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O Sudário de Oviedo (Cód: 1974424)

Richards, David; Foglia,Leonard

Suma De Letras

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O Sudário de Oviedo

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Descrição

Miguel Álvarez, sacerdote encarregado de proteger as relíquias guardadas na Câmara Santa da catedral de Oviedo, aparece morto. Sua morte é atribuída a um ataque cardíaco, e as autoridades eclesiásticas não se dão conta de que a relíquia mais valiosa do templo - o tecido que cobriu o rosto de Cristo após sua crucificaxão - havia sido alterada.
Anos depois, Hannah Manning, uma jovem garçonete que decide ser mãe de aluguel, se submete com sucesso à fertilização in vitro e passa a gravidez na casa dos pais biológicos do bebê, Jolene e Marshal Whitfield, adeptos de uma estranha ceita que prega a segunda vinda de Cristo pelas mãos da ciência.
No rico e isolado subúrbio em que os Whitfield moram, Hannah não tem contato com ninguém, a não ser com o padre Jimmy, pároco da igreja local. Desconfiada em relação às intenções do casal, Hannah pede ajuda a Jimmy, que logo compreende que a jovem é vítima de um experimento aterrador.
'Sudário de Oviedo' é uma misteriosa trama que reúne suspense, tensão e fanatismo. Qual será o fim desta história?

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Suma De Letras
I.S.B.N. 9788560280100
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 272
Idioma Português
Cód. Barras 9788560280100
Ano da edição 2007
País de Origem Brasil
AutorRichards, David; Foglia,Leonard

