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Onze Minutos (Cód: 3869472)

Coelho, Paulo

Sextante / Gmt

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Descrição

“Quando estamos entre quatro paredes, terminamos por nos descobrir como animais assustados, inseguros, frágeis. O que deveria ser um momento mágico se transforma em um ato de culpa, de achar-se sempre aquém das expectativas dos outros. Esquecemos que esta é uma das poucas situações na vida em que a palavra ‘expectativa’ precisa ser banida por completo. O encontro físico de dois corpos é mais que uma simples resposta a certos estímulos carnais ou ao instinto de perpetuação da espécie. Na verdade, ele carrega consigo toda a carga cultural da humanidade.” - Paulo Coelho. Em Onze minutos, Paulo Coelho explora o tema do sexo e cria um conto de fadas moderno, melancólico e sensual, que narra a transformação de uma mulher em busca de si mesma. Maria, uma jovem nordestina desiludida com o amor, sai de casa à procura de aventura e paixões, e é na Suíça, como prostituta, que encontra as respostas para suas perguntas mais profundas. Baseado em fatos reais, o romance parte da banalização do amor e do sexo para nos fazer refletir sobre a natureza humana e a liberdade de sermos nós mesmos.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575427514
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788575427514
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Ano da edição 2012
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 240
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorCoelho, Paulo

Leia um trecho

Era uma vez uma prostituta chamada Maria. Um momento. “Era uma vez” é a melhor maneira de começar uma história para crianças, enquanto “prostituta” é assunto para adultos. Como posso escrever um livro com esta aparente contradição inicial? Mas, enfim, como a cada instante de nossa vida temos um pé no conto de fadas e outro no abismo, vamos manter este início: Era uma vez uma prostituta chamada Maria. Como todas as prostitutas, tinha nascido virgem e inocente,e durante a adolescência sonhara em encontrar o homem de sua vida (rico, bonito, inteligente), casar (vestida de noiva), ter dois filhos (que seriam famosos quando crescessem) e viver em uma linda casa (com vista para o mar). Seu pai trabalhava como vendedor ambulante, sua mãe era costureira, sua cidade no interior do Brasil tinha apenas um cinema, uma boate e uma agência bancária. Por isso Maria não deixava de esperar o dia em que seu príncipe encantado chegaria sem aviso, arrebataria seu coração e partiria com ela para conquistar o mundo. Enquanto seu herói não aparecia, só lhe restava sonhar. Apaixonou-se pela primeira vez aos onze anos, quando ia a pé de casa até a escola primária local. No primeiro dia de aula, descobriu que não estava sozinha em seu trajeto: junto com ela caminhava um garoto que vivia na vizinhança e frequentava aulas no mesmo horário. Os dois nunca trocaram uma só palavra, mas Maria começou a notar que a parte do dia que mais lhe agradava eram aqueles momentos na estrada cheia de poeira, sede, cansaço, o sol a pino, o menino andando rápido, enquanto ela se exauria no esforço para acompanhar-lhe os passos. A cena se repetira por vários meses. Maria, que detestava estudar e não tinha outra distração na vida exceto a televisão, começou a torcer para que o dia passasse rápido, aguardando com ansiedade cada ida à escola e, ao contrário de algumas meninas de sua idade, achando aborrecidíssimos os fins de semana. Como as horas demoram muito mais a passar para uma criança do que para um adulto, ela sofria muito, achava os dias longos demais porque lhe davam apenas dez minutos com o amor de sua vida e milhares de horas para ficar pensando nele, imaginando como seria bom se pudessem conversar. Então aconteceu.

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