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Seraphina - A Garota Com Coração de Dragão (Cód: 4851938)

Hartman, Rachel

Jangada

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Descrição

Neste livro você vai conhecer Seraphina Dombergh, uma garota de 16 anos com grande talento para a música e que possui um terrível segredo. A história se passa no reino medieval de Goredd, onde seres humanos e dragões convivem em harmonia durante décadas, desde a assinatura do Tratado de Paz. Criaturas extremamente inteligentes que podem assumir a forma humana, os dragões frequentam a corte como embaixadores. Seraphina se torna assistente do compositor da corte justo quando um membro da família real é assassinado bem ao estilo dos dragões. O clima começa a ficar perigosamente tenso e Seraphina passa a colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha, o Príncipe Lucian Kiggs. Durante essa jornada que pode destruir a paz entre humanos e dragões, a fachada cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria catastrófica em sua vida.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Jangada
Cód. Barras 9788564850286
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788564850286
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Denise de C. Rocha Delela
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 384
Peso 0.61 Kg
Largura 16.00 cm
AutorHartman, Rachel

Leia um trecho

Um

No centro da catedral havia um modelo do Céu chamado Casa Dourada. Seu telhado se abria como uma flor, para revelar uma cavidade do tamanho de um homem, na qual jazia o corpo do pobre Príncipe Rufus, coberto por uma mortalha branca e dourada.
Seus pés repousavam na borda abençoada da Casa; a cabeça, aninhada entre estrelas douradas. Pelo menos deveria ser assim. No entanto, o assassino do Príncipe Rufus o decapitara.
A Guarda tinha vasculhado a floresta e os pântanos, procurando em vão pela cabeça do Príncipe, mas ele teve que ser sepultado sem ela. Eu estava de pé nos degraus do coro da catedral, de frente para o funeral.
Do púlpito alto em forma de balcão, à minha esquerda, o bispo rezava diante da Casa Dourada, da família real e da nobreza enlutada, reunida no centro da igreja. Além de uma grade de madeira, gente do povo aglomerava-se na nave cavernosa. Tão logo o bispo concluísse a oração, eu tocaria a Invocação a Santo Eustace, que acompanhava os espíritos ao longo da Escada Celestial.
Eu oscilava vertiginosamente, apavorada, como se tivesse sido convidada para tocar flauta sobre um despenhadeiro açoitado pelo vento. Na verdade, eu não tinha sido convidada para tocar. Eu não fazia parte da programação; tinha prometido ao meu pai, quando fui embora de casa, que não iria me apresentar em público. Eu tinha ouvido a Invocação uma ou duas vezes, mas nunca antes tocado.
Aquela nem sequer era minha própria flauta. Meu solista escolhido, no entanto, tinha se sentado sobre sua flauta e entortado a palheta do instrumento; o solista substituto tinha bebido libações demais à alma do Príncipe Rufus e estava no jardim do claustro, nauseado de arrependimento.
Não havia um segundo substituto. O funeral ficaria arruinado sem a Invocação. Eu era responsável pela música, por isso cabia a mim tocá-la. A oração do bispo tornou-se menos fervorosa; ele descreveu a gloriosa Morada Celestial, habitação de Todos os Santos, onde todos iríamos descansar um dia em eterna bem-aventurança. Não mencionou exceções; não precisava.
Meus olhos tremeram involuntariamente quando vi o Embaixador dragão e os benevolentes representantes de sua Embaixada, todos sentados atrás da nobreza, mas à frente da multidão de pessoas comuns. Eles estavam em suas saarantrai — suas formas humanas —, mas eram perfeitamente distinguíveis mesmo a essa distância pelos sinos de prata nos ombros, os assentos vazios ao seu redor e sua aversão ao costume de curvar a cabeça durante uma oração.
Os dragões não têm alma. Ninguém esperava religiosidade da parte deles.
 — Amém! — entoou o bispo. Aquela era a minha deixa para começar a tocar, mas naquele exato momento percebi a presença de meu pai na nave abarrotada, sentado além da barreira. O rosto dele estava pálido e abatido. Eu podia ouvir na minha cabeça as palavras que ele me dissera no dia em que saí de casa para morar na corte apenas duas semanas antes:
Em nenhuma circunstância você deve chamar a atenção para si mesma. Se não pensa em sua própria segurança, pelo menos lembre-se de tudo o que eu tenho a perder! O bispo limpou a garganta, mas eu estava gelada por dentro e mal podia respirar. Busquei desesperadamente algum foco melhor em que me concentrar. Meus olhos se depararam com a família real, três gerações sentadas uma ao lado da outra diante da Casa Dourada; um quadro de dor. A Rainha Lavonda tinha deixado os cachos de cabelos grisalhos soltos sobre os ombros; os olhos azuis-claros estavam vermelhos de tanto chorar pelo filho. A Princesa Dionne sentava-se empertigada e com um olhar feroz, como se planejasse vingança contra os assassinos do irmão mais novo ou contra o próprio Rufus, por não chegar ao seu quadragésimo aniversário. A Princesa Glisselda, filha de Dionne, recostara a cabeça dourada no ombro da avó para confortá-la.
O Príncipe Lucian Kiggs, primo e noivo de Glisselda, estava sentado um pouco mais afastado da família e olhava tudo sem ver. Não era filho do Príncipe Rufus, mas parecia tão chocado e pesaroso como se tivesse perdido o próprio pai. Eles precisavam da paz celestial. Eu sabia muito pouco dos Santos, mas conhecia a tristeza e sabia que a música era o melhor bálsamo contra ela. Esse era um conforto que eu podia oferecer. Ergui a flauta até os lábios e os olhos na direção do teto abobadado, e comecei a tocar.
Comecei muito baixo, sem saber direito a melodia, mas as notas pareciam vir ao meu encontro e minha confiança aumentou. A música fluiu de mim como uma pomba liberta na vastidão da nave; a própria catedral lhe emprestava uma nova riqueza e lhe dava algo em troca, como se esse glorioso edifício também fosse meu instrumento. Há melodias que falam de modo tão eloquente quanto às palavras, que fluem lógica e inevitavelmente de uma emoção única e pura. A Invocação é esse tipo de melodia, como se o compositor tivesse procurado destilar a mais pura essência do luto, para dizer: Isto é que significa perder alguém.
Repeti a Invocação duas vezes, relutante em deixá-la terminar, antecipando o final da música como outra perda palpável. Deixei a última nota soar livre-mente, apurei os ouvidos para o eco agonizante final e me senti murcha por dentro, exausta.
Não haveria aplausos, como mandava a dignidade da ocasião, mas o silêncio era ensurdecedor. Olhei através da planície de rostos, da congregação de nobres e outros convidados ilustres, para a multidão esmagadora além da barreira, composta de gente do povo.
Não vi nenhum movimento, mas os dragões se agitaram desconfortavelmente nos assentos e Orma, pressionado contra o corrimão, pendeu absurdamente a aba do chapéu para mim. Eu estava esgotada demais para me sentir embaraçada. Baixei a cabeça e me retirei.

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