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Tragédia Em Três Atos - Pocket (Cód: 4069977)

Christie,Agatha

L&PM

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Tragédia Em Três Atos - Pocket

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Descrição

Mais um romance brilhante de Agatha Christie

Na bucólica casa de praia do famoso ator Sir Charles Cartwright, um jantar entre amigos toma um rumo surpreendente. Entre os convidados, um homenzinho de bigode e olhar perspicaz chamado Hercule Poirot.

A possibilidade de um assassinato paira no ar e assusta os demais convivas – entre os quais, o sr. Satterthwaite, amigo de longa data que convencerá o detetive belga a embarcar em uma investigação minuciosa. Poirot precisará usar toda a sua habilidade para desvendar o mais desconcertante mistério envolvendo um crime: a falta de um motivo.

'É quase impossível adivinhar o final antes de Hercule Poirot fazer a grande revelação” - The Times Literary Supplement

Características

Peso 0.20 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora L&PM
I.S.B.N. 9788525426482
Altura 17.80 cm
Largura 10.70 cm
Profundidade 1.40 cm
Número de Páginas 256
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Henrique Guerra
Cód. Barras 9788525426482
Ano da edição 2012
País de Origem Brasil
AutorChristie,Agatha

Leia um trecho

Primeiro ato - Suspeita Capitulo 1 - Crow’s Nest O sr. Satterthwaite sentou-se no terraço de Crow’s Nest e observou o anfitrião, Sir Charles Cartwright, subindo pela trilha da praia. Crow’s Nest era a quintessência do bangalô moderno. Nada de madeiramento exposto, nada de frontões nem dos adornos supérfluos tão apreciados por empreiteiros de terceira categoria. Singela, sólida e toda branca, a construção enganava quanto ao tamanho – era bem maior do que aparentava. Tinha esse nome devido à posição sobranceira*; lá do alto, vigiava a enseada do porto de Loomouth. De fato, de um dos cantos do terraço protegido pelo parapeito, a queda era abismal ao mar cortado de rochedos lá embaixo. Pela estrada, Crow’s Nest ficava a um quilômetro e meio do vilarejo. A estrada seguia continente adentro e subia em zigue-zagues até o penhasco que se projetava sobre o oceano. Sete minutos de caminhada separavam o mar do bangalô pela íngreme trilha dos pescadores que Sir Charles Cartwright galgava naquele instante. Meia-idade, tez bronzeada, compleição esbelta, Sir Charles vestia suéter branco e velhas calças de flanela cinza. Andar meio gingado, punhos semicerrados. Nove em dez pessoas afirmariam: “Oficial da Marinha aposentado. Tipo inconfundível”. A décima – e mais perspicaz – vacilaria, intrigada com algo incerto que não soava legítimo. E então talvez surgisse meio sem querer uma imagem: o convés de um navio... Não um navio real... Um navio emoldurado pelo tecido grosso e requintado de cortinas suspensas... Um homem, Charles Cartwright, em pé no convés... Luz que não era luz do sol se dispersando sobre ele, os punhos entreabertos, a postura solta e a voz – a voz solta e aprazível de um marujo e cavalheiro inglês, com entonação bastante acentuada. – Sinto muito, senhor – dizia Charles Cartwright –, mas não tenho como responder a essa pergunta. E pesadas cortinas caíam num silvo, luzes se acendiam numa súbita explosão, som de orquestra se precipitava no compasso sincopado da moda, enquanto moças com laços exagerados no cabelo ofereciam: “Chocolates? Limonada?”. Fim do primeiro ato de O chamado do mar, com Charles Cartwright na pele do comandante Vanstone. De seu privilegiado posto de observação, mirando abaixo, o sr. Satterthwaite sorriu. Mirrado e cheio de rugas, o sr. Satterthwaite – mecenas das belas artes e do teatro, esnobe convicto mas agradável – era presença certa nas festas e solenidades mais badaladas (as palavras “e o sr. Satterthwaite” apareciam invariavelmente no fim da lista de convidados). Ao mesmo tempo, um sujeito de notável inteligência, sagaz observador de pessoas e fatos. Naquele instante, meneou a cabeça e murmurou: – Quem diria. Puxa vida, quem diria. Passos soaram no terraço, e ele virou a cabeça. O homem grande de cabelos grisalhos que puxou a cadeira à frente e sentou-se trazia profissão e endereço de trabalho claramente estampados no amável e arguto rosto de meia-idade. “Médico” e “Harley Street”. Sir Bartholomew Strange alcançara o sucesso profissional. Conceituado especialista em distúrbios nervosos, há pouco tempo fora alçado à nobre classe dos cavaleiros (recebendo assim o título de “sir”) na lista de honrarias publicada todos os anos por ocasião do aniversário do monarca. Sentou-se ao lado do sr. Satterthwaite e disse: – Quem diria o quê? Hein? Vamos lá, pode ir