta solitária espreitava nas sombras em frente à villa do Príncipe, de onde se descortinava Florença. Das janelas da casa, até mesmo à noite, tinha-se uma vista esplendorosa dos contornos da cidade. Não que a silhueta conseguisse admirar essa perspectiva. O Príncipe usava uma estranha magia para repelir outros de sua espécie, ou pelo menos assim verificou a silhueta. A meio quarteirão da villa, que mais parecia uma fortaleza, ele passou a se sentir mareado e esquisito, e seus músculos começaram a tremer. Não era de espantar que o Príncipe governasse a cidade havia tanto tempo. Ninguém conseguia sequer pisar dentro de seus portões, quanto mais desafiá-lo fisicamente. Naquela noite, porém, o Príncipe seria desafiado. E alguns de seus bens mais preciosos seriam levados. Ao longe, uma chave arranhou uma fechadura e um pesado portão de ferro se abriu. As costas da silhueta se retesaram e seus sentidos se puseram em alerta. Um homem de meia-idade começou a andar na sua direção agarrado a uma bolsa de couro. A silhueta deixou a proteção das sombras e caminhou até o homem de maneira rápida e silenciosa. – Gianni? – chamou. Gianni apressou o passo. – Mestre – murmurou, em italiano. Então fez uma mesura reverente. O Mestre pegou a bolsa e a abriu. Suas mãos pálidas vasculharam, aflitas, a pilha de ilustrações de valor inestimável enquanto ele contava entre os dentes. Então ergueu os olhos e fitou Gianni. – Estão todas aqui? – Sim, Mestre. Cem ao todo. – Gianni tinha os olhos arregalados e não piscava; era como se estivesse em transe. (E estava mesmo.) – Alguém viu você? – Não, Mestre. Os criados já dormiram e o Príncipe não está. – Excelente. – Ele segurou Gianni pelo ombro e o forçou a encará-lo. – Você vai voltar para a villa e se recolher ao seu quarto. Daqui a uma hora, vai acordar e não vai se lembrar de nada do que aconteceu entre nós. – Sim, Mestre. – Vá. Tome cuidado para que ninguém o veja. Gianni fez uma nova mesura e voltou para a fortaleza. O Mestre o observou fechar e trancar o portão, depois adentrar a impressionante construção por uma das portas laterais. Murmurou uma maldição renascentista e cuspiu no chão. O Principado de Florença deveria ser seu. Durante anos, ele se mantivera distante, observando, à espera do dia em que poderia assumir o controle da cidade. Minha cidade. Naquela noite, sua paciência parecia ter sido recompensada. Ele havia desferido um golpe contra a confiança do Príncipe na segurança de sua própria fortaleza e roubado seus bens mais preciosos. Com certeza podia esperar mais um pouco antes de revelar seus segredos para poder destruí-lo. Seus olhos recaíram sobre uma das ilustrações, um desenho a bico de pena de Dante e Beatriz; então fechou a bolsa e começou a correr. Em um segundo, pulou da Piazzale para a rua mais abaixo e desapareceu na noite. Capítulo 1 Agosto de 2011 Florença, Itália No térreo da Galleria degli Uffizi, o Príncipe de Florença considerava a ideia de cometer assassinato. Uma multidão formada pela elite humana da cidade se agitava à sua volta, homens de smoking e mulheres de vestido longo, enquanto o insuportável professor Gabriel Emerson fazia a estrutura renascentista vibrar com suas palavras insípidas. O Príncipe já havia matado antes. Era criterioso na escolha de suas vítimas, e apenas em raras ocasiões tirar a vida de alguém lhe dava prazer. Aquela seria uma dessas oportunidades. Ele tinha o passo leve e era muito astuto; sua força sobrenatural era intensificada pela inteligência. Sem dúvida conseguiria alcançar o professor americano e quebrar seu pescoço antes de alguém perceber algo de errado. O Príncipe se imaginou correndo pelo recinto, executando o professor e fugindo por uma janela antes que qualquer um dos cem convidados parasse de bebericar seu espumante. Era fácil enganar os humanos. Eles na certa atribuiriam a morte do professor a um ataque súbito e espontâneo, sem ter a menor ideia do que estava ali entre eles. O pensamento sedutor fez o corpo do Príncipe se tensionar, e os músculos de seus antebraços se contraíram sob as mangas do terno preto caro. Uma morte rápida não era adequada à magnitude do crime do professor que, além de danos ao seu patrimônio, incluía insultos consideráveis. O Príncipe se orgulhava do compromisso que tinha com a justiça (de acordo com sua própria definição), de modo que descartava a possibilidade de uma execução rápida. O professor tinha que sofrer, e isso significava que sua linda esposa também sofreria. Em pé junto ao marido, ela