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Revolução Francesa - Vol. 1 - o Povo e o Rei (1774-1793) - Col. L&pm Pocket (Cód: 4266621)

GALLO , MAX

L&PM

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Revolução Francesa - Vol. 1 - o Povo e o Rei (1774-1793) - Col. L&pm Pocket

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Descrição

Revolução Francesa: O povo e o rei é o primeiro volume da grande obra de Max Gallo que, para além da história oficial e dos livros escolares, nos mostra uma versão surpreendente do maior acontecimento da Idade Moderna, definidor do mundo atual...

Características

Produto sob encomenda Não
Editora L&PM
Cód. Barras 9788525427229
Altura 17.80 cm
I.S.B.N. 9788525427229
Profundidade 2.50 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Julia da Rosa Simões
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 400
Peso 0.30 Kg
Largura 10.70 cm
AutorGALLO , MAX

Leia um trecho

Prólogo Ele era o rei da França, o 16º com o nome de Luís, herdeiro de uma linhagem que há mais de dez séculos edificara e governara o reino da flor de lis e que, pela graça de Deus, tornara-o um dos mais poderosos do mundo. Seus reis eram de direito divino; a França era a filha mais velha da Igreja, e um Luís, o IX, morto em uma cruzada, se tornara São Luís. No entanto, naquela manhã de segunda-feira, 21 de janeiro de 1793, exatos quatro meses depois da proclamação da República, em 21 de setembro de 1792, enquanto um nevoeiro gelado paralisa Paris e abafa o rufar dos tambores que batem sem interrupção, Luís XVI é apenas Luís Capeto, ex-rei da França, ex-rei dos franceses.Seu corpo será cortado em dois, e assim será separado o corpo do rei do da nação. Quando, depois de uma breve hesitação, Luís desce de uma grande carruagem verde que acaba de parar na Place de la Révolution, antiga Praça Luís XV, a primeira coisa que vê são fileiras de soldados, guardas nacionais e cavaleiros e, em seguida, a multidão imensa que invadira a praça. Da estátua do rei Luís XV só restara o pedestal de pedra, arrecife branco no meio de dezenas de milhares de corpos que se amontoam como que para se aquecerem, para se tranquilizarem. Faz frio. O rei será decapitado. Luís, neto daquele Luís XV cuja estátua fora derrubada e cuja praça fora rebatizada, ergue os olhos. Vê o cadafalso, a guilhotina montada entre o pedestal da estátua no centro da praça e o início da Champs-Élysées. Vê o cutelo, os montantes que guiarão a lâmina oblíqua, a prancha onde será colocado seu corpo, que oscilará depois que a lâmina cair. Luís dá um passo para trás quando o carrasco Samson e seus dois ajudantes se aproximam. Ele é o rei. É um sacrilégio tocá-lo. Ele mesmo tira o casaco e o colarinho, ficando apenas com um simples colete de algodão branco. Afasta-se de Samson mais uma vez. Não quer que seus cabelos sejam cortados, que suas mãos sejam atadas. A seu lado, o abade Edgeworth, seu confessor, murmura algumas palavras. – Sire, neste novo ultraje vejo apenas um último traço de semelhança entre Vossa Majestade e Deus, que será sua recompensa. Luís abaixa a cabeça. O corpo do rei pode sofrer como sofreu o corpo do Cristo. Luís se submete. Uma corda é amarrada ao redor de seus punhos. Para os homens, ele não passa de Luís Capeto, aquele que a Convenção Nacional declarara “culpado de conspiração contra a liberdade da nação e de atentado contra a segurança geral do Estado”. Ela decretara: “Luís Capeto receberá a pena de morte”. Luís tentara contestar o julgamento dos homens. Em 17 de janeiro de 1793, Luís dirigira aos 749 deputados da Convenção Nacional uma carta pedindo que o povo, sozinho, o julgasse. “Devo à minha honra, devo à minha família”, ele escreve, “nada subscrever de um julgamento que me inculpa de um crime pelo qual não posso me responsabilizar, e por isso declaro recorrer ao julgamento de seus representantes à própria nação.