Artboard 33 Artboard 16 Artboard 18 Artboard 15 Artboard 21 Artboard 1 Artboard 2 Artboard 5 Artboard 45 Artboard 45 Artboard 22 Artboard 9 Artboard 23 Artboard 17? Artboard 28 Artboard 43 Artboard 49 Artboard 47 Artboard 38 Artboard 32 Artboard 8 Artboard 22 Artboard 5 Artboard 25 Artboard 1 Artboard 42 Artboard 11 Artboard 41 Artboard 13 Artboard 23 Artboard 10 Artboard 4 Artboard 9 Artboard 20 Artboard 6 Artboard 11 Artboard 7 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 12 Artboard 25 Artboard 34 Artboard 39 Artboard 24 Artboard 13 Artboard 19 Artboard 7 Artboard 24 Artboard 31 Artboard 4 Artboard 14 Artboard 27 Artboard 30 Artboard 36 Artboard 44 Artboard 12 Artboard 17 Artboard 17 Artboard 6 Artboard 27 Artboard 19 Artboard 30 Artboard 29 Artboard 29 Artboard 26 Artboard 18 Artboard 2 Artboard 20 Artboard 35 Artboard 15 Artboard 14 Artboard 48 Artboard 50 Artboard 26 Artboard 16 Artboard 40 Artboard 21 Artboard 29 Artboard 10 Artboard 37 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 46 Artboard 8

O Sequestro do Barroco Na Formação da Literatura Brasileira: o Caso Gregorio de Matos (Cód: 3426950)

Campos, Haroldo de

Iluminuras

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 42,00
Cartão Saraiva R$ 39,90 (-5%) em até 1x no cartão ou em até 2x de R$ 21,00 sem juros

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 1x sem juros de R$ 0,00


O Sequestro do Barroco Na Formação da Literatura Brasileira: o Caso Gregorio de Matos

R$42,00

Quer comprar em uma loja física? Veja a disponibilidade deste produto

Entregas internacionais: Consulte prazos e valores de entrega para regiões fora do Brasil na página do Carrinho.

ou receba na loja com frete grátis

X
Formas de envio Custo Entrega estimada

* Válido para compras efetuadas em dias úteis até às 15:00, horário de Brasília, com cartão de crédito e aprovadas na primeira tentativa.

X Consulte as lojas participantes

Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

Ligada ao prestígio da História no quadro das humanidades, principalmente brasileiras, a ideia de que apresentar um autor, ou uma obra, ou toda uma literatura, é explicitar-lhe a circunstância nada tem de inocente. Convive com um deslizar da interpretação do fato para o próprio fato e dispensa o observador, ele mesmo histórico, de assumir sua narrativa como narrativa.
Tomemos um exemplo. Nossos românticos cantaram o país, sua natureza, seus primeiros homens, a palmeira e o sabiá, tal como os viram, desde seu ideal estético. Buscando alcançar, assim, a essência do espírito nacional, e escrevendo para um público nascente, consumidor de ideias e de folhetins, difundiram junto a ele este seu imaginário. Então, deu-se por estabelecido que aí começava o país, e que pensar a literatura era pensar a nação, e vice-versa. De deslizar em deslizar, a equação tornou-se prestigiosa nos altos foros acadêmicos, e ao intelectual brasileiro passou a apresentar-se como iniludível a questão da formação, a ser posta nesses mesmos termos.
É disso que trata O sequestro do barroco na Formação da literatura brasileira: o caso Gregório de Matos: das origens estabilizadas, de seu corolário simétrico, os fins acabados, e daquilo que desse enredo se exclui, o que vem antes do começo. São dois movimentos lógicos, um genealógico, o outro teleológico, e um terceiro movimento de subtilização freudiana da infância pátria e do que não lhe seria próprio, o barroco literário. Incômoda para ouvidos delicados, a palavra “sequestro” inspirada em Mário de Andrade, que a tomava como sinônimo de “recalque”, apenas quer recobrir este último apontamento. Ela nada tem, assim, de verdadeiramente belicosa. Faz parte do repto que Haroldo de Campos lança à tese e não à pessoa de Antonio Candido, cuja obra princeps seu título cita. Nem tampouco é descortês a palavra “caso”, com a qual ele não quis criar um caso, mas simplesmente apresentar um estudo de caso.
Outra maneira de resumir esta pièce à scandale, sobre a qual vimos mantendo um certo silêncio constrangido, há mais de vinte anos, é assinalar a outra interpretação possível dos fatos, aqui encaminhada. A saber: a História não é assim tão sem fratura, nem os começos históricos, tão decretáveis, o que permite atrasar o advento oficial do país e armar outro cânone da literatura brasileira, reintegrando o período colonial. Com a vantagem de se poder fazer entrar neste outro um poeta máximo da língua, aqui nascido e aqui falecido, ligado a uma pequena nobreza luso-baiana de senhores de engenho, agudo observador de nossa “triste Bahia”, tão virtuosístico nos versos satíricos quanto na lírica amorosa: Gregório de Matos.
Mas não é só a possibilidade de apreciarmos o barroco literário, como apreciamos Aleijadinho sem culpa, que nos dá esta interpelação cortês da angústia sociológica que fecha as culturas sobre si. Mais à frente, o que estas reflexões também põem em dúvida é a suposição de que o artista periférico que se pretende de vanguarda parasita uma tradição forasteira, que não lhe pertence, sem nada lhe acrescentar. Pois do ângulo da pedagogia inculcada, é tão ilegítimo ser barroco na Bahia seiscentista quanto concretista em São Paulo, nos anos 1950. Na verdade, nesta sua vista das musas no trópico, Haroldo fala também de si.
Movimentando conceitos da filosofia da desconstrução como a “metafísica da presença”, para ele subjacente à ideia de nacionalidade conclusa, e a elegante teoria das funções da linguagem de Jakobson que deixa entender a poesia fora do pacto da comunicação social, estas são perspectivas que pretendem, declaradamente, dialogar com aquelas. Aliás, ao contrário do que quiseram sugerir os que mal compreenderam o “sequestro”, Haroldo sempre esteve fora das disputas verbais de nossa cordialidade crítica e é com a compostura do scholar que, aqui mesmo, insiste nisto: obra capital, a Formação da literatura brasileira é, por isso mesmo, merecedora “de discussão que lhe responda à instigação”. Acrescente-se que é justamente por não ser feito para desencadear nenhum processo de réplicas e tréplicas que o volume pertence à nossa maturidade crítica.
Tudo somado, parece possível dizer que esta reedição contribui para o aperfeiçoamento dos debates e nos convida ainda mais à urbanidade.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Iluminuras
Cód. Barras 9788573213386
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788573213386
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2011
Idioma Português
Número de Páginas 128
Peso 0.14 Kg
Largura 12.00 cm
AutorCampos, Haroldo de

Avaliações

Avaliação geral: 0

Você está revisando: O Sequestro do Barroco Na Formação da Literatura Brasileira: o Caso Gregorio de Matos