usava um vestido vermelho, e a cor da roupa assemelhava-se a uma bandeira escarlate diante de um touro. Com certeza havia chamado a sua atenção. O Príncipe a encarou com intensidade, absorvendo cada detalhe de seu corpo. Como se houvesse sentido os olhos dele sobre si, a mulher o encarou. E desviou o rosto depressa. A Sra. Julianne Emerson era mais nova que o marido, mignon e, na opinião do Príncipe, magra demais. Os olhos, que todos diziam ser muito bonitos, eram grandes e escuros. O rosto o fazia pensar em pinturas renascentistas, com pescoço e bochechas elegantes. O Príncipe se permitiu admirar a mulher do professor enquanto aquele tolo seguia falando sem parar, em italiano, sobre como ela o convencera a compartilhar suas cópias das ilustrações originais de Botticelli. Os comentários ignorantes só fizeram atiçar as chamas de sua ira. Aquelas ilustrações eram suas, não do professor, e eram originais, feitas por Sandro Botticelli em pessoa. Estava claro que, além de ladrão, o professor era também um filisteu incapaz de saber a diferença entre um original e uma cópia. O Príncipe começou a imaginar novos e complexos métodos de tortura, aliados a um curso básico de história da arte, ao mesmo tempo em que ignorava os fartos elogios do professor ao trabalho filantrópico da mulher com órfãos e sem-teto. Como era grande o número de humanos que torcia para que seus atos compensassem seus pecados e os salvassem! O Príncipe sabia muito bem como boas ações eram fúteis. O casal Emerson fazia tráfico de bens roubados. Eles haviam furtado obras de arte que o Príncipe passara mais de um século tentando reaver. Além disso, tinham sido temerários o suficiente para entrar na cidade do Príncipe, oferecer suas ilustrações à Galleria degli Uffizi (alegando serem cópias) e depois se transformar em atração. Era como se houvessem conseguido encontrar o modo mais minucioso e rebuscado de incitar sua ira. Agora suas vidas estavam condenadas. O Príncipe continuou com o olhar fixo na direção da Sra. Emerson, mas seus olhos cinzentos nada viam. Então algo chamou sua atenção. Sem qualquer motivo aparente, a jovem enrubesceu e olhou para o marido com uma ex-o para ele com o doce rubor da juventude e um coração cheio de desejo. A antiga lembrança se agitou dentro dele feito uma cobra. – Meu convite a vocês esta noite é que se deliciem com a beleza das ilustrações da Divina Comédia de Dante, e depois, se quiserem, celebrem a beleza, a caridade e a compaixão na cidade que Dante amava, Florença. Obrigado. – O professor se inclinou ao concluir sua fala. Foi até a mulher e a abraçou sob um forte aplauso. O Príncipe não aplaudiu. Na verdade, fez uma careta e murmurou um impropério a respeito de Dante. Parecia sozinho em seu desprezo, o único membro da elite florentina ali presente a não bater palmas. Com certeza era o único do recinto a ter de fato conversado pessoalmente com Dante e dito ao poeta que ele era um idiota. A lembrança não lhe causava prazer algum. Desgostava de Dante na época tanto quanto agora, e detestava o mundo construído por ele em sua magnum opus. (O Príncipe não ligava para a incompatibilidade entre seu amor pelas ilustrações de Botticelli e seu ódio pelo texto que elas ilustravam.) Ajeitou as abotoaduras da camisa social preta, que exibia o símbolo de Florença. Iria seguir os Emersons e, quando nenhuma testemunha estivesse olhando, atacaria. Só precisava ter paciência. Era uma virtude que ele possuía de sobra. Enquanto os convidados socializavam, o Príncipe se manteve afastado, evitando conversar e recusando as comidas e bebidas que lhe foram oferecidas. Os humanos em geral reagiam de duas formas a ele. Ou sentiam que era perigoso e passavam ao largo, ou o encaravam, às vezes se aproximando dele antes mesmo de perceberem estar andando na sua direção. O Príncipe era bonito. Podia-se dizer até que era lindo: cabelos louros, olhos cinzentos, uma aparência jovem. Embora mal chegasse a 1,80 metro, era esbelto e musculoso por baixo do terno preto. Sua postura e seus movimentos eram fortes e decididos em função do poder que irradiava. Era o predador, não a presa, portanto tinha pouco a temer. Naquele ambiente, por exemplo, não tinha nada a recear exceto a exposição. Deu um breve meneio de cabeça para o dottoreVitali, diretor da galeria, mas evitou abordá-lo. Na verdade, a raiva do Príncipe incluía o diretor, pois ele também havia traficado bens roubados. O Príncipe de Florença não mantivera seu domínio sobre a cidade praticando a