Leia um trecho

C A P Í T U L O 1 (Há sete anos) COMO ERA FELIZ! Os últimos anos como padre foram passados na catedral, em meio aos entalhes dourados, os arcos altíssimos e a cantaria monumental que ao longo do tempo adquirira a aparência de veludo cinza. Esta beleza nunca deixou de emocioná-lo. Mas neste dia, todos os anos, dom Miguel Alvarez lembrava-se como, na verdade, era abençoado. Nesse dia a preciosa relíquia saía de seu santuário e era exibida para os fiéis. Por apenas um minuto, o arcebispo a levantava acima do altar para que a multidão que enchia a nave pudesse vê-la, maravilhada com sua proveniência e a reverenciasse em toda sua santidade. Em geral, durante os serviços, o prédio construído no século XIV ecoava com tosses, ruídos de pés e o movimento das pessoas ajoelhando-se e levantando-se. Porém, por um minuto, cada ano, o silêncio era total. Ao pensar nisso um arrepio percorria sua coluna. Após o final da missa, o arcebispo beijaria a moldura de prata da relíquia e a entregava a dom Miguel, que a levava para a segurança da sacristia. Vigiá-la na sacristia até a partida da congregação era tanto um dever quanto uma honra para o padre. Mas nada se comparava à honraria que o aguardava assim que a congregação partia, as espessas portas de carvalho da catedral fechavam-se e as luzes que banhavam o altar em um amarelo liquefeito extinguiam-se. Depois, dom Miguel levava a relíquia de volta ao seu santuário na Câmara Santa, o quarto sagrado, “um dos lugares mais sagrados de toda a cristandade”, como gostava de dizer aos visitantes. Algumas vezes, tomado de orgulho falava “o lugar mais sagrado”. Durante 40 anos, ele fez esse percurso com a mais venerável das relíquias. Poderia fazer isso de olhos fechados, de tão bem que conhecia a sensação dos ladrilhos da galeria sob seus pés. O cheiro da terra e o ar frio, vindos do solo, eram suficientes para alertá-lo que estava diante dos portões de ferro que protegiam o acesso à Câmara Santa. Ao vê-lo aproximar-se, um empregado parado do lado de fora dos portões destrancou o maciço cadeado, arremessou para trás o ferrolho e deixou dom Miguel entrar. Diante dele havia uma escada que virava à esquerda depois à esquerda de novo, antes de chegar à sala de destino. Milhões de peregrinos, sem mencionar reis e papas, haviam feito esse trajeto apenas para olhar o armário que continha o que ele agora segurava nas mãos. Dom Miguel estava com quase 80 anos e suas articulações doíam em razão da artrite. Mas jamais aqui. Nunca quando suas mãos tocavam a relíquia. Sentiu uma espécie de êxtase e teve a impressão de estar flutuando sobre os degraus gastos. Chegou a uma segunda grade através da qual se via os diversos baús e arcas que guardavam os muitos tesouros da catedral. O serviçal destrancou também este portão e depois desceu a escada para que o padre pudesse fazer suas preces sozinho. Como fizera tantas vezes no passado, dom Miguel colocou a relíquia na arca revestida de prata diante dele e ajoelhou-se para rezar. O último repositório da relíquia era o armário dourado contra a parede. No entanto, o padre sempre relutava antes de recolocá-la, de imediato, em seu lugar. Os momentos que passava sozinho com a mais sagrada das relíquias, contemplando sua promessa milagrosa, eram os mais sublimes da sua existência. Em frente da catedral, um vento morno soprava na praça ampla e sem árvores, e os últimos fiéis da congregação partiam para casa ou para o café favorito, conversando barulhentos. Porém a câmara sagrada, fria e pacífica, estava além do alcance do tempo e da turbulência externa. Lá dom Miguel estava rodeado por todos os símbolos e ícones de sua fé. A célebre “Cruz dos Anjos”, uma magnífica cruz de ouro — com um formato quadrado, adornada de pedras preciosas e sustentada por dois anjos ajoelhados —, não era apenas o símbolo da catedral, mas de toda a região onde ele nascera e vivera sua longa vida. A arca à sua direita continha os ossos dos discípulos — na verdade, os discípulos dos discípulos — em invólucros de veludo. Seis espinhos que diziam pertencer à coroa de Cristo estavam guardados no armário, assim como a sola de uma das sandálias de são Pedro. No entanto, tudo o mais eclipsava-se em face da relíquia que lhe haviam confiado. A relíquia das relíquias. Por que ele, um simples padre, que jamais fora um erudito e agora era um homem idoso, havia merecido essa honra? Fechou os olhos. De súbito, uma mão enluvada tapou sua boca. Tentou virar-se para ver quem era, porém a mão apertou seu rosto como um torno. Sentiu um cheiro de couro, depois um odor mais forte penetrou em suas narinas. Quando se debatia para respirar, um segundo par de mãos dirigiu-se para a relíquia. — Não a toque — gritou ele o melhor que pôde. — Está louco? Como lhe ocorre que possa tocá-la? Tocar na relíquia? Essa pessoa era demente? A mão enluvada abafou seus gritos. Seu corpo oferecia pouca resistência e o odor acre provocava tonturas. Viu com horror o segundo intruso tirar um pequeno escalpelo do casaco. Dom Miguel contraiu-se ao pensar na dor que sentiria se a lâmina lhe cortasse o pescoço. Contudo, a pessoa virou-se, moveu-se em direção à arca de prata e inclinou-se para examinar a relíquia mais de perto. O padre amaldiçoou-se internamente. Ele deveria ter feito seu trabalho e retornado logo para a catedral. Por causa de seu desejo egoísta de ficar sozinho na Câmara Santa esse terrível sacrilégio acontecera. A Cruz dos Anjos parecia estar se derretendo diante de seus olhos, as pedras ficando vermelhas e o limo gotejando sobre as asas dos anjos na base. Percebeu então que devido à falta de oxigênio sua visão estava distorcida e sua mente alucinava. Tudo o que podia pensar era como se sentia tão infeliz por ter falhado. Qualquer homem deveria reverenciar o que lhe fora confiado por Deus. Mas por sua causa, a relíquia estava sendo maculada. Seu coração doeu de vergonha. Deus nunca o perdoaria.