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Ouro (Cód: 4911361)

Cleave, Chris

Intrinseca

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Descrição

O que você sacrificaria por aqueles que ama? Kate e Zoe se conheceram aos 19 anos, nas eliminatórias de um programa para jovens talentos do ciclismo de elite — um esporte que exige foco e comprometimento. Após mais de uma década, aos 32 anos, elas se preparam para enfrentar a última e mais grandiosa prova de suas vidas: os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Amigas e também grandes rivais, Kate e Zoe são atletas no topo do ranking, lutando para vencer a competição mais importante do mundo. Com vidas marcadas pela tragédia, cada uma delas tem muito a perder, e as duas se veem diante do desafio de optar entre a família e a glória no esporte. Contada como somente Chris Cleave é capaz, Ouro é uma história sobre os limites da resistência humana, tanto física quanto emocional, sobre maternidade e amor, e sobre o que nos permite, em nossas diferentes maneiras de agir, alcançar feitos memoráveis. Com grande humanidade, o autor de Pequena Abelha analisa as escolhas que são feitas quando a vida está em risco e tudo o que se ama está em jogo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580573565
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580573565
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Claudio Carina
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 336
Peso 0.23 Kg
Largura 16.00 cm
AutorCleave, Chris

Leia um trecho

Terça- feira, 24 de agosto de 2004 Vestiário, Velódromo Olímpico, Atenas Disputa da medalha de ouro de ciclismo feminino Do outro lado da porta de metal sem pintura, cinco mil homens, mulheres e crianças entoavam seu nome. Zoe Castle não gostou tanto da sensação quanto esperava que fosse gostar. Ela tinha vinte e quatro anos e sentou-se onde o treinador mandou, a seu lado, num banco branco e estreito que ainda possuía o plástico azul de proteção. — Não toque na porta — avisou o treinador. — Tem alarme. Só havia os dois no pequeno vestiário subterrâneo. As paredes tinham sido engessadas há pouco tempo, e pequenos pedaços de gesso que caíram das espátulas dos pedreiros estavam espalhados pelo chão de cimento. Zoe chutou um, que se soltou e deslizou até bater na parede de metal. — O que foi? — perguntou o treinador. Zoe encolheu os ombros. — Nada. Nas ocasiões em que ela tinha visualizado o sucesso — quando ousou imaginar que chegaria tão longe — o chão e as paredes de todos os prédios em Atenas eram compostos de superfícies perfeitamente encaixadas, talhadas de um material olímpico que reluzia com brilho próprio. Não tinha imaginado o cheiro de cimento fresco no ar. Nem o pequeno plástico no chão com o manual do ar-condicionado que permanecia no canto da sala, pois a instalação não tinha sido concluída. O treinador viu a expressão de Zoe e sorriu: — Você está pronta. É isso que importa. Ela tentou sorrir de volta. O sorriso saiu como um potro recém-nascido — as pernas cederam logo de cara. Do lado de fora, o público batia os pés ritmadamente. Começaria com atraso. Buzinas soaram. A sala tremeu — o som era tão alto que os dentes de trás de Zoe rangeram. O barulho da multidão parecia derreter suas entranhas. Ela pensou em abandonar o velódromo pela porta de trás, pegar um táxi até o aeroporto e embarcar no primeiro voo de volta para casa. Chegou a se perguntar se seria a primeira atleta a fazer essa coisa simples, tão compreensível: sair de fi ninho das Olimpíadas. Devia haver algo que pudesse fazer de si mesma na vida civil. As revistas a amavam. Ela vestia bem as roupas. Era linda, com o cabelo preto lustroso cortado curto, grandes olhos verdes e um rosto pálido e assombrado que lembrava uma antiga santa europeia. Possuía um traço mínimo de crueldade na linha dos lábios: uma sugestão de que haveria aço na estrutura facial, o que prendia a atenção. Talvez devesse se aproveitar disso. Poderia dar entrevistas, rindo nos bastidores, depois do show, quando os jornalistas perguntassem se ela sabia que era muito parecida com aquela garota britânica que tinha fugido das Olimpíadas — qual era o nome dela mesmo? Ah! responderia, sempre me perguntam isso! Aliás, que fi m levou aquela garota?. A respiração do treinador estava calma e regular. — Bom, você parece bem — observou Zoe. — Por que eu não estaria bem? — Só mais um dia no escritório, certo? — Correto — disse Tom. — Só estamos batendo o ponto. Quero dizer, o que você esperava? Uma medalha? Quando ele viu o olhar dela, ergueu as mãos se desculpando. — Desculpe-me, é uma velha piada de treinadores. Zoe torceu a cara. Estava puta com Tom. Sua