misericórdia. Em seu principado, a justiça era rápida e atingia a todo e qualquer malfeitor. Quando chegasse a sua hora, o dottoreVitali seria punido. O Príncipe foi até as portas da sala de exposição e reparou que o interior havia sido pintado com um azul vivo, de modo que as ilustrações a bico de pena da Divina Comédia de Dante tivessem mais destaque. Ficou aliviado ao constatar que suas preciosas obras de arte tinham sido enquadradas em vitrines, o que as manteria protegidas. Examinou a sala de uma parede a outra e do chão ao teto, reparando em todas e quaisquer medidas de segurança. Executar os Emersons era apenas parte de seu plano. Mas ele também teria que reaver as ilustrações. Observou o professor e sua mulher se postarem diante de um dos mais belos exemplos do trabalho de Botticelli: uma imagem de Dante e Beatriz na esfera de Mercúrio. Beatriz traja vestes esvoaçantes e aponta para cima, e Dante acompanha o gesto com os olhos. Com passos decididos, o Príncipe se aproximou. Os olhos da Sra. Emerson cruzaram com os seus e, por um instante, o Príncipe brincou com a ideia de exercer um controle mental sobre ela. Quando chegou a uma distância da qual podia tocar a vitrine, os Emersons se afastaram para o lado, cedendo-lhe passagem. De maneira inexplicável, o professor posicionou a mulher atrás de si, impedindo que o Príncipe a visse. Os dois homens se encararam. O Príncipe teve de se conter para não sorrir. O professor não fazia ideia da extensão do poder de seu adversário. Nem de sua raiva. – Boa noite – disse o Príncipe em inglês, curvando-se para um cumprimento formal. – Boa noite – respondeu Gabriel, seco, deslizando a palma pelo pulso da mulher para segurar sua mão. O Príncipe observou a trajetória da mão do professor e se permitiu um pequeno sorriso. – Uma noite e tanto. – Fez um gesto magnânimo para indicar o lugar em que estavam. – De fato – concordou Gabriel, segurando a mão de Julia com uma força excessiva. – É muita generosidade compartilhar as suas ilustrações – disse o Príncipe com ironia. – Que sorte a sua tê-las adquirido em segredo, e não no mercado aberto. Enquanto aguardava a reação do professor, ele inspirou discretamente com o objetivo de analisar os odores do casal. O do professor não tinha nada que fosse digno de nota. A partir dele, o Príncipe adivinhou que o sujeito era saudável e um tanto arrogante, e que as virtudes em sua vida ainda não estavam totalmente formadas. Era evidente que tinha uma veia protetora. Tanto o travo de seu sangue quanto sua linguagem corporal indicavam que daria a vida pela jovem em pé ao seu lado. A ideia por si só já era provocante. Depois de ler o caráter do professor no odor de seu corpo e sangue, o Príncipe voltou sua atenção para a caridosa Sra. Emerson. No início, sentiu cheiro de virtude, compaixão e generosidade. Achou o perfume de sua bondade surpreendente e muito agradável. Como num reflexo, seus olhos se moveram para o desenho de Beatriz ali perto. – Sim, eu me considero um sujeito de sorte. Aproveite a noite. – Com um rígido meneio de cabeça, Gabriel se afastou, ainda segurando a mão da mulher. O Príncipe continuou onde estava, fechou os olhos e tornou a inspirar fundo. Conforme a Sra. Emerson se afastava, algo desagradável e decididamente ruim fez cócegas em suas narinas. O Príncipe abriu os olhos ao compreender com um susto que a Sra. Emerson estava doente. Sua bondade e caridade quase conseguiam esconder o desagradável aroma subjacente, mas ele estava presente, à espreita lá no fundo, qual uma serpente. O Príncipe e os de sua espécie tinham um dom para detectar os diversos defeitos e as doenças dos seres humanos. Talvez fosse um talento inato ou consequência de uma adaptação. Fosse qual fosse o motivo, no entanto, essa capacidade permitia à sua espécie escolher entre as fontes de alimento desejáveis e as intragáveis. Graças a essa habilidade, conseguiu determinar que havia deficiência de ferro no sangue da Sra. Emerson. Quanto a isso não restava dúvida. Mas havia algo de seriamente errado com ela, um cheiro que ele nunca havia sentido antes e que a tornava repugnante. As virtudes, porém, eram verdadeiras. O Príncipe se espantou ao descobrir que ela não era a esposa mimada da alta sociedade que ele imaginara. Seus olhos acompanharam os Emersons até a outra ponta da sala, onde eles se aproximaram e começaram a sussurrar furiosamente entre si. Com um último olhar conflituoso para o belo rosto da Sra. Emerson, o Príncipe deu meia-volta e se afastou.