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Salve-se Quem Puder (Cód: 459527)

Chancellor,Edward

Companhia Das Letras

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Descrição

Ao narrar a história da especulação financeira desde o século XVII até o presente, Edward Chancellor constata que os impulsos que caracterizam o comportamento dos especuladores são os mesmos em qualquer época. Os resultados também se repetem: o mercado financeiro é impelido por caminhos perigosos - levando todo o resto da economia a reboque. O autor descreve episódios que soam inacreditáveis. Por exemplo, a mania das tulipas que contagiou a Holanda em 1636: os bulbos dessas flores trocavam de dono alucinadamente e podiam valer mais do que dez casas na cidade.
Salve-se quem puder começou a ser escrito como uma análise do mercado financeiro na década de 1980, tarefa de Chancellor quando estrategista do banco de investimentos Lazard Brothers, um dos gigantes da área. O autor, entretanto, foi muito além desse objetivo inicial. Historiador formado em Cambridge e Oxford e colaborador de publicações de prestígio como The Economist e Financial Times, realizou uma investigação que cobre os últimos quatrocentos anos de história dos principais centros econômicos do mundo. Empreendeu 'uma pesquisa admirável', nas palavras do 'papa' John Kenneth Galbraith.

Características

Peso 0.68 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
I.S.B.N. 8535901388
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 2.30 cm
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Motta, Laura Teixeira
Sub-Título Uma História da Especulação Financeira
Cód. Barras 9788535901382
Número da edição 1
Ano da edição 2001
País de Origem Brasil
AutorChancellor,Edward