indiferença não ajudava em nada, essa simulação de que a situação não era séria. Ele normalmente era um treinador muito melhor, mas os nervos o estavam afetando justamente quando ela mais precisava de sua força. Talvez devesse mudar de treinador assim que voltasse para a Inglaterra. Pensou em avisá-lo dessa decisão naquele momento, só para apagar o sorriso pretensioso dele. A pior parte era que tremia incontrolavelmente, apesar do calor por causa da falta de ar-condicionado. Era humilhante, mas não conseguia parar. Já estava vestida e aquecida. Forneceu uma amostra de urina e oito mililitros de sangue que deviam ser pura adrenalina. Gravou um vídeo curto e ansioso para os patrocinadores, assinou os formulários ofi ciais de inscrição na corrida e prendeu o número de identifi cação na parte de trás do traje de ciclismo. Em seguida tirou-o e prendeu-o novamente, dessa vez com o lado certo para cima. Não sobrou mais nada para ocupar esses terríveis minutos de espera. A multidão voltou a fazer barulho, frenética. Zoe bateu a palma das mãos no banco. — Quero ir logo! Por que não abrem a porta? Tom bocejou e acenou com desdém. — É para sua segurança. Vão nos deixar subir assim que os seguranças terminarem de checar os corredores. Zoe apoiou a cabeça nas mãos e balançou para a frente e para trás no banco. Era torturante fi car trancada naquela sala minúscula, esperando a liberação dos funcionários do velódromo. Não conseguia impedir o corpo de tremer nem conseguia tirar os olhos da porta de metal, que vibrava com o barulho da multidão. Era uma porta resistente, feita para suportar caçadores de autógrafo por quanto tempo fosse necessário, ou então fogo por trinta minutos; mas o medo parecia passar direto por ela. — Meu Deus… — sussurrou. — Está com medo? — Estou me cagando, para ser honesta, Tom. Você não? — Ergueu os olhos para ele. Tom balançou a cabeça e se inclinou para trás. — Na minha idade não é o tamanho do evento que assusta. — Então o que é? Ele deu de ombros. — Ah, você sabe. A sensação constante de que, enquanto corria atrás das minhas próprias metas e objetivos, talvez não tenha tido um espírito tão generoso quanto podia em relação às necessidades e aos sonhos das pessoas com as quais eu mais me importei, ou por quem fui emocionalmente responsável. Ele cuspiu o chiclete que estava mascando e inspecionou as unhas. Zoe fervilhava. Vindo das arquibancadas acima deles, uma nova erupção de entusiasmo fez o prédio estremecer. O locutor estava animando a multidão. Eles gritavam o nome de Zoe. Batiam os pés com mais força. No vestiário, a luz tênue se apagou, voltando à vida aos poucos. Um rio de poeira caiu de repente, de uma parte não fi nalizada do teto de gesso. — Você acha que o prédio vai aguentar? — perguntou Tom. Zoe explodiu. — Cale a boca, ok? Cale a boca, cale a boca, cale a boca! Tom sorriu. — Ah, relaxe, é só mais uma corrida de bicicleta. É moleza. — Não é o seu nome que cinco mil pessoas estão gritando. Ele se aproximou e pegou no braço de Zoe. — Sabe o que você deveria temer? O dia em que não estiverem gritando seu nome. Aí você vai ser como eu. Você vai ser a poeira acumulada nas brechas entre as tábuas da pista. O cuspe secando no chiclete grudado sob as cadeiras. O som das vassouras, depois da multidão ter dado o fora. Você preferia ser tudo isso? Hein? Ela balançou a cabeça, mal-humorada. Tom colocou uma das mãos em volta da orelha. — O quê? Não consigo escutar com o barulho de todo esse amor! Você preferia ser a garota de quem ninguém se lembra? — Não, pelo amor de Deus, não! Ele sorriu. — Então tudo bem. Agora levante essa bunda daí e vá lá ganhar. Os dois olharam para a porta de metal fechada, depois para o chão, e, por fi m, de volta um para o outro. Um instante se passou. Tom suspirou. — Mas foi uma boa motivação, não foi? Talvez tenha me adiantado um pouco. Zoe o encarou. Estava pronta para cuspir. Sobre eles a multidão não parava de bater os pés. A poeira começou a cair sem parar. Ela fixou os olhos na porta. — Por que eles não vêm? Estamos esperando aqui há anos. — Talvez este seja nosso inferno particular. Talvez eles nunca venham, e a multidão só fi que cada vez mais barulhenta, e a gente esteja condenado a passar toda a eternidade com nossos pensamentos. — Nem brinque, ok? Já me sinto culpada o sufi ciente. Tom a encarou com atenção. — Por causa de Kate? Zoe ficou surpresa com o alívio que sentiu quando Tom disse o nome de Kate. Sob a pressão de todos os detalhes de última hora da preparação — apertar os sapatos, polir o visor —, ela não tinha se dado conta do quanto isso a estava consumindo. — Ela deveria estar aqui — disse. — Deveríamos ser eu e ela nessa final. O treinador