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Trilogia Suja de Havana (Cód: 2602834)

Gutierrez, Pedro Juan

Alfaguara / Objetiva

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Trilogia Suja de Havana

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Descrição

Nesta narrativa ficcional, Pedro Juan Gutiérrez faz uma crônica impactante da vida em Havana durante a grande crise de Cuba nos anos 90. Esses relatos contêm a verdade de um homem que nasceu e cresceu na utopia da Revolução Cubana. Eles mostram um povo faminto, sem rumo, mas em nenhum momento amargo ou no papel de vítima das circunstâncias históricas. A fluência da escrita de Gutiérrez é jornalística; ao mesmo tempo, demonstra o engajamento do escritor com tudo aquilo que é vital. Com a arte, por exemplo: ´Só uma arte irritada, indecente, violenta, grosseira, pode nos mostrar a outra face do mundo, a que nunca vemos ou nunca queremos ver´. Ou com o sexo: ´Sexo é um intercâmbio de líquidos, de fluidos, de saliva, hálito e cheiros fortes, urina, sêmen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é. Se é só ternura e espiritualidade etérea, se reduz a uma paródia estéril do que poderia ser. Nada´.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Alfaguara / Objetiva
Cód. Barras 9788560281596
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788560281596
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Idioma Português
País de Origem Brasil
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorGutierrez, Pedro Juan

Leia um trecho

Coisas novas em minha vida Naquela manhã bem cedo, sobressaía na caixa de correio um cartão cor-de-rosa enviado por Mark Pawson, de Londres. Com letras grandes ele tinha escrito: “5 June 1993 some bastard stole the front wheel of my bicycle.” Fazia um ano, e aquele incidente ainda o incomodava. Lembrei daquele pequeno clube perto do apartamento de Mark, onde toda noite Rodolfo tirava a roupa e apresentava uma dança muito erótica enquanto eu fazia uma estranha música trópico-aleatória com bongôs, chocalhos, sons guturais e tudo o que me viesse à cabeça. A gente se divertia, tomava cerveja de graça e ainda nos pagavam 25 libras por noite. Quem me dera que tivesse durado mais. Mas Rodolfo era um negro muito solicitado e foi para Liverpool ensinar dança moderna. Eu fiquei sem dinheiro e continuei morando na casa de Mark até que me chateei e voltei. Agora treinava para não levar nada a sério. Um homem pode cometer muitos pequenos erros. E não tem importância. Mas se os erros forem grandes e pesarem na sua vida, a única coisa a fazer é não se levar a sério. Só assim se evita sofrer. O sofrimento prolongado pode ser mortal. Colei o cartão-postal atrás da porta, botei para tocar um cassete com “Snake Rag”, de Armstrong, e meu coração se alegrou e parei de pensar. A música não me deixa pensar. Mas este jazz, além disso, me dá alegria e me faz dançar sozinho. Tomei uma xícara de chá, caguei, li uns poemas homossexuais de Allen Ginsberg e me assombrei com “Sphincter” e com “Personals ad”. I hope my good old asshole holds out. Mas não pude ficar assombrado por muito tempo porque chegaram dois amigos, muito jovens, perguntando se era boa idéia jogar uma balsa ao mar no cabo de San Antonio e chegar ao cabo Catoche ou se seria melhor sair pelo norte, direto para Miami. Eram os dias do êxodo, no verão de 94. Uma amiga tinha me falado um dia antes pelo telefone: “Todos os homens e os jovens vão embora. Ah, vai ser um problema para nós, mulheres.” Não era bem assim. Muita gente, incapaz de viver longe, ficava, apesar de tudo. Bom, eu naveguei um pouco pelo golfo e sei que é um perigo. Afinal os convenci, de mapa na mão, a não fugirem para o México. E fui com eles ver sua grande balsa para seis pessoas. Era um amarrado de madeira e cordas em cima de três pneus de avião. Iam levar uma lanterna, uma bússola e fogos de artifício. Desejei-lhes boa sorte e decidi dar uma volta com minha bicicleta. Comprei umas fatias de melão. Fui até a casa da minha ex-mulher. Agora somos bons amigos. Assim é melhor. Ela não estava. Comi um pouco de melão e deixei os restos por ali. Gosto de deixar rastros. Guardei na geladeira os pedaços que sobraram e fui embora rápido. Naquele lugar eu tinha sido muito feliz durante dois anos. Não era bom fi car lá sozinho. Ali perto mora Margarita. Fazia um bom tempo que não a via. Quando cheguei, ela estava lavando roupa e suava. Ficou contente e foi tomar banho. Éramos namorados furtivos — não me levem a mal, tenho que dizer de algum jeito — havia quase vinte anos e, quando nos vemos, trepamos primeiro e depois conversamos bem relaxados. Por isso não a deixei tomar banho. [...]