Leia um trecho

PREFÁCIO Salve-se quem Puder O tema da especulação nunca atraiu tanta atenção como hoje. Por trás de boa parte do noticiário financeiro e econômico atual - crises cambiais, bolhas e craques no mercado acionário, fiascos de derivativos e inovações tecnológicas -, espreita o especulador. Nos Estados Unidos, milhões de investidores individuais negociam ações diariamente. O sucesso da economia americana na década de 1990 foi, em grande medida, um produto de recursos especulativos que afluíram para o mercado acionário. Isso permitiu o lançamento de novas empresas e a fusão de empresas antigas, incentivou-as a investir, e levou os investidores a gastar parte do que ganharam no mercado acionário. Uma grande bolha de prosperidade formou-se diante de nossos olhos, e sua estabilidade naturalmente causa muita preocupação. A especulação é um assunto polêmico. Muitos políticos - vários deles da Ásia - advertem que a economia global está sendo mantida como refém dos especuladores. Dizem eles que o especulador é um parasita movido pela ganância e pelo medo, provocando crises financeiras e prosperando com elas: um sujeito egoísta e escravo de suas paixões que, em seus humores eufóricos e depressivos, reflete os limitados recursos intelectuais das massas. Para esses políticos, a riqueza das nações requer que essas feras sejam enjauladas. Outros - principalmente economistas ocidentais - seguem uma linha radicalmente diferente. Procuram mostrar que a especulação é fundamentalmente uma força benigna, essencial para o bom funcionamento do sistema capitalista. Segundo essa visão, o especulador atua como um conduto, permitindo que novas informações - como os últimos índices inflacionários ou os efeitos de um furacão sobre a produção de café - sejam levadas até os preços. Sem o especulador, os mercados seriam repletos de pontos de estrangulamento, e as crises econômicas ocorreriam com freqüência ainda maior. Além disso, a implantação de novas tecnologias, como a internet, por exemplo, é altamente dependente da atividade de especuladores do mercado acionário. Refrear os especuladores, dizem esses economistas, é levar o capitalismo a perder sua vitalidade. QUE É UM NOME? Apesar da interminável discussão que suscita, a especulação permanece um conceito difícil de ser definido. Só em fins do século XVIII adquiriu um significado econômico, e mesmo então era um termo curiosamente impreciso. Em uma carta de 1o. de maio de 1774, Horace Walpole descreveu Sir George Colebrooke, banqueiro e membro do Parlamento britânico, como "um mártir do que chamamos especulação", quando Colebrooke foi à falência em uma tentativa malograda de açambarcar o mercado de alume, uma substância empregada no tingimento de tecidos. Dois anos mais tarde, em A riqueza das nações, Adam Smith referiu-se às fortunas súbitas que "às vezes são ganhas [...] pelo que se denomina o negócio da especulação". Mas o "comerciante especulador" de Adam Smith não era um operador financeiro, e sim um empreendedor que não atua em um ramo de negócio regular, bem estabelecido ou muito conhecido. Ele é comerciante de cereais em um ano, comerciante de chá no ano seguinte. Ingressa em qualquer ramo quando antevê nele uma probabilidade de lucro maior do que a usual, e sai quando prevê que os lucros tendem a retornar ao nível dos demais ramos. Para Smith, o especulador é definido pela presteza com que busca oportunidades de lucro no curto prazo: seus investimentos são fluidos, enquanto os dos homens de negócios convencionais são mais ou menos fixos. John Maynard Keynes conservou essa distinção, definindo "empreendimento" como "a atividade de prever o rendimento esperado de ativos por todo o seu período de duração", em contraste com especulação, que ele designou como "a atividade de prever a psicologia do mercado". Convencionalmente, a especulação é definida como uma tentativa de lucrar com mudanças no preço de mercado. Assim, abrir mão de uma renda no presente em favor de um ganho esperado de capital no futuro é considerado uma ação especulativa. A especulação é ativa, enquanto o investimento geralmente é passivo. Segundo o economista austríaco J. A. Schumpeter, "a diferença entre um especulador e um investidor pode ser definida pela presença ou ausência da intenção de "negociar", ou seja, de lucrar com as flutuações de preços do título". A linha divisória entre especulação e investimento é tão tênue que já se disse que especulação é o nome dado a um investimento fracassado e que investimento é o nome dado a uma especulação bem-sucedida. Fred Schwed, pensador de Wall Street, afirmou que esclarecer a diferença entre investimento e especulação é como "explicar a um adolescente confuso que Amor e Paixão são duas coisas diferentes. Ele percebe que são diferentes, mas não parecem diferentes o bastante para resolver seu problema". Schwed concluiu ser possível separar especulação de investimento adotando-se o critério de que o objetivo primordial do investimento é a preservação do capital, enquanto o objetivo supremo da especulação é o aumento da fortuna. Segundo ele, "A especulação é um esforço, provavelmente vão, para transformar uma pequena quantia de dinheiro em uma grande quantia. O investimento é um esforço, que deve ser bem-sucedido, para impedir que uma grande quantia de dinheiro se transforme em uma pequena quantia". Problemas de definição semelhantes são encontrados na distinção entre especulação e jogo. Enquanto um mau investimento