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Pantaleão e as Visitadoras (Cód: 1914421)

Llosa,Mario Vargas

Alfaguara / Objetiva

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Descrição

Publicada em 1973 e adaptada para o cinema, 'Pantaleão e as Visitadoras' é uma das obras mais populares e divertidas de Mario Vargas Llosa. Conta a história de Pantaleão Pantoja, um capitão recém-promovido do exército, que recebe uma missão inesperada: criar um serviço de prostitutas para as Forças Armadas do Peru isoladas na selva amazônica, dentro do mais absoluto sigilo militar.
O capitão tem que se mudar para Iquitos, se manter afastado dos demais militares, usar trajes civis e, acima de tudo, não contar nada à mãe e à mulher. É obrigado a trabalhar nas madrugadas, bebendo em bares infectos, e cuidar do empreendimento com personagens insólitos.
Em pouco tempo o que era uma missão discreta se transforma no maior empreendimento de prostitutas do país, virando do avesso à vida de Iquitos e do próprio Pantaleão, que, como se não bastassem os problemas familiares, se verá envolvido com uma bela e insinuante visitadora.
Segundo o próprio autor 'a história se baseia num fato real - um 'serviço de visitadoras' organizado pelo Exército peruano para desafogar as ânsias sexuais das guarnições amazônicas - que conheci de perto em duas viagens à Amazônia, em 1958 e 1962 -, magnificado e distorcido até se transformar numa farsa truculenta'.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Alfaguara / Objetiva
Cód. Barras 9788560281121
Altura 23.40 cm
I.S.B.N. 9788560281121
Profundidade 1.50 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Roitman, Ari
Número da edição 1
Ano da edição 2007
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 248
Peso 0.37 Kg
Largura 15.00 cm
AutorLlosa,Mario Vargas