contando. Com um sorriso, o sr. Satterthwaite baixou o olhar ao vulto que subia rápido pela trilha. – Quem diria que Sir Charles aguentaria tanto tempo neste... hum... exílio. – É verdade, quem diria! – riu-se o outro, jogando a cabeça para trás. – Conheço Charles desde menino. Estivemos em Oxford no mesmo período. Ele continua o mesmo: é melhor ator na vida privada do que no palco! Charles está sempre representando. Não consegue evitar: já se tornou um hábito. Charles não sai da sala: ele “sai de cena”. E costuma fazê-lo depois de uma boa tirada. Em todo caso, variar de papel é com ele mesmo... E tem coisa melhor? Dois anos atrás, ele se aposenta do palco... Avisa aos amigos que deseja levar uma vida simples e rústica, desconectada do mundo, e cede ao antigo fraco pelo mar. Desce até aqui e constrói esta casa. É a ideia que ele tem de um simples e rústico chalé. Três banheiros e todas as parafernálias modernas! Eu, como você, Satterthwaite, apostava que isso não duraria. Afinal de contas, Charles é humano: precisa de uma plateia. Dois ou três capitães aposentados, um bando de mulheres mais velhas e um pastor... Um público desses não chega a entusiasmar ator algum. Eu achava que a temporada da peça do “cara simples, apaixonado pelo mar” não duraria mais do que seis meses. E então, para ser franco, eu achava que ele se cansaria de encenar o papel. Achava que a bola da vez seria o enfastiado homem da alta sociedade em Monte Carlo ou quem sabe um grande proprietário de terras nas Highlands da Escócia. Charles é um cara versátil.O médico parou. Tinha falado por um bom tempo. Concentrou o olhar repleto de afeição e divertimento no homem que subia a trilha sem suspeitar de que falavam nele. Em dois minutos, ele estaria com os amigos. – Mas – continuou Sir Bartholomew – parece que estávamos enganados. A atração pela vida simples é duradoura. – Um homem que dramatiza a si próprio às vezes é mal compreendido – salientou o sr. Satterthwaite. – A gente não leva a sério sua sinceridade. O doutor assentiu com a cabeça. – Sim – respondeu pensativo. – É verdade. Com uma saudação animada, Charles Cartwright subiu os degraus e chegou ao terraço. – Mirabellese superou desta vez – comentou. – Devia ter vindo junto, Satterthwaite. O sr. Satterthwaite balançou a cabeça. Ele já sofrera muitas vezes nas travessias do canal da Mancha para cultivar quaisquer ilusões sobre a força de seu estômago a bordo. Naquela manhã, observara Mirabelleda janela de seu quarto. A brisa insistente impulsionava o veleiro com rapidez, e o sr. Satterthwaite deu graças aos céus por estar em terra firme. Sir Charles foi até a janela da sala e solicitou bebida. – Devia ter vindo, Tollie – disse ele ao amigo. – Não é você quem passa a metade da vida sentado em Harley Street recomendando aos seus pacientes o saudável balanço do mar? – A maior recompensa de ser médico – sentenciou Sir Bartholomew – é não ser obrigado a seguir as próprias recomendações. Sir Charles riu. Sem se dar conta, continuava a representar o papel de marinheiro rude, mas cordial. Bonito ao extremo, corpo harmonioso, rosto delgado e irônico; o cabelo riscado de prata nas têmporas lhe dava um ar ainda mais distinto. Parecia o que realmente era: em primeiro lugar, um cavalheiro; em segundo, um ator. – Foi sozinho? – indagou o médico. – Não. – Sir Charles virou-se para apanhar o drinque trazido por uma elegante copeira que segurava uma bandeja. – Tive uma “mãozinha”. Da mocinha Egg, para ser mais exato. Um tênue vestígio de embaraço na voz dele fez o sr. Satterthwaite levantar o olhar bruscamente. – A srta. Lytton Gore? Ela entende um pouco de velejar, não entende? Sir Charles deu uma risadinha meio sentida. – Com ela me sinto o próprio marinheiro de água doce. Mas estou evoluindo. Graças a ela. Pensamentos rápidos ocuparam a mente do sr. Satterthwaite. “Hum... Não sei, não... Egg Lytton Gore... Talvez por isso ele não tenha enjoado daqui... A idade do lobo... Idade perigosa... Sempre surge uma jovem nesta época da vida...” Sir Charles prosseguiu: – O mar! É a melhor coisa que existe... Sol, vento e mar... E uma singela cabana no retorno ao lar. E olhou com prazer a residência branca atrás dele, equipada com três banheiros, água quente e fria em todos os quartos, o último sistema no que se refere a aquecimento central, as engenhocas elétricas mais avançadas e uma equipe completa de funcionários, incluindo governanta, camareira, mestre-cuca e copeira. A interpretação que Sir Charles dava à expressão “vida simples” era, talvez, um pouco exagerada. Uma mulher feiosa e alta saiu da casa e, como um veleiro a favor do vento, dirigiu-se ameaçadora na direção deles. – Bom dia, srta. Milray.