pode ser uma especulação, uma especulação mal executada muito freqüentemente é apontada como jogo. Certa ocasião, o financista americano Bernard Baruch foi expulso da presença de Pierpont Morgan por pronunciar a palavra jogo no contexto de uma proposta de negócios. Posteriormente, Baruch lembrou que "não há investimento que não implique algum risco e que não tenha alguma coisa de jogo". As psicologias da especulação e do jogo são quase indistinguíveis: ambos são hábitos perigosamente conducentes ao vício, incluem a atração da fortuna, com freqüência são acompanhados de comportamento ilusório, e dependem, para ter êxito, do controle das emoções. A especulação acabou por significar coisas diferentes para diferentes pessoas, porém conserva algo de seu significado filosófico original, que é o refletir ou teorizar sobre fatos sem haver uma base sólida. Segundo uma definição do século XVII, especulador é "aquele que se entrega a observações ou estudos ocultos". O especulador financeiro ainda se assemelha ao alquimista, por estar constantemente formulando teorias herméticas para transformar papel em ouro, em geral com pouco êxito. Às vezes investidores consultam mapas astrológicos ou médiuns em busca de melhores resultados - chega a existir hoje em Nova York um Fundo do Astrólogo, cujo administrador promete "retornos naturalmente astronômicos". As pessoas recorrem a esses expedientes quando deparam com a incerteza. O nome dado à incerteza financeira é "risco". Os economistas diferenciam jogo e especulação segundo o critério de no jogo existir a criação deliberada de novos riscos, com um intuito de diversão, enquanto a especulação implica correr os riscos inevitáveis do processo capitalista. Em outras palavras, quando um jogador aposta num cavalo, ele está criando um risco, enquanto o especulador que compra uma ação está simplesmente participando da transferência de um risco existente. De modo geral, a especulação é considerada mais arriscada que o investimento. O analista de títulos Benjamin Graham declarou que o investimento requer uma "margem de segurança" para que o valor do principal seja mantido mesmo em condições adversas imprevistas. Um investimento mal informado ou espontâneo é mais especulativo do que um outro no qual o investidor deu-se ao trabalho de investigar e avaliar seus retornos potenciais. Graham acrescentou que comprar ações com dinheiro emprestado sempre foi especulação. O capitalista tem diante de si um amplo espectro de risco, com o investimento prudente de um lado e o jogo imprudente de outro. A especulação situa-se em algum ponto intermediário entre eles. Segundo a teoria econômica moderna - para a qual os mercados são eficientes, isto é, os preços das ações refletem valores intrínsecos e os especuladores são simplesmente agentes econômicos racionais empenhados em otimizar sua riqueza -, a história da especulação é um assunto maçante. No mundo dos mercados eficientes não existem "espíritos animais", instintos de massa, emoções de ganância ou medo, especuladores que seguem tendências nem bolhas especulativas "irracionais". Mas, a meu ver, as atividades dos especuladores ao longo dos séculos parecem mais ricas, mais diversificadas em suas motivações e mais extraordinárias em seus resultados do que qualquer coisa jamais descrita por economistas. Minha abordagem tem mais afinidade com a de Charles Mackay, amigo de Dickens e autor de Extraordinary popular delusions and the madness of crowds (1841), que forneceu os primeiros relatos populares da Mania das Tulipas e das bolhas da Mississippi e da South Sea. Para Mackay, as manias especulativas eram uma manifestação da tendência ocasional da sociedade a sucumbir à ilusão e à loucura em massa: "Os homens, já se disse com muito acerto, pensam em rebanho; vê-se que enlouquecem em rebanho, mas só recobram o tino lentamente, e um a um". A narrativa histórica das manias especulativas assinada por Mackay continua sendo a única prontamente disponível. Embora eu achasse que estava na hora de fazer um novo exame desse tema, não tentei apresentar uma história abrangente da especulação - uma tarefa como essa produziria um volume pesado e repetitivo, cuja página final nunca seria escrita. Em vez disso, concentrei-me em ocorrências de especulação nas principais potências econômicas de várias épocas, da República Holandesa no século XVII ao Japão na década de 1980, entremeadas com exames ocasionais da especulação em nossos dias. Acredito que a especulação só pode ser compreendida em um contexto social. Uma história da especulação não pode simplesmente ser uma descrição de assuntos econômicos, devendo conter também um pouco de história social. O comportamento e a atitude dos políticos com relação à especulação têm uma importância especial, pois as leis que governam os mercados são elaboradas e impostas pelos governos. Em numerosas ocasiões, encontramos políticos estimulando manias especulativas em proveito próprio. Acima de tudo, espero ter conservado algo do entusiasmo de Mackay, para que o leitor venha a concordar com a observação desse autor de que o "tema [da especulação] é capaz de despertar tanto interesse quanto até mesmo um romancista poderia desejar [...] Por acaso será um quadro insípido ou não instrutivo ver todo um povo alijando de si os freios da razão para correr como insano atrás de uma visão dourada, recusando-se obstinadamente a crer que ela não é real, até que, como um ignis fatuus, se atole em um lamaçal?".