apertou seu joelho. — Boa garota. Mas você não forçou Kate a fi car em casa. Ela fez as próprias escolhas. — Ainda assim… — Quero que repita isso, Zoe. Quero escutar você dizendo: Kate fez as próprias escolhas. Zoe encarou o chão por um bom tempo. O rugido da multidão acelerava cada molécula de ar na pequena sala sem móveis. A vibração dos pés batendo no chão se erguia pela armação de aço do banco, fazendo o plástico no assento balançar. Lentamente, ela ergueu os olhos para encarar o treinador. — Kate fez as próprias escolhas — afi rmou, com a voz suave. — Assim como eu. Tom sustentou seu olhar. — Ótimo — respondeu, fi nalmente. — Agora tire isso da cabeça, ok? Aquilo lá é vida, e isso aqui é esporte. Você só precisa pensar nos próximos dez minutos. Ela engoliu. — Tudo bem. Tom riu. — Então pare de parecer tão apavorada. — Escute todo esse barulho. Eu estou apavorada. — Escute, Zoe, você trabalhou duro. Você chegou na fi nal. Portanto, na pior das hipóteses, você será a segunda ciclista mais rápida de todo o planeta. A pior coisa que pode lhe acontecer nos próximos dez minutos é ganhar uma medalha olímpica de prata. — Exatamente. — Você está com medo de ganhar a prata? Ela pensou a respeito, então assentiu. — Porra, eu preferiria morrer. — Mesmo? — Mesmo. Zoe respirou fundo, e a tremedeira diminuiu. Quando voltou a olhar para Tom, viu que ele estava sorrindo. — O que foi? — Minha jovem, acredito que fi nalmente você esteja pronta para a sua primeira fi nal olímpica. Agora faça um favor para nós dois: vá lá e vença. — Mas a porta… Tom sorriu. — Ela só estava na sua cabeça. Zoe se levantou e empurrou a porta de metal com dois dedos, hesitante. Ela se abriu com facilidade, as dobradiças lubrifi cadas, e o rugido da multidão aumentou. A porta se abriu até o fi m, com uma batida que lembrava o som de um sino. Ela olhou para Tom, com os olhos arregalados. — O quê? — perguntou Tom, enxotando ela para fora. — Vá logo. Você está atrasada para caralho, como sempre. Zoe olhou para a porta aberta, e depois para ele. — Você é bom mesmo nisso. — Na minha idade é preciso ser. A escadaria alta e branca que conduzia até a pista estava reluzindo com a luz do sol que batia no telhado do velódromo. No último degrau, estampado em letras azuis quase retas, constava o lema olímpico: Citius, Altius, Fortius. Zoe respirou fundo bem devagar, inalando o ar quente e vibrante. Os pelos na sua nuca se eriçaram. Tudo o que se passara parecia perdoa- do, desaparecido e esquecido. A multidão gritava seu nome. Ela sorriu, respirou e deu o primeiro passo na direção da luz. Barrington Street, 203, Clayton, Região Leste de Manchester Numa TV minúscula na sala de estar bagunçada de uma casa geminada com dois quartos, Kate Meadows viu a melhor amiga sair do túnel e entrar na arena central do velódromo. O barulho da multidão redobrou, forçando os alto-falantes da TV. Seu coração disparou. A mamadeira estava equilibrada em cima da televisão, e o som da torcida fez o leite balançar. Quando Zoe ergueu os braços em reconhecimento ao apoio da torcida, o bramido dos aplausos e gritos fez a mamadeira escorregar. Ela oscilou na borda do aparelho e caiu de lado no chão, derramando o conteúdo branco pelo bico translúcido no tecido sedento do carpete. Kate ignorou a mamadeira. Estava fascinada pela imagem de Zoe. Kate tinha vinte e quatro anos, e desde os seis seu sonho era ganhar o ouro nas Olimpíadas. Os dezoito anos de preparação foram impecáveis. Alcançou o nível mais alto no esporte. Compartilhou o treinador com Zoe, treinou com ela e a venceu nos Campeonatos Nacionais e nos Mundiais. Então, no último ano de preparação para Atenas, a pequena Sophie chegou. Aquela era uma TV velha, e a qualidade da imagem era terrível, mas ficou bem claro para Kate que Zoe estava sentada num protótipo americano de bicicleta de corrida que valia doze mil dólares, com a estrutura preta fosca de uma peça só feita em fi bra de carbono unidirecional de alto módulo, enquanto ela própria estava sentada em um sofá Klippan da Ikea, com pés de aço revestido e uma capa vermelha removível e lavável. Kate estava ciente de que havia vitórias às quais um assento desses poderia conduzir, mas eram triunfos pequenos e domésticos, medidos em campanhas de desmame e tentativas de passar das fraldas para o vaso. Afundou os nós dos dedos nas têmporas, forçando-se a se lembrar de quanto amava Sophie e Jack, que estava em Atenas se preparando para sua própria corrida, no dia seguinte. Tentou exorcizar todos os pensamentos invejosos da mente, pressionando as têmporas até doer, mas, Deus a perdoe, seu coração ainda cobiçava o ouro.

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