Leia um trecho

— Acorde, Panta — diz Pochita. — Já são oito horas. Panta, Pantita. — Já, oito horas? Puxa, que sono — boceja Pantita. — Costurou o meu galão? — Sim, meu tenente — se perfi la Pochita. — Ai, desculpe, capitão. Até eu me acostumar você vai continuar sendo tenentinho, meu amor. Sim, costurei, fi cou ótimo. Mas levantese de uma vez, sua reunião não é às...? — Às nove, sim — Pantita se ensaboa. — Aonde vão nos mandar, Pocha? Passe a toalha, por favor. Para onde você acha, chola? — Aqui, em Lima — contempla o céu cinzento, as varandas, os automóveis, os pedestres Pochita. — Ai, fico com água na boca: Lima, Lima, Lima. — Não sonhe, Lima nunca, que esperança — se olha no espelho, amarra a gravata Panta. — Se fosse pelo menos uma cidade como Trujillo ou Tacna, eu fi caria feliz. — Que engraçada esta notícia no El Comercio — franze o rosto Pochita. — Em Leticia um sujeito se crucifi cou para anunciar o fi m do mundo. Foi mandado para o manicômio mas as pessoas o tiraram à força porque acham que ele é santo. Leticia é a parte colombiana da selva, não é? — Que boa-pinta você está como capitão, fi lhinho — põe a geléia, o pão e o leite na mesa a senhora Leonor. — Agora é da Colômbia, mas antes era do Peru, tiraram de nós — passa manteiga numa torrada Panta. — Um pouquinho mais de café, mamãe. — Se nos mandassem de novo para Chiclayo — junta as migalhas num prato, tira a toalha a senhora Leonor. — Afinal, lá estávamos muito bem, não é mesmo? Para mim, o principal é que não nos mandem para muito longe da costa. Vá, filhinho, boa sorte, com a minha bênção. — Em nome do Pai e do Espírito Santo e do Filho QUE MORREU NA CRUZ — ergue os olhos para a noite, abaixa os olhos até as tochas o Irmão Francisco. — Minhas mãos estão amarradas, a madeira é oferenda, façam por mim o sinal da cruz! — O coronel López López está à minha espera, senhorita — diz o capitão Pantaleão Pantoja. — E dois generais também — abre os olhinhos a senhorita. — Pode entrar, capitão. Sim, essa aí, a porta marrom. — Aqui está o homem — se levanta o coronel López López. — Entre, Pantoja, parabéns por esse novo galão. — A melhor nota no exame de promoção, e por unanimidade do júri — aperta sua mão, dá um tapinha no ombro o general Victoria. — Muito bem, capitão, assim é que se faz carreira para o bem da Pátria. — Sente-se, Pantoja — aponta para um sofá o general Collazos. — Fique à vontade e segure-se bem para ouvir o que vai ouvir. — Não o apavore, Tigre — move as mãos o general Victoria. — Assim ele vai pensar que o estamos mandando para o matadouro. — Os chefões da Intendência vieram pessoalmente lhe comunicar o seu novo destino, isto signifi ca que a coisa não é tão simples — faz uma expressão grave o coronel López López. — Sim, Pantoja, trata-se de um assunto bastante delicado. — A presença destes chefes é uma honra para mim — bate o calcanhar no chão o capitão Pantoja. — Caramba, o senhor me deixa intrigado, coronel. — Quer fumar? — tira uma cigarreira, um isqueiro o Tigre Collazos. — Mas não fi que aí em pé, sente-se. Como, não fuma? — Está vendo, desta vez o Serviço de Inteligência acertou — acaricia uma fotocópia o coronel López López. — Isso mesmo: nem fumante, nem pau-d’água nem olho grande. — Um oficial sem vícios — se admira o general Victoria. — Já temos alguém para representar as armas no Paraíso, junto com Santa Rosa e São Martín de Porres. — Não exagerem — enrubesce o capitão Pantoja. — Devo ter alguns defeitos desconhecidos. — Sabemos do senhor mais que o senhor mesmo — apanha uma pasta e torna a largar na mesa o Tigre Collazos. — Ficaria pasmo se soubesse quantas horas passamos estudando a sua vida. Sabemos o que fez, o que não fez e até o que vai fazer, capitão. — Podemos recitar sua folha de serviço de cor — abre a pasta, embaralha fi chas e formulários o general Victoria. — Nem uma punição como ofi cial, e como cadete só meia dúzia de advertências leves. Por isso foi escolhido, Pantoja. — Entre quase oitenta ofi ciais da Intendência, nada mais, nada menos — levanta uma sobrancelha o coronel López López. — Pode fi car inchado feito um pavão. — Agradeço o bom conceito que têm de mim — se embaça a vista do capitão Pantoja. — Farei tudo o que puder para corresponder a essa confi ança, coronel. — O capitão Pantaleão Pantoja? — sacode o telefone o general Scavino. — Não estou ouvindo direito. Para que o mandou, Tigre? — O senhor deixou uma magnífi ca lembrança em Chiclayo — folheia um relatório o general Victoria. — O coronel Montes estava doido para que fi casse lá. Parece que o quartel funcionava como um relógio graças ao senhor. — “Organizador nato, senso matemático da ordem, capacidade executiva” — lê o Tigre Collazos. — “Conduziu a administração do regimento com efi cácia e verdadeira inspiração.” Nossa, o mestiço Montes se apaixonou pelo senhor. — Tantos elogios me deixam confuso — abaixa a cabeça o capitão Pantoja. — Só procurei cumprir o meu dever, apenas isso. — O Serviço das... quê? — solta uma gargalhada o general Scavino. — Nem você nem o Victoria vão conseguir me deixar de cabelo em pé, Tigre, esqueceram que sou calvo? — Bem, vamos aos fatos — sela os lábios com um dedo o general Victoria. — Este assunto exige a mais absoluta reserva. Falo da missão que vamos lhe confi ar, capitão. Solte os bichos, Tigre. — Em poucas palavras, a tropa da selva está comendo as cholas — toma fôlego, pisca, tosse o Tigre Collazos. — Há estupros a granel e os tribunais já nem conseguem julgar tanto safado. Toda a Amazônia está em alvoroço. — Diariamente nos bombardeiam com informes e denúncias — belisca o queixo o general Victoria. — Chegam comissões de protesto dos povoados mais perdidos. — Seus soldados abusam das nossas mulheres — espreme o chapéu e perde a voz o prefeito Paiva Runhuí. — Fizeram mal a uma cunhadinha minha há poucos meses, e na semana passada quase abusaram da minha própria esposa. — Meus soldados não, soldados da Nação — faz gestos apaziguadores o general Victoria. — Calma, calma, senhor prefeito. O Exército lamenta muitíssimo o incidente com sua cunhada e fará tudo o que puder para compensá-la. — Agora chamam estupro de incidente? — se desconcerta o padre Beltrán. — Porque foi isso o que aconteceu. — Florcita foi dominada por dois homens uniformizados que vieram da chácara e a violaram no meio da trilha — rói as unhas, pula sem sair do lugar o prefeito Teófi lo Morey. — Com uma pontaria tão boa que agora está grávida, general. — Agora vai identificar esses bandidos, senhorita Dorotea — resmunga o coronel Peter Casahuanqui. — Sem chorar, sem chorar. Vai ver como eu ajeito isto. — Acha que eu vou lá? — soluça Dorotea. — Ficar sozinha na frente de todos os soldados? — Eles vão desfilar por aqui, em frente à Delegacia — se esconde por trás da treliça metálica o coronel Máximo Dávila. — Você fica espiando pela janela e os aponta para mim quando descobrir os salientes, senhorita Jesus. — Salientes? — salpica salivas o padre Beltrán. — Depravados, canalhas e miseráveis, isto é o que eles são. Fazer uma infâmia dessas com dona Asunta! Macular assim o uniforme! — Luisa Cánepa, minha faxineira, foi estuprada por um sargento, depois por um cabo e depois por um soldado raso — limpa os óculos o tenente Bacacorzo. — Ela gostou da coisa ou sei lá, comandante, mas o fato é que agora se dedica à putaria com o nome de Maminha e tem um veado chamado Milcaras como cafetão. — Agora diga com qual destas pessoinhas quer se casar, senhorita Dolores — passeia em frente aos três recrutas o coronel Augusto Valdés. — E o capelão casa vocês neste instante. Escolha, escolha, qual deles prefere para papai do seu futuro filhinho?